“Pra tudo começar na quinta-feira” é um livro necessário não só para o universo do Carnaval quanto para a cultura popular brasileira num todo.
Mostra em caráter histórico, plural e literal uma forma distinta de contar uma história, que são os desfiles de escolas de samba.
O mais engraçado é que a primeira edição foi lançada no ano de 2016 e se passaram 10 anos para uma segunda edição, mas com uma explosão de informações pois exatamente depois da publicação houve uma injeção e revolução de novos carnavalescos e com uma fome inimaginável de enredos necessários para aquele período, principalmente no triênio 2019-2022 (2021 não houve carnaval devido a pandemia).
De 2016 para cá houve que uma certa passagem de bastão do “Old School” para a galera atual de maneira natural, sem alarde.
E as demandas do cotidiano permitiram o aceleramento deste processo em virtude de suas malhas criativas. De Fernando Pamplona / Rosa Magalhães / Joãozinho Trinta até Bora-Haddad / Leandro Vieira / Tarcísio Zanon.
Se passaram 10 anos onde os autores Luiz Antonio Simas e Fábio Fabato: Simas com aquela dose de malícia acadêmica e malandragem das encruzilhadas e dos botequins; e Fabato com o carisma vocábulo em suas crônicas, com mais robustez e paixão em sua análise, fruto do amadurecimento que a própria vida o trouxe.
Um livro que pode muito bem ter uma terceira edição daqui a 10 anos, pois ele já nasceu atemporal. E as circunstâncias que o Carnaval sofreu permitiram acontecer, entre retaliações e racismo, ela continua em pé e para quem é amante do Carnaval como eu não podemos deixar morrer essa forma única de se contar uma história.
TEXTO DE:
Thiago Muniz



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