Lingua Preta
Não me faça perguntas, e eu não te direi mentiras.
quinta-feira, 3 de abril de 2025
Todos os fãs de Bolsonaro
quarta-feira, 2 de abril de 2025
Val Kilmer
terça-feira, 1 de abril de 2025
A tolerânia com o intolerante
Mal havia se encerrado a sessão do Supremo Tribunal Federal que transformou em réus Jair Bolsonaro e sua trupe de militares golpistas, e a imprensa hereditária – que sempre foi porta-voz dos instintos mais primitivos dos endinheirados – já se mobilizava para reescrever a história.
Com a volúpia de um viciado que furta celulares para trocar por uma pedra de crack, parte dos veículos de comunicação do país lançou-se em uma operação de suavização dos crimes de concepção e organização de um golpe de Estado.
Dito em "brasileirês contemporâneo", passam pano para os crimes do ex-presidente e sua matilha golpista, tratando sua iminente condenação como um capricho da Justiça, uma vendeta política. Mas o problema não é apenas de distorção narrativa: trata-se de cumplicidade com a impunidade.
As provas contra Bolsonaro são esmagadoras. Ele não apenas insuflou uma tentativa de golpe de Estado, mas participou ativamente de sua concepção.
A Polícia Federal revelou um arcabouço criminoso assustador: planos concretos para a subversão democrática, incluindo o uso de veneno para assassinar lideranças políticas.
São fatos, não especulações.
Documentos, áudios, vídeos, mensagens, depoimentos de militares de alta patente – um dossiê robusto e inquestionável.
No entanto, diante dessa avalanche de evidências, a imprensa responde com um bocejo de complacência, um aceno covarde à falsa neutralidade.
Observe-se a maneira como Bolsonaro é tratado. Os mesmos jornais que, no passado, não hesitaram em demonizar adversários políticos agora se derretem em um tom brando, indulgente.
As entrevistas que lhe concedem mais se assemelham a um confessionário de biografia autorizada do que a um interrogatório jornalístico sério.
Perguntas mornas, uma deferência repugnante, um preciosismo hipócrita que desvia o foco do essencial: por que ninguém o confronta com as provas? Por que, em vez de questioná-lo sobre as acusações de conspiração e tentativa de homicídio, os jornalistas se preocupam em explorar sua "mágoa" com aliados políticos?
A generosidade com Bolsonaro contrasta com o mau humor com que a mídia trata seus julgadores.
O Supremo Tribunal Federal, que tem a responsabilidade histórica de garantir que o país não sucumba ao abismo da impunidade, tornou-se alvo predileto, e Alexandre de Moraes virou "inimigo número um" de jornalistas alinhados com patrões-editores, por mais que os ritos processuais estejam sendo cumpridos integralmente, na maioria das vezes com suave firmeza.
O trabalho dessa imprensa tem sido emular o general Villas Bôas, tentando intimidar e emparedar o STF, passando a impressão de que Bolsonaro é um perseguido político, e não um criminoso de alta periculosidade.
O que está em jogo transcende a sorte de um homem: é a própria integridade da democracia brasileira.
Bolsonaro não pode ser tratado como uma figura folclórica da política, nem como uma mera oposição ruidosa. Ele é um criminoso, um conspirador, um inimigo da democracia. Seu legado é de destruição e morte. Sua tentativa de golpe de Estado não foi um devaneio retórico, mas uma ação real e planejada, cujos desdobramentos ainda podem assombrar o país.
O Judiciário não pode vacilar: sua condenação e prisão não são apenas justas, mas imprescindíveis para a sanidade nacional.
O jornalismo que serve aos interesses de golpistas não é jornalismo – é panfletagem servil, é cumplicidade disfarçada de imparcialidade.
Nesse quebra-mar entre a mídia e a justiça necessária, a sociedade assiste, angustiada, à procrastinação de um desfecho desejado. Quanto mais rápida a condenação, mais rápido a democracia brasileira voltará a respirar aliviada.
Como ensinou o doutor Ulysses Guimarães, à ditadura devemos dedicar apenas dois sentimentos: o ódio e o nojo.
TEXTO DE:
Edward Magro
quarta-feira, 26 de março de 2025
Seleção da Vergonha Brasileira
“90 milhões em ação, pra frente Brasil, no meu coração…”
Essa música foi numa época em que o torcedor brasileiro se engajava em torcer para a seleção brasileira, é claro que inflada pela propaganda da ditadura militar, mas independente disto se via que o jogador brasileiro tinha orgulho que vestir o manto amarelo.
Destes noventa milhões de população atualmente já passamos de duzentos. E o futebol pentacampeão mundial cada vez mais regride; em tese era para termos craques em quase todas as esquinas deste país.
Mas não. O modelo de negócio hoje é baseado em convocações através dos lobbys empresariais visando o lucro de transferência, onde normalmente a maior fatia fica para os próprios empresários. E a CBF que seria a instituição para intervir e defender convocações dos melhores jogadores, chancela esse plano de negócio.
Por mais que o último jogador escolhido melhor do mundo seja brasileiro, esse próprio jogador não consegue performar nem 50% do que faz em seu atual clube. É chato constatar isso mas temos uma geração fraca tecnicamente e mentalmente. Na maioria já são jogadores com grandes contratos e salários no exterior, fruto desse lobby empresarial; que não estão nem um pouco preocupados em defender a nação. Eles vão para a seleção simplesmente pela vitrine.
A selação tomou de 4x1 de uma seleção campeã mundial, uma Argentina muito bem montada, e com uma economia aos frangalhos, pois seus melhores jogadores não jogam dentro do campeonato argentino, alguns por serem filhos de ex-jogadores nasceram em outros países mas preferiram defender a seleção Argentina.
Muita coisa tem que mudar para o Brasil voltar a ser grande, valorizar e blindar a sua base, trazer as crianças de volta para os campos e várzeas. Mas pelo visto a perspectiva tenha sido outra, a visão política dentro da CBF falou mais alto com a reeleição do atual presidente.
Um 4x1 que poderia fácil ter sido um novo 7x1 e o Brasil não quis aprender a lição. Uma geração fraquíssima que não consegue sustentar ao menos uma provocação invocada por um dos maiores jogadores brasileiros nesse assunto; Romário; onde falava e cumpria o que dizia. Uma geração de jogadores preocupados em likes de redes sociais e contratos publicitários, alguns acusados em manipulação de resultados em sites de apostas.
Que vergonha CBF! Que vergonha ainda termos dirigentes de federações que se vendem por poupudas mesadas para que a engrenagem do sistema continue da mesma maneira.
Que pena futebol brasileiro, um dia já foi gigante, hoje não assusta nem um sabiá.
TEXTO DE:
Thiago Muniz
terça-feira, 25 de março de 2025
A Conmebol é Racista
sexta-feira, 14 de março de 2025
Vão culpar Lula e não haverá punição a delinquente
Que Gustavo Gayer é um completo imbecil, todos, inclusove seus eleitores, já sabem.
Aliás, quem votou nele, provavelmente o fez por pensar igual a ele. Sem mérito de juízo. Cada um é imbecil do jeito que preferir.
Mas, desta feita, o limite da imbecilidade foi levado a escala mais próxima possível da total loucura.
O deputado fez falas completamente ultrajantes contra Gleici Hoffmann, seu esposo, o deputado Lindbergh Farias e o presidente do senado, Davi Alcolumbre.
Alcolumbre já disse que acionou advogados para levar Gayer aos tribunais. E dizem que o presidente da Câmara Hugo Motta, telefonou para Gayer para falar algumas "verdades".
O problema é que, alguém realmente acha que haverá punição a esse delinquente intelectual?
Hoje existe até deputado preso por matar vereadora, cujo mandato está intacto.
Vocês realmente acham que Gayer será punido?
Pelo contrário, eles vão dobrar a aposta.
Enquanto os demais congressistas aceitarem esse tipo de coisa, pessoas como Gayer vão usar e abusar do seu direito a ser idiota.
O final será provavelmente porradaria no Congresso.
Aliás, diversas vezes já tentaram sair no tapa, mas a turma do "deixe disso", sempre esteve ali, para impedir.
Qual o limite?
Nenhum.
Vamos a história dos subúrbios...
Afinal, a culpa é do Lula, não é mesmo?