sexta-feira, 27 de março de 2026

Com gosto de despedida

Eu havia acabado de me mudar para a Espanha, naquele início de 1988. Estava às margens do rio Minho, do outro lado, talvez uns 30 metros de distância, Portugal.

Chovia horrores, meu primeiro inverno, a pele congelada pela capa vazada no ritmo forte da água que caia...

Do nada surgiram essas palavras:

"Vida no norte é dança da morte, é vida sem sorte, no sabor de corte.

E a ferida não cicatriza. Já não tem cura, nem atura o norte da vida...

Nas fronteiras da terra, os trilhos da morte, passam por perto, esse rumo incerto de viver sem viver.

Sem gosto da sorte, amigos não ter. E a distância aprofunda a paixão que inunda, esse grito contido, me mantém de pé.

Amo você, estrela da noite, mensageira brilhante; meu último adeus será Parati.

A solidão é meu reino, a prostituta rainha, seus cabelos largos... tão bela era França, mas o Império caiu...

Abaixo as guerras, peço paz pras terras, tudo é sempre possível... mas o trem vai partir...

O absoluto é monstro se não te parece... pra Roma eu vou...

O trem já partiu!"

Trinta e oito anos depois a estação continua lá... já os trilhos, definitivos, caminham noutra direção. Quem sabe, Parati.


TEXTO DE:
Antonio Gonzalez

quinta-feira, 26 de março de 2026

Até que a Morte nos separe

William Shakespeare, descrevia a vida como um palco passageiro. Atribuem a ele a frase "A vida não é eterna e tudo tem um prazo".

Sou daqueles que pensa que tudo se resume a um piscar de olhos, tipo um vaga-lume até o instante da derradeira luz. O medo, sempre presente, por vezes onipotente, prefiro que não faça parte da conjugação.

Para nada melancólico, nem nostálgico, mas assumo ser refém de momentos eternizados pela LOUCA VIDA LOUCA, divididos entre a política estudantil, a Teologia da Libertação, a não separação dos meus pais, o Fluminense, o Sindicato dos Bancários, o Chile Libre, o jornal Barricada, o Diretas Já, a Força Flu. Tudo isso regado à noites sem fim de rock and roll no Circo Voador.

Daqui a pouco, um procedimento médico que, consigo, trará  a binariedade das respostas - o sim ou o não de uma suposta gravidade de como seguir em frente - de certo modo, me aflige na sensação de não ter mais a propriedade do meu futuro.

Em 1991, na noite do dia que cumpri 30 anos, estava em Madrid. Na varanda do apartamento, então ao lado da minha primeira esposa, Beatriz, disse: "Obrigado Senhor por ter chegado vivo aos 30; o que pintar daqui para a frente será gorjeta de Deus".

Generoso esse Deus que me presenteou com mais 34 primaveras. Apesar de que não precisei morrer para me separar. A tal jura do amor eterno é linda até que deixa de ser.

Na mesma cidade da  “vila do  urso e do madronheiro", dois anos depois escrevi:

"Já não somos donos de nossas vidas...
Já não choramos com alegrias...
A revolta o tempo secou...
O eu guerrilheiro em silêncio se foi...

Sem solução a minha razão...
Perdidas vidas, desiludidas...
Pro meio do mundo falta um segundo...
Meu tempo deserto de solidão...

Nessa Espanha, as rosas de maio já não tem cor e não existe muro que não possa cair..."

Mais de doze mil dias depois continuo derrubando meus muros, entretanto a luta por juntar e dar formato às pétalas secas, parece ter sido em vão.

Apostar pode ser problemático, quando descobrimos que os mesmos dados com seus lados de sempre estão adulterados. 

Mas prefiro cravar na aposta, de outra espórtula da mesma força. 

A enfermeira acaba de me chamar. Chegou a hora. Na segunda que vem, tem feedback da ciência. 

Valeu!

TEXTO DE:
Antonio Gonzalez

quarta-feira, 25 de março de 2026

Andreia Sadi se assumiu como mentirosa, indigna de confiança

Algo é profundamente perturbador (e, convenhamos, revelador), quando uma empresa de comunicação decide transformar o seu ativo mais valioso, a credibilidade, em moeda descartável de conveniência editorial.

Foi o que se viu no episódio envolvendo Andreia Sadi, na GloboNews.

A jornalista, reconhecida por sua apuração sólida e trânsito em fontes relevantes de Brasília, foi levada ao constrangimento público de pedir desculpas no ar pela exibição de um material (um powerpoint), cuja veracidade passou a ser questionada (porque era uma mentira descarada).

E aqui mora o ponto central: não se trata apenas de um erro. O jornalismo erra, e deve corrigir. Isso é da natureza do ofício. O problema é outro. O problema é quando o erro parece ter CPF institucional, mas o pedido de desculpas ganha rosto individual.

Transforma-se a jornalista em para-raios de uma decisão que, tudo indica, não foi solitária.

Se ocorreu falha na checagem (e isso foi proposital), ela não pode ser tratada como se tivesse brotado espontaneamente na tela de Andreia Sadi. Um powerpoint não entra no ar por geração espontânea. Há editores, produtores, critérios... ou ao menos deveria haver.

Quando o conteúdo envolve figuras como Luiz Inácio Lula da Silva, simplesmente o presidente da República, e supostas relações políticas sensíveis, o dever de cautela deveria ser redobrado, não flexibilizado. E, se o material era falho ou impreciso, a responsabilidade é estrutural, não individual.

Mas o que fez a emissora? Optou pelo ritual clássico: expõe-se o rosto, preserva-se a engrenagem.

É um expediente antigo. O erro sobe ao palco com nome e sobrenome; a decisão editorial permanece nos bastidores, imune, silenciosa, quase etérea. Como se fosse possível dissociar o produto final do processo que o gerou.

Mais grave ainda é o efeito colateral disso tudo: a corrosão da confiança. Não apenas na jornalista, que injustamente se vê colocada em xeque, mas no próprio veículo. Porque, ao agir assim, a mensagem implícita é cristalina: quando a coisa aperta, a casa protege a estrutura — não quem assina.

E aí entra uma ironia incômoda: ao tentar conter um dano, amplia-se outro. Ao exigir um pedido de desculpas isolado, a GloboNews não necessariamente protegeu sua credibilidade — pode ter feito justamente o contrário. Afinal, quem assiste percebe. Sempre percebe.

Mas uma certeza é evidente, Andreia Sadi, não é digna de confiança. Ela mesma se sujeitou a isso.

No fim, fica a pergunta que realmente importa, e que não foi respondida no ar: quem decidiu que aquele conteúdo era confiável o suficiente para ser exibido?

Enquanto essa resposta não vier com a mesma transparência que se cobrou da jornalista, qualquer pedido de desculpas soará incompleto.

E, no jornalismo, meia verdade — ou meia responsabilidade — costuma ser apenas outra forma de erro.

Meu recado final para a GloboNews e para a Andreia Sadi, só pode ser um:
vão se lascar, seus mentirosos.

Tristirinhas do Thiago Muniz

1) Trump e Netanyahu acharam que ganhariam fácil a guerra contra o Irã, ainda mais tendo tomado o petróleo venezuelano de assalto. Só que calcularam errado demais, o Irã já estava se preparando para esse embate desde que o Trump participava das orgias da ilha do Epstein. E agora está em posição de desvantagem já que não possui o controle do Estreito de Ormuz.

2) Que canalhice da Globonews. Fazer um Powerpoint Lavajatista do caso banco Master aos mesmos moldes de Deltan Dallagnol, tendo a audácia de colocar o Lula envolvido. Globo, Folha e Estadão abraçados na cova da extrema direita Faria Lima Agropop escravista.

3) Neymar 2026 e Romário 2002: são situações parecidas com contextos completamente diferentes. O Romário tecnicamente estava no fino da bola fazendo muitos gols, tinha capacidade para contribuir em campo mesmo aos 36 anos mas o que impactou para a sua não convocação foi o fator extracampo, principalmente com o Felipão, fora que ele tomou uma pernada do presidente da CBF na época, Ricardo Teixeira. O Neymar não está conseguindo entregar a parte física e muito menos a parte técnica, nunca foi convocado pelo atual técnico Carlo Ancelotti, e ao que parece ambos não possuem um relacionamento fora de campo, e a última janela de amistosos antes da convocação final não esteve entre os relacionados, acho que é o fim do Neymar na seleção brasileira.

4) E vagabundo tá lá: será que o Carlo Ancelotti vai convocar o Neymar? E o Neymar não consegue andar em linha reta. E o Neymar caminha que nem o “Tô doido!” do Zorra Total.

5) Os três primeiros jogos do Brasil na Copa de 2026: Holanda de 74, Real Madrid no Santiago Bernabeu e Fundo de Quintal com Arlindo Cruz e Sombrinha.

6) Banco Master: o banco do CENTRÃO e da EXTREMA DIREITA.

domingo, 22 de março de 2026

A F1 como produto oculto da Rede Globo

Imagina só, você ter o melhor produto do mundo e decidir escondê-lo do público.

É exatamente isso que a Globo está fazendo com a Fórmula 1.

Depois de alguns anos vendo a Band tratar a Fórmula 1 com o carinho de uma avó que faz aquele bolo de cenoura quentinho pra você, a Globo decidiu andar para o futuro com métodos do passado.

O plano seria brilhante se nós estivéssemos em 1994, e esconder a maioria das corridas atrás de um pedágio chamado Sport TV ou Globoplay.

É uma estratégia de sequestro da sua atenção. Eles pegam algo que a Band democratizou e escondem atrás de um cofre.

Enquanto a Band estava entregando horas e horas de transmissão com treino, com pódio e com pós-corrida, a Globo está esperando que você pague um resgate com parcelas mensais.

Enquanto isso, em algum lugar do YouTube, o pessoal da Cazé TV e da Live Mode deve estar assistindo isso no sofá, tomando um vinho bem tranquilo.

E o motivo você já sabe. Eles já provaram que a moeda da década não é assinatura forçada, mas é um engajamento massivo numa construção de comunidade.

E um modelo aberto e digital cria comunidades fortes, enquanto o modelo da Globo está criando ressentimento.

E ao ignorar o legado da Band e a revolução de acessibilidade da Cazé TV, a Globo parece que está cometendo um erro clássico de posicionamento.

Eles estão tentando resgatar um modelo de assinatura na televisão que está respirando por aparelhos, sacrificando a todo custo a conversa digital que torna marcas relevantes hoje. Porque se ninguém está vendo, não vai rolar conversa. E se ninguém conversa e comenta, os patrocinadores estão pagando apenas pra aparecer numa sala vazia com o ar-condicionado gelado.

E isso nos traz uma lição absurda sobre estratégia de canal.

O empresário precisa entender que ele precisa fluir pra onde a audiência dele já está, e não tentar obrigar a audiência a escalar um muro pra encontrá-lo. E quando você cria fricção e atrito no consumo, você abre brecha.

E no mercado, a brecha é a oportunidade pro próximo inovador que não tem medo de ser grátis pra parecer gigante.

TEXTO DE:
Thiago Muniz

quarta-feira, 18 de março de 2026

Entre a Barbárie e a Normalização, a violência contra a mulher persiste

O feminicídio no Brasil não é um fenômeno isolado, tampouco um desvio ocasional da norma: ele é, antes, um sintoma persistente de uma estrutura social que naturaliza a violência de gênero, a misoginia e a desumanização de corpos femininos — especialmente quando atravessados por outras vulnerabilidades, como raça, classe e identidade de gênero.

Os números já seriam, por si só, suficientes para provocar comoção nacional. Mas o problema se agrava quando observamos não apenas os crimes, e sim o ambiente simbólico que os cerca, um terreno fértil onde discursos de ódio, relativizações e até celebrações da violência encontram eco.

Nos últimos anos, assistimos a episódios que, se analisados em conjunto, revelam algo mais profundo do que simples coincidência.

A violência política direcionada à deputada Erika Hilton, frequentemente alvo de ataques transfóbicos e misóginos por grupos identificados com o bolsonarismo, expõe como a linguagem pode funcionar como antecâmara da agressão física.

Quando uma figura pública é sistematicamente deslegitimada em sua humanidade, abre-se espaço para que a violência contra ela — ou contra quem ela representa — seja vista como aceitável, ou ao menos tolerável.

Esse mesmo mecanismo de normalização aparece de forma ainda mais perturbadora quando agentes do Estado, cuja função deveria ser a proteção da vida, demonstram solidariedade a colegas acusados de crimes brutais.

O caso recente de um policial suspeito de assassinar a própria esposa — também policial — e que recebeu manifestações de apoio de outros membros da corporação, revela uma cultura institucional que, em vez de repudiar a violência, por vezes a encobre ou a minimiza. Trata-se de um sinal alarmante de como o corporativismo pode se sobrepor à justiça, especialmente quando a vítima é uma mulher.

A memória coletiva também parece falhar — ou ser seletiva — quando figuras condenadas por crimes hediondos conseguem retomar suas vidas públicas com relativa facilidade.

O retorno do goleiro Bruno ao futebol, após cumprir pena pelo assassinato de Eliza Samudio, é um exemplo emblemático.

Não se trata aqui de discutir o sistema penal ou a possibilidade de reintegração social, mas de questionar o tipo de mensagem que se transmite quando um crime de tamanha gravidade é, na prática, absorvido pelo espetáculo esportivo sem maiores constrangimentos.

E há ainda o papel da mídia e de seus protagonistas.

Quando um apresentador de televisão como Ratinho recorre reiteradamente a falas agressivas contra minorias, ele não apenas expressa uma opinião individual, mas contribui para a construção de um ambiente discursivo onde a intolerância é legitimada.

A televisão, especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil, não é apenas entretenimento — é também formação de imaginário.

O ponto comum entre todos esses episódios é a banalização da violência.

Não apenas a violência física, mas a simbólica, a verbal, a institucional. É a ideia de que certas vidas valem menos, de que certos corpos são descartáveis, de que certas dores não merecem luto coletivo.

Combater o feminicídio, portanto, exige mais do que políticas públicas — embora estas sejam absolutamente essenciais.

Exige uma transformação cultural profunda, que passe pela educação, pela responsabilização de agentes públicos, pela revisão de discursos midiáticos e pela recusa ativa à normalização do ódio.

Enquanto a sociedade brasileira não encarar esse problema em sua totalidade — como um sistema, e não como casos isolados — continuaremos a contar vítimas, a escrever colunas indignadas e, tragicamente, a nos acostumar com o inaceitável.

domingo, 15 de março de 2026

Debate sobre educação não sai do lugar


A guerra ideológica que não alfabetiza ninguém, persiste no Brasil desde a chegada das primeiras caravelas ao nosso litoral.

O debate sobre educação no Brasil anda prisioneiro de uma péssima caricatura.

O Bolsonarismo (essa praga que engoliu nossa Direita Democrática), insiste na tese de que as escolas foram tomadas por militantes marxistas empenhados em transformar adolescentes em revolucionários de recreio.

Do outro lado, setores da Esquerda respondem com discursos sobre a centralidade da educação para o desenvolvimento nacional. Enquanto isso, o sistema educacional segue funcionando quase como sempre funcionou.

E a Direita?

Essa ainda discute se conseguirá ou não sobreviver sem precisar se esconder debaixo do Bolsonarismo e seus bilhões de votos, já que a Direita mesmo possui pouquíssimos.

No meio dessa disputa retórica estão os alunos. E os números.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o Brasil ainda tem cerca de 9 milhões de analfabetos entre pessoas com mais de 15 anos. Trata-se de um contingente equivalente à população inteira de vários países europeus.

A distribuição desse problema também revela muito sobre o país.

Entre brasileiros com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo ultrapassa 14%. E mais da metade dos analfabetos vive no Nordeste — um retrato bastante fiel das desigualdades regionais que atravessam a história brasileira.

O povo nordestino não é analfabeto, mas é empurrado para condições de analfabesitmo, por causa das desigualdades, característica nacional.

Essa condição não existe por causa de "professores comunistas" ou por causa de um "projeto conspiratório de dominação do Lula". Essa alta taxa de analfabetismo está ligada também a evasão escolar incentivada pelas desigualdades sócio-econômicas, além de muitos outros fatores.

Os dados da alfabetização infantil também não são exatamente animadores. Avaliações recentes mostram que apenas cerca de 59% das crianças do segundo ano do ensino fundamental estão plenamente alfabetizadas.

Em termos práticos, quase metade chega ao terceiro ano sem dominar leitura e escrita de maneira satisfatória.

Agora observe o paradoxo.

Um país em que milhões de pessoas ainda enfrentam dificuldades básicas de alfabetização mantém o debate público concentrado em guerras culturais, muitas vezes importadas das redes sociais e adaptadas ao contexto brasileiro com uma boa dose de exagero.

De um lado, grita-se “doutrinação”.
Do outro, responde-se com denúncias genéricas de “neoliberalismo”.

O problema real continua praticamente intocado.

Outro ponto raramente discutido com a serenidade necessária é o crescimento da influência de fundações privadas e organizações ligadas ao mercado financeiro na formulação de políticas educacionais.

Essas instituições participam da construção de currículos, avaliações e programas de gestão. O tema merece debate sério, não slogans.

A pergunta é simples: qual deve ser o limite da influência de atores privados na definição dos rumos da educação pública?

Também aqui as posições políticas costumam ser mais retóricas do que práticas.

Governos de Direita frequentemente falam em disciplina, eficiência e combate à ideologia, mas raramente apresentam um modelo pedagógico capaz de substituir o sistema existente.

Esse discurso se limitou a alimentar o bolsonarismo, mas na prática não trouxe nenbuma solução para a educação.

Um exemplo dessa desgraça toda, são as escolas "cívico-militares", com "professores policiais" escrevendo descançar e continêcia, no quadro, enquanto ensinam flexões de braço como currículo educacional.

Governos de Esquerda ampliaram o acesso à educação, criaram universidades e programas de inclusão (avanços reais, sem dúvida), mas tampouco promoveram uma transformação estrutural do modelo educacional brasileiro.

O resultado é um curioso consenso silencioso: todos afirmam que educação é prioridade nacional, desde que isso não implique mudanças profundas nas engrenagens do sistema.

Assim o país segue convivendo com três fenômenos simultâneos:
- um debate ideológico cada vez mais barulhento,
- um modelo educacional envelhecido,
- milhões de brasileiros tentando aprender o básico em condições desiguais.

Talvez o gesto mais revolucionário no Brasil contemporâneo fosse justamente o mais simples: discutir educação com menos slogans e mais realidade.

Talvez o debate público sobre educação devesse dar mais ouvidos aos envolvidos no processo, como professores, educadores, pais e alunos, do que políticos semi-analfabetos profissionais em retórica barata.

TEXTO DE:

Tarciso Tertuliano