quarta-feira, 11 de março de 2026
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domingo, 8 de março de 2026
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quarta-feira, 4 de março de 2026
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terça-feira, 3 de março de 2026
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domingo, 1 de março de 2026
Terceira Guerra Mundial já é realidade
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
A importância das Artes Marciais na minha vida
Eu sou um apaixonado por artes marciais, eu fui uma criança forjada pelo fascínio do mundo das lutas; seja em torneios ou em filmes.
Um dos meus fascínios foi o antigo Ultimate Fighting Championship, atual UFC, lá nos meandros do ano de 1993.
Lá eu tive o primeiro contato com o Jiu Jitsu, onde eu assisti numa fita alugada de uma locadora do meu bairro (locadora é a avó do streaming) um lutador de 80kg como Royce Gracie vencer lutadores bem mais pesados do que ele usando golpes e alavancas onde simplesmente anulava o oponente; essa é a essência do jiu jitsu moderno oriundo do pioneirismo de Carlos Gracie e sua família.
Pois bem, eu iniciei no jiu jitsu através do filho de Carlos Gracie, o lendário mestre, o poderoso Carlson Gracie a quem tenho muito orgulho de não só ter conhecido mas ter sido treinado pelo próprio, tendo chegado a faixa preta através dos ensinamentos dele.
O Jiu Jitsu para mim foi um dos pilares para que eu siga até hoje os ritos como disciplina e respeito ao próximo, pois a vida não é só nos limites do tatame, você conduz pelo mundo afora.
As artes marciais deveriam ser elemento obrigatório para que toda criança pudesse entender o quão importante é a figura do professor, o quão importante é defender a palavra honra, o quão importante é aprender no dia a dia a sabedoria.
TEXTO DE:
Thiago Muniz
Melancólico Fim de Ganso e Neymar
Houve um tempo em que a bola parecia obedecer a eles por gratidão. Não por imposição física, não por velocidade, não por choque — mas por talento. A bola ia porque queria ir.
Quando Paulo Henrique Ganso surgiu no Santos Futebol Clube, ao lado de um menino magro de cabelo moicano, falava-se em uma nova linhagem do futebol brasileiro.
Era a pausa contra o cronômetro, o passe que desmontava defesas como quem abre uma carta antiga. Ganso não corria: pensava. E pensar, naquele momento, parecia suficiente.
Do outro lado, estava Neymar, o mais improvável dos improváveis. Dribles que não pediam licença, gols que pareciam vídeos editados.
O mundo se curvou cedo demais. Barcelona, Paris, cifras astronômicas, campanhas publicitárias, e a promessa de finalmente devolver ao Brasil um protagonismo em Copa do Mundo.
O tempo passou. E o futebol, impiedoso, não espera quem joga em câmera lenta, nem perdoa quem vive em ritmo de trailer.
Ganso reencontrou dignidade no Fluminense Football Club. Foi campeão, foi útil, foi cerebral como sempre. Mas nunca foi ídolo incontestável.
Faltou-lhe a epopeia. Faltou-lhe o momento que transforma respeito em devoção. Sua carreira virou uma coleção de lampejos tardios, como se o auge tivesse ficado preso numa promessa de 2010.
Neymar voltou ao Santos cercado de nostalgia, quase como quem tenta reencontrar a própria adolescência.
Mas o futebol não é máquina do tempo. As lesões, as interrupções, o excesso de expectativa — tudo foi pesando.
Na Seleção Brasileira de Futebol, os números são grandes, os recordes são discutíveis, mas a ausência de uma Copa erguida é um silêncio que ecoa mais alto que qualquer estatística.
Não se trata de fracasso. Seria injusto.
Ambos foram gigantes técnicos. Ambos encantaram. Ambos ganharam muito dinheiro, muitos títulos, muitos aplausos.
Mas há uma diferença sutil entre ser talentoso e ser símbolo.
O futebol brasileiro, órfão de heróis absolutos desde gerações anteriores, depositou neles algo que talvez fosse grande demais: a esperança de um retorno ao romantismo, à genialidade que decide Copas, ao camisa 10 que carrega o país nas costas.
Hoje, ao vê-los em campo, o sentimento não é raiva. É melancolia.
É perceber que duas das maiores promessas da nossa geração estão se aproximando do fim da linha sem terem conquistado aquilo que parecia inevitável: a consagração indiscutível.
Ganso será lembrado como o maestro que o tempo atropelou.
Neymar, como o craque que teve o mundo aos pés, mas nunca o mundo nas mãos.
E talvez doa justamente por isso: porque por alguns anos acreditamos que eles seriam eternos.









