terça-feira, 26 de agosto de 2025

Nova Vale Tudo

Há milhares de críticas sobre o remake de Vale Tudo, as releituras da escritora Manuela Dias sobre diversos personagens, dos protagonistas aos antagonistas.

Mas temos que pensar o seguinte: o mundo mudou!

Não estamos mais em 1988 onde a visão do mundo era outro. Estamos em 2025, nada fora da realidade.

Uma Odete Roitman poderosa e ninfomaníaca, mas com fragilidades perceptíveis; uma Heleninha menos agressiva e mais reflexiva com a sua doença alcoólica e com a culpa de ter “matado” o seu irmão gêmeo Leonardo.

Falando no Leonardo, a virada de chave da autora foi em manter ele vivo mas sendo escondido e renegado da sociedade pela sua própria mãe, envergonhada pelas supostas sequelas que ele adquiriu com o acidente.

Mas na minha visão manter o personagem só com sequelas não teria total sentido, era então melhor manter a versão original de Gilberto Braga: morto.

Mas Manuela Dias fez melhor, a volta de Leonardo como uma fênix, sobre as cinzas e revigorado pronto para dar o xeque mate em sua própria mãe, a real culpada pelo acidente.

Ivan e Maria de Fátima são da mesma casta: ambiciosos e mau caráters; só que com uma diferença: Fátima dá a cara para o tapa e Ivan se esconde na sua hipocrisia de bom samaritano.

Novamente digo, 1988 não é igual a 2025; o mundo mudou, os comportamentos mudaram e a sociedade se proliferou. 

TEXTO DE:
Thiago Muniz

sábado, 23 de agosto de 2025

Bolsonaro e Lula, mudou governo, mas falcatrua no INSS se repetiu

A menos de uma semana para as eleições presidenciais de 2022, o INSS conduziu uma operação irregular para que a Confederação Nacional dos Trabalhadores Agrícolas (Contag) passasse a descontar mensalidades de mais de 30 mil aposentados e pensionistas, sem que eles tivessem solicitado.

A manobra foi feita em um momento em que o presidente Jair Bolsonaro estava atrás do candidato Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas.

O procedimento foi autorizado pelo INSS por meio de um desbloqueio em lote de benefícios previdenciários, violando as regras da previdência e a legislação federal que rege os processos administrativos, sem qualquer fundamentação técnica, conforme detalhou um relatório da Auditoria-Geral do INSS.

O episódio é semelhamte ao ocorrido no governo Lula em novembro de 2023, também com o desbloqueio em lote de mais de 30 mil benefícios previdenciários a pedido do Contag.

Foi com base nesta autorização indevida que a Polícia Federal pediu o afastamento do então Presdidente do INSS, Alessandro Stefanutto, aceito pela Justiça Federal na Operação Sem Desconto, em 23 de abril.

Agora, as evidências apresentadas pela Auditoria-Geral do INSS nesse novo relatório, de que um expediente semelhante já havia ocorrido ainda no governo Bolsonaro, podem alterar a linha do tempo das irregularidades sob apuração da Operação Sem Desconto, fazendo com que a Polícia Federal possa investigar a cúpula do INSS na gestão passada.

O pedido da Contag chegou ao INSS em 13 de setembro de 2022.

EM 26 de setembro, o INSS solicitou à Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) o desbloqueio dos 30 mil benefícios previdenciários para inclusão de descontos associativos para a maior entidade sindical rural no Brasil.

A medida foi implementada pela Dataprev em 28 de setembro de 2022, quatro dias antes do 1° turno  das eleições.

Na ocasião, o presidente do INSS era Guilherme Serrano. Seria uma imprecisão dizer que ele deu uma "canetada" para liberar o desconto, já que o relatório da Auditoria-Geral do INSS destaca que não foi possível localizar nenhum processo administrativo a justificar a medida de desbloqueio.

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Ministro Flávio Dino decide que no Brasil, só valem leis brasileiras, para desespero dos vira-latas

O ministro Flávio Dino, do STF, deciciu nesta segunda-feira (18) que leis ou decisões judiciais de outros países não têm efeitos no Brasil, a não ser que passem por uma validação da justiça brasileira.

Sem citar diretamente as sanções impostas ao Ministro Alexandre de Moraes, Dino afirma que o Brasil tem sido "alvo de diversas sanções e ameaças" e que a decisão se mostrou necessária diante da "imposição de força de algumas nações sobre outras".

A decisão se deu no âmbito de uma ação movida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) no Supremo, que questiona a possibilidade de municípios brasileiros entrarem com ações judiciais no exterior.

Ao fixar uma nova tese, Dino determina que medidas e sentenças  de tribunais estrangeiros só terão validade no Brasil se forem homologadas pela Justiça brasileira ou seguirem mecanismos formais de cooperação internacional.

O Ministro também determinou que Estados e Municípios estão impedidos de propor ações em tribunais estrangeiros e que bancos e empresas brasileiras não podem cumprir ordens internacionais sem aval dos tribunais locais.

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Governadores Nazi querem Brasil a favor do MAGA

Em um evento do BTG Pactual, governadores simpatizantes do nazi-fascismo, reclamaram da Medida Provisória do Governo Federal, que abre linha de crédito para empresas afetadas pelo tarifaço do velho gagá alaranjado que preside os EUA.

Para os governadores Rato Júnior, Ronaldo Gagá Caiado, Tarcísio Cara de Areia Mijada de Freitas e Dudu Leitinho, o Brasil deveria se curvar ao ditador estadunidense.

Para eles, o Brasil deveria trabalhar para Make America Great Again, ao invés de tentar salvar suas próprias empresas.

Foram aplaudidos por empresários presentes no evento, o que gera aquela dúvida justificada:
Esses que aplaudiram, vão recorrer ao dinheiro do Governo, ou vão rejeitar em nome da defesa dos EUA?

Óbvio que vão abraçar o dinheiro.

Nestes momentos, os defensores do ESTADO MÍNIMO, recorrem ao MÁXIMO DO ESTADO.

Hipocrisia e cara de "cu doce" é a marca registrada dessa corja, que é tão pobre que a única coisa que possuem, é dinheiro.

Bispo filmado de calcinha fazia investigação sigilosa

Bispo evangélico foi gravado usando calcinha e peruca loura.

Todos ficaram transtornados com o fato, porém, o bispo veio a público ao lado da esposa explicar o ocorrido.

O bispo estava diafarçado, realizando uma investigação secreta.

O bispo fazia uma investigação sigilosa para provar fraude nas urnas eletrônicas, além de tentar provar a trama internacional de aplicação de vacinas contra o Covid, que seriam responsáveis pelo contágio de comunismo que afeta o país.

Agora, com tudo explicado, o bispo volta aos cultos e pode continuar recebendo o dízimo dos fieis.


segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Lei Magnífica

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes decretou hoje (4), a prisão domiciliar do ex-presidente Bolsonaro.

Bolsonaro é aquele golpista que tentou destruir o pais em quatro anos de mandato, mas graças a Deus, falhou.

Nos corredores de Brasília está o maior burburinho. Tarcísio Areia Mijada está todo arrepiado lá em São Paulo.

Alexandre de Moraes teria aplicado a tal Lei Magnífica.

Desculpem, não resisti à piada.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Entre a Fé e o Orgulho: Por que setores evangélicos têm dificuldade de abandonar o bolsonarismo

Nos últimos anos, o Brasil testemunhou uma aliança robusta entre o bolsonarismo e uma parte expressiva do movimento evangélico.

Ainda que o governo Bolsonaro já tenha terminado e que muitos dos seus erros tenham vindo à tona — do negacionismo na pandemia à fragilização das instituições democráticas, seguida da tentativa frustrada de golpe de estado — grande parte dos líderes e fiéis evangélicos ainda resistem em romper com esse projeto político.

Mas por quê?

A resposta, ao que tudo indica, não é apenas política, mas também teológica e emocional.

O apoio maciço de igrejas a Bolsonaro não foi apenas uma escolha estratégica ou ideológica. Em muitos púlpitos, esse apoio foi apresentado como revelação divina, como se o voto no ex-presidente fosse um dever espiritual.

Líderes disseram ter "ouvido de Deus" que Bolsonaro era o "escolhido", o "rei Ciro moderno", o "ungido por Deus para restaurar o Brasil".

Afinal, seu nome (Jair) é o nome de um dos juízes de Israel, e seu sobrenome é Messias. Os pastores viram nisso um sinal divino, uma profecia. Jamais passou por sua cabeça que isso fosse talvez, uma mera coincidência. Ou quem sabe, na mais pessimista das análises, um engano do próprio Satanás para dividir a Igreja.

Nos anos anteriores, incluindo os dois primeiros mandatos do atual presidente Lula (que foi eleito como principal adversário da Igreja por esses mesmos líderes), o crescimento das igrejas evangélicas no Brasil foi exponencial.

Com o recrudescimento do bolsonarismo dentro dos templos, esse crescimento se reverteu pela primeira vez em anos. Vários fiéis passaram a abandonar suas igrejas por não se reconhecerem mais em seus líderes que se tornaram abertamente autoritários e apostaram em discursos violentos e vingativos nos púlpitos.

Apesar disso tudo, muitos crentes ainda se entregam de corpo e alma a narrativa messiânica de Bolsonaro com fervor, orando e jejuando pela reabilitação de um homem que foi, aos olhos deles, investido de uma missão sagrada.

Abandonar o bolsonarismo, portanto, não é apenas romper com uma figura política. É admitir que se pode ter confundido uma convicção pessoal com uma revelação divina.

É reconhecer que, talvez, o discernimento espiritual falhou. E para um grupo cuja identidade está profundamente enraizada na certeza de que "Deus falou", essa admissão é dolorosa — beira o inaceitável.

Há ainda um fator psicológico importante: o orgulho espiritual.

A cristã prega a humildade, mas na prática, reconhecer publicamente que se errou — e pior, que se errou atribuindo esse erro a Deus — é um fardo quase insuportável. Isso explicaria por que muitos líderes dobram a aposta: preferem reinterpretar os fracassos de Bolsonaro como perseguições ou provações, ao invés de considerar que talvez tenham sido enganados ou tenham errado no julgamento.

Esse apego ao bolsonarismo, então, não é apenas político, mas também existencial. É uma tentativa de preservar a imagem de infalibilidade que muitos ministérios constroem em torno de si. Se eu digo que Deus falou, e depois admito que errei, como poderei manter minha autoridade espiritual sobre os fiéis? Esse dilema é central.

Claro que há exceções. Pastores e líderes que, com coragem, voltaram atrás, pediram perdão e passaram a fazer uma autocrítica honesta. Mas eles ainda são minoria, e frequentemente sofrem retaliações dentro do próprio meio evangélico, rotulados como “desviados” ou “liberais”.

A permanência do bolsonarismo entre os evangélicos não pode ser compreendida apenas com categorias políticas tradicionais. Ela envolve questões de fé, identidade e poder espiritual. Para que esse vínculo se rompa, será necessário um movimento interno de honestidade, humildade e, acima de tudo, disposição para reconhecer que ouvir a voz de Deus exige também discernimento e autocrítica.

Talvez, mais do que um erro político, o bolsonarismo tenha sido um espelho incômodo que revelou algo que os evangélicos precisam encarar: a tentação de transformar convicções ideológicas em verdades divinas, sem passar pelo crivo da compaixão, da justiça e da verdade — valores centrais do Evangelho que dizem professar.


TEXTO DE:

Tarciso Tertuliano