Confesso que perdi o encanto pela Seleção Brasileira há tempos. Para ser exato, desde o Penta de 2002. Mataram a alma daquele menino que chorou no Tri de 1970 e se orgulhava de dizer aos amigos da escola: “o Félix, do Fluminense, é campeão do mundo”.
O que mudou? Talvez o fato de que, dos últimos seis presidentes da CBF, cinco tiveram seus mandatos encerrados por prisão, banimento ou decisão judicial.
Quando penso que nada mais pode surpreender, surge a notícia: a CBF banca passagens, hospedagem, alimentação e ingressos para presidentes dos 40 clubes das Séries A e B e para todas as federações estaduais.
Os dirigentes dos clubes passam dias em Nova York. Os das federações ganharam pacote premium em Orlando, ingressos em áreas nobres e direito a acompanhante para os jogos do Brasil.
No futebol, isso tem nome: “turismo eleitoral”. Afagos custeados pela entidade para agradar justamente quem decide eleições e destinos políticos da própria CBF.
Depois, espantam-se com a reeleição - por unanimidade - do Rubinho na FERJ. Na boa, isso é apenas um dos inúmeros fios da teia que aprisiona o futebol brasileiro.
A CBF segue cada vez mais rica. Já os clubes — inclusive o meu Fluminense — afundam em dívidas bilionárias, quase impagáveis.
Quanto ao jogo, resultou no empate que previ numa LIVE, na sexta à noite. Mas assistir ao limitado Paquetá, ao cansado Casemiro, ao bonde Igor Thiago, ao improvisado Ibañez, ao CHAMAGOL Alisson: é dose.
É óbvio que torci, mas com esse 4-2-4 e certos jogadores de empresários, não existe Viagra que dê jeito.
Mas, a razão maior desse texto é com relação à postura da FIFA, que virou TCHUTCHUCA do Trump.
As principais reclamações giram em torno da sua omissão diante de restrições impostas pelos Estados Unidos a participantes da Copa de 2026.
Houve casos de negação de vistos e retenções prolongadas em aeroportos, afetando o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, membros de delegações (especialmente do Irã), jogadores, como Aymen Hussein, e profissionais de diversos países.
Gianni Infantino, o Presidente da FIFA, transformou-se em VASSALO do governo americano, não se posicionando com firmeza, limitando-se a lamentar os fatos, alegando não ter controle sobre políticas de imigração.
Pura hipocrisia e duplo padrão, pois a FIFA agiu com muito mais rigor em outras questões políticas, mas não usou sua influência para garantir igualdade de condições e o cumprimento dos princípios do torneio, deixando profissionais impedidos de exercer suas funções.
Cabe recordar que a política de restrições norte-americana contrasta com o histórico da própria FIFA, que chegou a remover a Indonésia do posto de sede do Mundial Sub-20 de 2023 por razões políticas semelhantes.
A atual Copa do Mundo está sendo disputada por 48 seleções, o que significa a antítese ao bom futebol.
Em todos os casos, bem-vindos à Disneylândia, onde o torcedor, quer dizer, o PATETA, é o funcionário do mês.
TEXTO DE:
Antonio Gonzalez

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