sábado, 3 de outubro de 2026

A Globo perdeu, mas a atenção tem de ser redobrada

A fisionomia do amarra-cachorro mor da família Marinho, Merval Pereira, diz tudo. 
A Globo não esperava que o seu debate desta quinta-feira (1/10), o último antes das eleições em primeiro turno, cuidadosamente preparado para ferrar Lula, desse no que deu.

Simplesmente foi cancelado.

Foi cancelado, porque Lula anunciou que não iria e Flávio Bolsonaro disse que também não compareceria.

Não dava para César Tralli comandar um debate apenas com os mequetrefes do Caiado, Zema e Cury, regras 3 do Flávio. 
Além de não terem o que falar, esses senhores somados representam uma insignificância em termos de intenções de votos.

Zema, por exemplo, corre o risco de ver seu 1%  transformado em pó  até  domingo.

Enquanto isso, a estratégia de Lula mostrou-se acertada. Sua entrevista ao podcast Flow,  no mesmo horário, foi um sucesso. Ele não tinha o que debater com o  filho desqualificado, corrupto, amigo de milicianos e dado a orgias, do golpista e prisioneiro Jair.

Mais de 1,5 milhão de pessoas assistiram à entrevista de Lula, com o número de comentários o aplaudindo batendo todos os recordes.

Na Globo e na Globo News o clima era um misto de indignação com velório.

Os amarra-cachorros da família Marinho se revezavam no vídeo e fora dele para criticar a Justiça que os impediu de colocar um púlpito vazio para marcar a ausência de Lula e igualmente os impediu de permitir que os candidatos mequetrefes fizessem perguntas aos candidatos ausentes.

Flávio, que chegou a pensar que a ausência de Lula iria beneficiá-lo, também desistiu de comparecer ao saber que o candidato do Missão, que lhe é  muito crítico, tinha obtido na Justiça o direito de participar do debate.
A noite desta quinta-feira foi de vitória para Lula e o campo progressista.

Por isto mesmo, esse setor precisa redobrar a vigilância nestes dias que antecem às  eleições em primeiro turno, diante da possibilidade de Lula liquidar já a fatura.

A mídia corporativa brasileira tem escondido este dado, mas sabe-se que Trump destinou mais de um milhão de dólares para entidades  brasileiras dispostas a questionar e desgastar o STF.

A jogada aí  é previsível. Diante da derrota de Flávio, a orientação do imperialismo - estadunidense e sionista - é  para que não se reconheça o resultado do pleito.

Claro que Flávio topa a parada.

Mas dificilmente esse falso questionamento irá prosperar.

Alguns dos mais conceituados veículos da mídia internacional  como  The Gardian, Le Monde Diplomatique e Pagina 12 já estão prevendo a vitória de Lula, que arrastou multidões em seus comícios e caminhadas por todo o Brasil, ao passo que os candidatos de oposição quase não tiveram agenda e Flávio levou até ovo na cara por onde passou.

Conhecendo Trump como a mídia internacional conhece, não dá  para descartar atuações criminosas como criar alguma falsa perseguição a narcotraficantes ou mesmo bombardear uma favela.

Seria uma situação extrema, que poderia desencadear uma crise tamanha para o próprio Trump, que são raras as pessoas a admitir que ele possa seguir por esta linha.
É  importante lembrar que em 3 de novembro, ele enfrentará as eleições de meio de mandato e sua popularidade nunca esteve tão baixa: meros 30%.

Número que indica que os democratas devem vencer as eleições para a Câmara, com chances de vitória também para o Senado.

Na semana passada, 21 deputados democratas e o senador Bernie Sanders assinaram documento condenando qualquer interferência de Trump nas eleições brasileiras. Nesta semana, mais deputados democratas se somaram a eles.

Isso é positivo, mas está longe de significar que a coordenação da campanha de Lula e os setores progressistas brasileiros possam baixar a guarda.

Ao contrário.

Mais do que nunca, nesta reta final da mais importante eleição da história republicana  brasileira, todo cuidado é pouco.

TEXTO DE:
Angela Carrato

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