1) Duas dúzias de torcedores na praça Mauá gritando pelo nome do Neymar. Isso não é clamor popular, isso é tráfego pago em tempo real pra alimentar mídia digital. Clamor popular foi em 1994 pra convocar o Romário no último jogo das Eliminatórias; o Parreira sabe bem o que foi pressão popular. Assistir um monte de pseudo-jornalistas e influencers-torcedores gritando pelo Neymar dentro do Museu do Amanhã foi uma cena deprimente.
2) O Paulo Vinicius Coelho fez uma pergunta que deixou o Ancelotti “de joelhos” sobre a não convocação de João Pedro e a convocação de Neymar, mas o italiano é raposa velha soube dar uma resposta sem perder a postura.
3) O pão e circo da CBF só entreteu aos bobos da corte; traduzindo: celebridades, influenciadores e pseudo-jornalistas, talvez alguns deles dentro da folha de pagamento da confederação.
4) Com a renovação de contrato para o ciclo 2030 fechado, muito provável que Ancelotti tenha cedido a convocar o Neymar. Quem pressionou? Não posso apontar ninguém sem provas, mas o italiano cedeu a pressão, com certeza. E teve que sacrificar alguém, e esse alguém foi o João Pedro, isso é um fato. João Pedro por sinal na semana anterior fez um golaço de bicicleta na Premier League, o Neymar mostrou o comprovante de substituição na frente da câmera. Prioridades!
5) João Pedro, que declarou publicamente que gostaria de ver o Neymar na seleção. Pois bem; vai assistir na TV. Cuidado com aquilo que desejas.
6) Gostei das convocações do Danilo, Endrick, Igor Thiago, Rayan e Luiz Henrique. São jogadores que tem fome e sangue nos olhos; não sentem a pressão, tem o espírito de jogador brasileiro ainda correndo em suas vêias. Prestemos atenção neles.
7) Já que o Neymar dará “pano pra manga”; torço para que ele não exija titularidade; mas acho que isso será muito difícil de acontecer.
8) O meu palpite hoje será de no máximo chegar nas quartas de final, com muito esforço podendo chegar a semifinal. Hoje tem seleções em nível superior ao Brasil: França, Portugal e Espanha; com Argentina, Holanda e Inglaterra um degrau acima. O Brasil vai ter que se encontrar durante a competição e mostrar o peso da camisa.
9) E vagabundo tá lá…
10) Vai Brasil! 🇧🇷
🇧🇷 4 x 1 🇮🇹 (México 1970)
O quarto gol marcado contra a forte seleção da Itália na Copa 1970, no México, foi o gol que consagrou a seleção brasileira.
Na final o Brasil já dominava e vencia por 3x1 quando protagonizou uma obra-prima coletiva: toques de primeira, inteligência tática, harmonia em movimento… até Pelé deixar a bola rolando suavemente para Carlos Alberto Torres chegar batendo com perfeição. A Seleção de 70 não foi só campeã — foi poesia em forma de futebol. Cada jogada era arte. Cada passe, história.
Naquela época, não era comum como é hoje, de um lateral subir ao ataque para tentar marcar um gol. Os homens daquela posição se limitavam a marcar na defesa e se alguém ousasse subir até o tento adversário, a bronca do técnico era mais que certa.
Mas Carlos Alberto Torres não respeitava muito essas limitações, em toda sua história, ele sempre dizia que os técnicos ficavam loucos quando ele subia ao ataque. Essa era uma de suas características, ele sempre contava isso quando falava com a imprensa sobre um dos gols mais belos da história das Copas do Mundo.
TEXTOS DE:
Thiago Muniz

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