Sempre me orgulhei de não ter bandido de estimação. Continuo defendendo a aplicação da justa Justiça, sem privilégios, sem exceções, sem conveniências - doa a quem doer.
O PL da dosimetria, vetado pelo presidente da República, não passa de um cavalo de Tróia.
Uma vez aprovado, ele revela e espalha todo malefício que carrega dentro de si.
Se o veto for derrubado, o Código Penal será modificado para atenuar as penas para os criminosos do 8 de Janeiro, que tentaram dar um golpe na nossa democracia.
Mas, os beneficiários não serão apenas eles. A nova lei vai favorecer outros criminosos de alta periculosidade como homicidas e estupradores, que terão, também, suas penas diminuídas.
O PL da dosimetria é a prova cabal de que a extrema direita não está preocupada em punir o crime, como sempre vociferou.
Para essa gente, a Justiça boa é a justiça seletiva: que protege os amigos e pune os adversários.
A Justiça ideal da extrema direita é aquela que, em vez de uma balança equilibrada, tem, nas mãos, um mesmo peso para duas medidas diferentes:
Uma medida de justiça que protege seus bandidos de estimação, e outra medida - dura, cruel e desumana para quem não reza a cartilha desse grupo.
Os mesmos personagens odiosos adeptos do lema “bandido bom é bandido morto”, quem diria, se mobilizam para garantir a impunidade de seus bandidos pessoais.
Um peso, duas medidas e duas caras!
Eu, que nunca tive bandido de estimação, só espero que o bom senso prevaleça no Parlamento, e se não for possível, que ainda possamos apelar ao próprio judiciário.
TEXTO DE:
Raquel Sheherazade

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