A virada de Lula é um marco histórico, e não apenas brasileiro.
Nunca, em nenhuma democracia ocidental moderna, havia ocorrido um fato de tal monta, envolvendo tamanha quantidade de votos. Não à toa, a repercussão internacional do segundo turno da eleição presidencial está tornando o Brasil em um exemplo de resistência à onda fascista global.
Lula amealhou nada mais, nada menos do que 10 milhões de votos a mais no segundo turno do que teve no primeiro; melhorou seu desempenho em 97% dos municípios do país, algo impressionante e de efeito eleitoral devastador. Até nos estados em que perdeu, Lula cresceu mais no segundo turno do que seu adversário.
A mobilização nacional, nas ruas e na internet, que promoveu essa virada, além de emocionante e histórica, é também a chance do início da construção de uma nova Esquerda e de um novo jeito de governar, muito mais sintonizado com as demandas populares.
Lula, a um só tempo, se transformou no primeiro presidente a virar uma eleição no segundo turno e, sem mais nenhuma dúvida, no maior personagem da história brasileira.
O menino que nasceu em Garanhuns, que veio para o Sudeste no pau de arara, que virou torneiro mecânico, que perdeu um dedo durante o trabalho e que sofreu na pele todas as mazelas de ser pobre no Brasil, fundou o partido político de Esquerda de maior alcance em todo o planeta e, agora, tornou-se presidente eleito por quatro vezes.
É uma história de vida épica, monumental, sem paralelos desde as capitanias hereditárias.
Goste-se ou não de Lula, não se trata mais disso, apenas de reconhecer a grandiosidade inigualável desse personagem histórico. Não há Dom Pedro, Getúlio, Maria Quitéria, Prestes, Tiradentes, Pelé, Zumbi ou JK que lhe faça frente.
Domingo último vivenciamos a história sendo escrita ao vivo, amigos. Apreciemos, portanto, esse espetáculo da vida!
Toda minha admiração a Lula!
TEXTO DE:
Alexandre de Oliveira Périgo

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