segunda-feira, 4 de maio de 2026

O Fariseu Malafaia

(por Antonio Gonzalez)

Diziam “mis abuelos” na Espanha: “Éramos pocos y parió la abuela”.

Do nada, o FARISEU MALAFAIA — que de pastor não tem nada — resolve atacar a Igreja Católica, a Teologia da Libertação e as Comunidades de Base, dizendo que foram tentáculos do nascimento do PT.

Não passa de um fanfarrão disseminador de ódio. Sim, seu otário, eram tempos de Ditadura Militar, e era preciso enfrentá-la. Ou você, FARISEU MALAFAIA, acha que Cristo andaria com torturadores? Ou você escolheria um tirano como Herodes, o Grande, conhecido por mandar matar inocentes tentando eliminar Jesus?

QUE CONSTE: nada tenho contra a Igreja Evangélica. Tenho amigos pastores, amigos cristãos que rezam por mim. Também não tenho contra religião alguma. Sou católico e estou estudando crenças de matrizes africanas.

Mas já que o FARISEU MALAFAIA quer descer pro play, vamos aos fatos.

A chamada “Igreja Evangélica” nasce do movimento da Reforma Protestante do século XVI, que  envolve Lutero, Calvino e outros Teólogos e pensadores

Em 1517, Lutero criticou abusos como a VENDA DE INDULGÊNCIAS da então Igreja Católica, defendendo a , a Bíblia e a relação direta com Deus. Daí surgiram várias correntes protestantes.

Calvino organizou uma teologia forte, baseada na soberania de Deus, predestinação e disciplina moral. O evangelicalismo, portanto, é um conjunto amplo dessas tradições.

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Já a Teologia da Libertação surge na América Latina (anos 60-70), dentro da Igreja Católica, focada nos pobres e oprimidos.

Entre seus principais nomes estão: Gustavo Gutiérrez, Leonardo Boff, Dom Hélder Câmara, Jon Sobrino e Dom Pedro Casaldaliga.

Seus princípios: a opção preferencial pelos pobres; combate à miséria, fome e injustiça;  com compromisso social.

A leitura da Bíblia parte da realidade dos oprimidos: Êxodo, profetas, ensinamentos de Jesus. Pergunta central: o que o Evangelho diz a quem sofre?

Também denuncia o “pecado estrutural”: sistemas injustos que produzem desigualdade. Incentiva as Comunidades de Base, com participação popular e leitura coletiva da Bíblia.

A libertação proposta é integral: espiritual, social, econômica e humana.

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Voltemos à Reforma de Lutero: a VENDA DE INDULGÊNCIAS era, na prática, a comercialização do perdão, usada inclusive para financiar obras como a Basílica de São Pedro. Esse abuso motivou Lutero.

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E o que faz o FARISEU MALAFAIA?

O FARISEU MALAFAIA, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foca na arrecadação de dízimos e ofertas, frequentemente ligando dinheiro a bênçãos. Vende livros pela Central Gospel e pede doações para bens caros, como avião.

Há registros de pedidos públicos para aeronaves, “ofertas de bênção” com valores definidos, uso de recursos para manutenção de patrimônio e problemas com dívidas e multas.

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Onde o FARISEU MALAFAIA se encaixa no Novo Testamento?

a) “RAÇA DE VÍBORAS”: usada por João Batista e Jesus contra líderes hipócritas — aparência santa, interior corrupto;

b) “SEPULCRO CAIADO”: bonito por fora, podre por dentro — crítica direta à hipocrisia religiosa;

c) VENDILHÕES DO TEMPLO: expulsos por Jesus por transformarem em comércio, explorando o povo e profanando o sagrado.

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Portanto, FARISEU MALAFAIA: “a tua piscina está cheia de ratos”.

E essa sessão termina com a cereja do bolo:

Ô Malafaia, vai procurar uma rola, vai. Não me enche o saco. Você é um idiota, um paspalhão. Um pilantra. Tomador de grana de fiel, explorador da alheia.
(Ricardo Boechat)

TEXTO DE:
Antonio Gonzalez

2 comentários:

  1. Aula de história e alerta aos incautos

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  2. Há algo que me intriga na obra pastoral do Sr. Silas Malafaia: por que ele consegue curar pessoas de tudo o que é doença - algumas gravíssimas -, mas, com o perdão da aliteração, não consegue solucionar o soluço do Bozo?

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