domingo, 21 de junho de 2026

A Copa do Mundo me dá sono

Uma Copa do Mundo sem sal, sem emoção, sem alma. Talvez se a sede fosse somente no México eu sentiria mais tesão, mas isso seria impossível colocar 48 países e 104 jogos num único país.

A FIFA quer arrecadar mais dinheiro e arrendar mais apoio político, por isso aumentou o número de participantes. E essa será a tendência por um bom tempo, se não for em caráter definitivo.

Uma FIFA que beijou a mão do presidente dos Estados Unidos, que chancelou a aniquilação de Gaza e quase a extinção dos palestinos por meio do regime sionista do estado de Israel. Que invadiu a Venezuela e tomou de assalto o seu petróleo e sequestrou o seu chefe de Estado. Onde declarou guerra ao Irã mas foi pega de surpresa com o fechamento do estreito de Ormuz e viu o preço do petróleo subir a níveis estratosféricos.

Essa é a FIFA que foi capaz de conceder a medalha da paz para um homem que mais provocou o caos no mundo nos últimos dois anos.

Onde está a Copa da inclusão? Num país que não concede visto ao árbitro pela sua nacionalidade. Num país que caça imigrantes como se fossem ratos. Num país onde o futebol é o quinto esporte mais praticado, onde eles não chamam o futebol de futebol, chamam de “soccer”.

Volto aos meus 11 anos de idade lá em 1994, como foi boa aquela Copa, prefiro ter essas lembranças de juventude. Pode ser um tanto lúdicas? Sim! Mas pelo menos eu sentia verdade e emoção naquela Copa. Onde não havia a guerra da TV aberta e o streaming, era Galvão Bueno narrando e nada mais nada menos que Pelé comentando.

Ah! Bons tempos que não voltam mais. E lá nos idos de 1994 o Brasil trouxe a taça do Tetra homenageando o meu ídolo de infância Ayrton Senna.

Voltamos a 2026. Muito provavelmente não teremos o Hexa, uma Copa sem sal e tempero, vou voltar para minha cama onde o descanso é necessário. E torço para que o celular não toque com mais um falso alerta provocado por algum hacker mercenário.

TEXTO DE:
Thiago Muniz

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