Homem, você quer ser parceiro ou dono? Porque se a sua ideia de amor depende de controle, obediência e medo, isso não é amor. É dominação.
O feminicídio em tempos de redes sociais começa na Bíblia usada como regra de família, passa pelo frei, pastor, padre falando de submissão, chega no influencer vendendo “homem de verdade” e termina com uma mulher sendo punida por querer ser livre.
Os dados não deixam isso no campo da opinião. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou que, entre 2021 e 2024, 59,4% das vítimas de feminicídio foram mortas pelo companheiro e 21,3% pelo ex-companheiro.
Ou seja: o perigo, muitas vezes, dorme dentro de casa ou continua perseguindo depois do fim.
O Atlas da Violência 2025 mostra que 47.463 mulheres foram assassinadas no Brasil entre 2013 e 2023. Só em 2023, foram 3.903 mulheres mortas. Isso não é caso isolado. É uma tragédia social repetida todos os anos.
A OMS estima que uma em cada três mulheres já sofreu violência física ou sexual por parceiro íntimo ou violência sexual por não parceiro. A forma mais comum é a violência praticada por parceiro íntimo.
Por isso é tão perigoso quando igreja, influencer e celebridade começam a romantizar “masculinidade tradicional” sem falar de machismo, misoginia, posse e violência.
Eles não estão apenas dando opinião. Estão alimentando uma mentalidade que já mata.
TEXTO DE:
Aline Câmara

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