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| (por Antonio Gonzalez) |
//Dedicado à tríade do Marketing Político e Governamental e da Comunicação do Vale do Paraíba (SP) – Celso de Almeida Jr, Marcelo Hespaña e Marcelo Pimentel//
Quem estudou História com alguma profundidade sabe: o que vivemos hoje é consequência de estruturas muito antigas. Desigualdade, exploração e concentração de riqueza não são fenômenos modernos, estão na base das civilizações.
Do Egito, com sua hierarquia divina, passando por persas, gregos e romanos, vemos o mesmo padrão: elites concentrando poder e riqueza, enquanto a base sustenta o sistema com poucos direitos. A desigualdade era naturalizada; justificada por religião, tradição ou força.
Na Idade Média, o feudalismo reorganiza essa lógica em três camadas: clero, nobreza e servos. A Igreja legitimava essa ordem como vontade divina. Pouca mobilidade social, poder concentrado.
Com a modernidade, surgem comércio, burguesia e a ideia de igualdade jurídica. Mas a igualdade formal não elimina a desigualdade real. No capitalismo, há liberdade e direitos formais, porém a riqueza continua concentrada em quem controla o capital. A exploração se torna menos visível, mais contratual.
O que muda ao longo do tempo não é a desigualdade em si, mas sua justificativa: de “ordem divina” para “ordem social” e, hoje, “mérito”. Sabemos que, na prática, o ponto de partida ainda pesa muito.
Nesse contexto, o Brasil (ainda jovem em idade histórica) nasce marcado por essa lógica. Desde 1500, forma-se a partir da mistura desigual entre povos indígenas, europeus e africanos escravizados, sob a colonização portuguesa. Ao longo do período colonial, do tráfico de escravos e do Império, consolidou-se uma sociedade profundamente hierarquizada, com concentração de renda e exclusão da maioria.
Mesmo após a, suposta, abolição da escravidão e a República, essas marcas persistem. O Brasil contemporâneo é diverso e culturalmente rico, mas ainda carrega desigualdades estruturais, racismo e acesso desigual a oportunidades.
Diante disso, arrisco dizer: tirando a ciência e as mentes abertas, muito do que vemos hoje é herança de mentalidades antigas, transmitidas de geração em geração, através dos séculos, quiçá milênios.
Nos últimos dias fui posto à prova, com direito à sensação de perda. Um dia o poeta Lulu Santos cantou “hoje o tempo voa, escorre pelas mãos”. Por momentos, em crises de ansiedade, senti a minha vida escorrer pelas minhas mãos, através de um simples dedo do meu pé.
Agradeço a Deus ter amigos de verdade, isso é mais do que tudo. É fundamental. Sem esquecer dessa fagulha acessa pelo sopro de fé, que reacendeu meu coração.
Com relação ao que a humanidade já construiu ou desconstruiu de história, em outubro próximo eu vou cumprir o meu papel de cidadão. É preciso dizer não.
Quanto ao Senador, BOÇAL, Marcio Bittar, que hoje de forma leviana e analfabeta afirmou que Caetano Veloso “pegou em armas” na Ditadura Militar, merece nota um. Justamente porque reconhece que o Brasil, realmente, viveu uma Ditadura Militar.
O problema não é ser de Direita, de Centro ou de Esquerda.
O problema é permitir que o país e que o mundo fique nas mãos de gente despreparada, interesseira e psicopata.
Terminando... entre ser pateta do curso do ator Juliano Cazarré (“O Farol e a Forja”) e ter pensamento evoluído, escolho ser do mundo do Papa Francisco, do Papa Leão XIV, da Érica Hilton, da Ana Paula Renault, do Ney Matogrosso, do Padre Júlio Lancellotti, do Pastor Caio Fábio, do Pastor Otoni de Paula, do Pastor Henrique Vieira, de Pedro Sánchez, SEM GUERRAS, sem terrorismo, sem genocídios / genocidas, sem racismo, sem homofóbicos, sem milicianos, sem narcotráfico e sem Trump.
Com certeza, é o mundo escolhido por Jesus Cristo!
TEXTO DE:
Antonio Gonzalez

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