“A arte existe porque a vida não basta” (Ferreira Gullar)
O Agente Secreto, filme de Kleber Mendonça Filho com Wagner Moura, se passa no Brasil de 1977, durante a ditadura militar, e segue Marcelo, um professor de tecnologia que foge de um passado misterioso para Recife, buscando paz, mas encontra paranoia, vigilância e uma cidade cheia de tensão, sendo espionado por vizinhos e sentindo-se parte de um grande quebra-cabeça político e de memória que o passado tenta apagar. Em resumo: É um thriller político que usa a ambientação do Brasil militar para discutir a memória coletiva e individual, com um protagonista que se torna um "agente" em sua própria história de fuga e descoberta.
O título cria uma expectativa de um filme sobre espionagem, mantendo o espectador intrigado em boa parte do tempo, esperando revelações até que descobre que não se trata disso, que o agente secreto parece ser mais um ingrediente secreto de uma fórmula química ou receita de cozinha.
Seria esse o fio condutor, aliás, também das histórias paralelas, o elo comum que explicaria a existência da ditadura militar, da xenofobia contra nordestinos, do desaparecimento dos cinemas de rua no Recife e outros elementos dispersos pela narrativa.
O que seria esse ingrediente, esse agente, porém, não há como saber com certeza. O filme não dá respostas, nem poderia, pois se o esquecimento é o verdadeiro tema, como explicá-lo verbalmente? Como nomear o que, por definição, desaparece?
Por que torcemos para “O Agente Secreto” no Globo de Ouro?
Porque é um Filmaço! Porque somos brasileiros, viva a cultura brasileira.
Nosso audiovisual teve impacto econômico total de R$ 70,2 bilhões de PIB do Brasil em 2024. Gerou 608 mil empregos no país, sendo 121 mil empregos diretos. E R$ 9,9 bilhões em receitas tributárias (impostos).
Viva a produção audiovisual do Brasil! 🇧🇷
TEXTO DE:
Thiago Muniz

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