quarta-feira, 15 de janeiro de 2025
(Tris)tirinhas do Thiago Muniz
quinta-feira, 9 de janeiro de 2025
Mujica
O ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica anunciou que o câncer que enfrenta desde abril do ano passado avançou e que decidiu não adotar novos tratamentos.
“Estou morrendo”, disse em uma entrevista ao jornal local Búsqueda, publicada em julho.
"Estou condenado, irmão. É até aqui que vou.”
Quando descobriu o câncer, Mujica explicou que sofre de uma doença imunológica há mais de 20 anos que afetou, entre outras coisas, seus rins, o que gerava complicações no tratamento.
O ex-presidente, de 89 anos, usou a entrevista para se despedir dos compatriotas e disse que a única coisa que espera nesta etapa final é se dedicar à sua fazenda, localizada nos arredores da capital Montevidéu.
Foi guerrilheiro, revolucionário contra a ditadura militar do Uruguai, e por isso foi preso. Esteve encarcerado durante 12 anos, quase sempre em solitária, onde revela “ter tido muito tempo para pensar”. Eu acho que enlouqueceria, mas ele não, quando saiu manteve-se firme nas suas convicções de lutar pelo povo e pelo bem comum.
Foi eleito presidente da República do Uruguai, exerceu de 2010 a 2015. Houve quem carinhosamente o apelidasse de o “presidente mais pobre do mundo”, pois Pepe Mujica não quis viver no palácio presidencial, mas sim na sua casinha rural nos arredores de Montevidéu, onde cultiva a sua terra com as próprias mãos, com amor e carinho, onde adotou uma cadela que só tem três patas, e que normalmente come o que ele confecciona na sua cozinha humilde.
É um homem simples, com uma filosofia de vida arrebatadora, não pela riqueza do seu léxico, mas sim pela nobreza das suas palavras que carregam acção e exemplo.
Doou 90% do seu salário a uma ONG que apoia mães solteiras e pobres, e no final do seu mandato decidiu não se recandidatar para dar a vez a outro dizendo: “Eu só terei feito bem o trabalho, se quem vier a seguir o fizer melhor ainda.”
São golpes e mais golpes de humildade e pureza de espírito que me levam a pensar que Pepe Mujica é a maior lenda viva dos nossos tempos. E eu acredito que as maiores homenagens devem ser feitas em vida, enquanto as pessoas cá estão para as saborear.
TEXTO DE:
Thiago Muniz
NOTA POR PAULO-ROBERTO ANDEL
Um dos maiores da história.
É um dia de muita tristeza.
A vida é assim. Tudo tem que passar. Somos todos minúsculos demais diante de tudo. Somos formiguinhas que o tempo esmagará. É inevitável.
Mujica teve muito tempo para viver e realizar. É pena que o fim esteja a caminho, mas ele é a nossa única verdadeira sina: vamos passar, vamos acabar, poucas coisas realmente importam.
NOTA DE TARCISO TERTULIANO
Tranquilo e grato por ter tido uma vida muito boa.
Assim se despede de maneira antecipada um dos homens que lutou contra o espírito maior da América Latina: o amor pelas ditaduras.
Como um homem que passou em torno de 15 anos na prisão, sendo a maior parte desse tempo sofrendo torturas ou na solitária se despede da vida com gratidão?
A certeza de ter feito algo. Não por si mesmo, mas pelas futuras gerações que para sempre (sinceramente espero), seguirão seu exemplo de luta pela liberdade e pela democracia.
Sit tibi terra levis
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2025
Fernanda Torres ganha o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama
domingo, 5 de janeiro de 2025
(Tris)tirinhas do Thiago Muniz
1) PIB do Brasil aumentou acima do esperado e o desemprego diminuiu; e o que a imprensa golpista faz? Enaltece o crescimento da pobreza na Argentina. A mesma imprensa golpista da Faria Lima que normalizou catar osso.
2) A mesma imprensa golpista que sempre odiou Lula simplesmente por ter nascido pobre e emergido na vida.
3) A imprensa golpista que faz lobby por mais privatizações publicando Fake News sobre empresas estatais. O mesmo lobby que lucraram com a venda da Cedae e da Sabesp, cobram valores exorbitantes e no final quem paga a fatura da orgia é a população pobre, porque a camada rica não é atingida.
4) Se a Faria Lima ler essas tirinhas, fará com que o dólar aumente 6% e queda no Ibovespa em -10%, com chiliques ao vivo do Gerson Camarotti com Demetrio Magnoli.
5) Elon Musk precisa ser freado. Com urgência. Seja algum sequestro relâmpago, uma surra de toalha molhada ou um estupro de jogador de futebol brasileiro neo-fascista. Com tudo o que ele alcançou poderia tentar mudar o mundo para melhor, mas preferiu o caminho da discórdia e da balbúrdia.
6) A polícia brasileira; em todas as esferas, precisa ser REFUNDADA! Instituição que mata sem nenhum remorso e arrependimento.
TEXTOS DE:
Thiago Muniz
sábado, 4 de janeiro de 2025
Ainda Estou Aqui
Assisti ao filme e como toda obra cinematográfica não é possível contar uma história na íntegra, mesmo que se divida em partes, sempre haverá uma decupação no tratamento do roteiro, definir prioridades e critérios que sejam mais interessantes no ponto de vista artístico e mercadológico.
E por isso quando esta obra é baseada num livro o ideal é você ler para se ter uma ideia ampla da história, muita mais rica em detalhes.
“Ainda estou aqui” é escrito por um filho que perdeu o seu pai precocemente em plena ditadura militar, num período deste regime autoritário extremamente violento, opressor e cerceador; este mesmo filho conta a história de sua mãe, que mesmo depois de presa foi obrigada a ser arrimo de família sem um destino definido de seu marido, foi estudar Direito e batalhar pelos direitos dos povos originários.
“Ainda estou aqui” é uma pequena amostra de quantas famílias foram destroçadas por uma ditadura. Onde há ditadura não há voz, mas pode existir coragem e esperança, e essa viúva teve essas virtudes do dia em que seu marido saiu de casa para nunca mais voltar até o último dia de sua vida, lutando contra o mal de Alzheimer.
“Ainda Estou Aqui” é um filme que além de ser assistido, deve ser sentido. Busque se desligar e somente SENTIR!
A cinematografia no geral, é muito assertiva. Adorei os momentos em que a direção aposta em planos sequenciais, que me deixaram ainda mais dentro da obra.
A escolha da fotografia, que identifico como “dramático frio”, é bastante condizente com o tom do filme. E foi lindo ver tantas coisas assertivas, que sobrepõe qualquer coisa em uma obra audiovisual.
E o melhor? Saber que isso vem de uma obra nacional, é revigorante.
TEXTO DE:
Thiago Muniz
sexta-feira, 3 de janeiro de 2025
A inépcia Bolsonarista e a Direita prostrada
O Bolsonarismo não pode ser levado a sério (exceto como causa clínica de falta de caráter) pelo simples fato de que esse movimento pestilencial despreza toda decência. É a inépcia orgulhosa manifestada a plenos pulmões a luz do sol.
A novidade entre essa canalha é a proposta de Gusttavo Lima de colocar seu nome à disposição para a presidencia do país, nas próximas eleições.
Nem preciso dizer que o ridículo rapaz que se auto-intitula embaixador (nem do baixo meretrício realmente é), foi rejeitado até mesmo pelo verme maior, o ex-presidente que tem o costume de duelar com farofa e perder.
Mas o simples fato de uma criatura tão bizarra, idolatrada no meio do movimento camarão (criei o apelido agora para bolsonarismo, já que reza a lenda que camarão tem merda na cabeça), brincar com a possibilidade de se candidatar a presidencia demonstra o desprezo que essa corja tem pela política, pelas instituições, e consequentemente pelo povo.
O bolsonarismo é um movimento marcado pela auto-promoção. O que imposta para eles, é "se dar bem", mesmo que matando milhares de pessoas como já fizeram durante a pandemia de Covid.
O que piora tudo é saber que essa proposta insana do "embaixador da lixo music" não passa de um laboratório para promover o nome do governador Ronaldo Caiado.
Caiado que um dia pretendeu ser um ícone da falecida Direita brasileira, mas que até hoje não se recuperou da humilhação sofrida nas mãos de Lula no debate presidencial de 1989.
Humilhado, tal qual um corno, Caiado é fruto da prostração letargica da Direita brasileira que após a redemocratização assitiu o país ser governado por presidentes de centro e centro-esquerda.
Com exceção de Fernando Collor, que acabou chegando a presidencia com discurso utopico, mas acabou sendo uma distopia de aflição e miséria, nenhum outro presidente teve postura extremista.
De Itamar a Dilma, passando por FHC e Lula, todos tiveram posturas responsáveis em relação aos extremismos de suas doutrinas políticas, embora fossem todos passíveis de críticas e elogios conscientes.
FHC foi criticado pelos Liberais por "não ter privatizado tudo", Lula foi criticado pela extrema-esquerda por "dar lucros" a bancos.
Descobrindo-se estéril, a Direita-Liberal, trocou suas já poucas referências políticas por líderes questionáveis.
Trocou o debate de ideias pelo ódio as classes consideradas inferiores: negros, mulheres, nordestinos, e obviamente pobres.
E nada representava mais essas classes do que Lula. Eles se afogaram no preconceito, na xenofobia.
Abriram mão de seus ideais pelo simples desejo de chegar ao poder.
Prostraram-se diante de um ídolo esculpido não com prata ou ouro, mas com fezes imorais: Bolsonaro.
A Direita se prostrou completamente e já não mais possui forças para se levantar. Está falecida.
Restou a figuras como o medíocre Ronaldo Caiado, entrar de cabeça no bolsonarismo.
Se sujar mais e mais. Não só mais sujar apenas as mãos para alcançar o poder, mas se enlamear completamente, de corpo e alma.
É o que sobrou para esses coitados da falecida Direita: se deixarem seduzir e guiar pelo que há de mais fétido, podre e nojento na política.
Fosse vender a alma ao diabo, podia-se entender. Há numerosos exemplos por toda a literatura de quem já o tenha feito. Para alguns até houve redenção.
Mas se vender a algo pior que o próprio diabo? Se vender a Bolsonaro?
Isso não é vender a alma, é pegar e jogar na fossa a pobre coitada.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2025
Bolsonarismo, a doença da moral
Natuza Nery, jornalista conhecida nacionalmente, foi ameçada por um vagabundo dentro de um supermercado diante de centenas de pessoas.
Acredite se quiser, este vagabundo é policial civil, o que torna tudo ainda mais sinistro.
Ele sofre de uma doença maldita chamada Bolsonarismo.
Insensível aos apelos da mulher que o acompanhava, ele seguiu as ameaças até que fosse encaminhado para uma delegacia.
Esse fato me fez pensar em quanto deve ser difícil conviver dentro de um lar infectado por tal chaga.
O Bolsonarismo é uma doença de caráter moral e ético que ataca pessoas que possuem condições de pré-existencia de uma péssima índole latente.
Houve diverdos relatos de pessoas acometidas deste mal, tentando estragar o Natal e o fim de ano de diversas famílias pelo país.
Destilando ódio a negros, lgbts, pobres, petistas e claro, Lula.
Apenas na cidade onde resido, fui informado de uma dúzia de casos.
O infectado passa todo o feriado nas reuniões de família atacando minorias, usando palavras de baixo nível, e realizando extensas orações de adoração a Jair Bolsonaro, que é considerado por esses insanos uma espécie de objeto de adoração erótica.
Em quadros mais agudos, Bolsonaro pode ser considerado uma espécie de deus da masculinidade imbrochável que provoca calores nas áreas genitais, e causa frenesi febril nas vítimas. Eles passam a babar, revirar os olhos e repetir frases sem sentido lógico.
Palavras, como comunista, Cuba, Venezuela, Rouanet, mimimi, pinguço, são repetidas a exaustão, pois o acometido desta doença passa a ter crises de afasia crônica.
Diversos estudos indicam que a doença se caracteriza por inflamação grave nos nervos do sistema nervoso central que controlam sentidos como razão e raciocínio, podendo avançar para agravamento da perda de sanidade e humanidade.
Constantemente raivosos, sem amor ao próximo, sem consideração com família ou amigos e até mesmo desprezo a animais de estimação.
Um exemplo, foi um militar da reserva, todo amarrotado soltando fogos de artifício e gritando a plenos pulmões: "Fod*-se cachorro! Quanto mimimi!".
Eles são avessos a tratamento médico, considerando medicamentos perigosos, preferindo contrair doenças graves para afirmar uma masculinidade frágil.
Os principais sintomas são: desejo reacionário chegando a flertar com regimes fascistas, incapacidade de entender coisas simples, negação absoluta da realidade, ódio gratuito a toda espécie de arte (literatura, música, cinema, etc).
Sente-se constantemente desequilibrado com surtos psicóticos e delírios sobre teorias da conspiração.
Não existe tratamento conhecido para tal mal, sendo a única solução viável, o isomamento e distanciamento desses malditos.
É uma doença de caráter moral. Portanto não adianta tentar dialogar, explicar ou ponderar absolutamente nada com eles.
O melhor a fazer, é mandar pro inferno ou para a PQP, e sair de perto.

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