quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
2026: A Era do Delist menos Sku, mais venda
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Azeite de Oliva - entenda como funciona o acordo Mercosul / União Européia
Convém começar pelo óbvio — justamente porque o óbvio costuma ser soterrado pela retórica.
Acordos comerciais não são atos de fé. Não são “bons” ou “maus” em si mesmos. Produzem efeitos concretos, mensuráveis e, quase sempre, assimétricos.
O acordo entre Mercosul e União Europeia não foge à regra. E o azeite de oliva é um ótimo exemplo para entender o que está em jogo.
O produto estrangeiro: a virtude do acordo segundo seus defensores
Com o acordo em vigor, o azeite europeu tende a entrar no Brasil pagando menos tarifas. Isso não é ideologia; é matemática. Menor imposto na origem significa menor custo para o importador, maior oferta e, em alguma medida, preços mais baixos ao consumidor.
Resultado?
O brasileiro passa a encontrar com mais facilidade azeites espanhóis, portugueses, italianos e gregos (inclusive de melhor qualidade) a preços menos proibitivos. O discurso oficial celebra: concorrência, eficiência, escolha. Tudo muito bonito.
E não é falso. Apenas incompleto.
O que não aparece no rótulo
O problema começa quando se finge que o mercado é um jogo de iguais. Não é.
O azeite europeu que chega ao Brasil é produzido em países que:
Subsidiaram sua agricultura por décadas
Financiaram tecnologia, irrigação e pesquisa
Construíram cadeias produtivas maduras e protegidas
Já o azeite brasileiro — notadamente o gaúcho — é fruto de uma atividade ainda incipiente, de custos elevados, crédito caro e zero tradição secular. Colocar esses dois produtos para “competir” em nome da abstração do livre mercado não é liberalismo; é cinismo analítico.
O produtor nacional: concorrência ou esmagamento?
Com o avanço do azeite europeu:
O produtor brasileiro vê sua margem encolher
O investimento se torna mais arriscado
Pequenos e médios produtores tendem a desistir
Os mais otimistas falam em “especialização”, “nicho premium”, “valor agregado”. Ótimo — desde que existam políticas públicas que tornem isso viável. Sem elas, o resultado é previsível: desindustrialização do campo, travestida de modernização.
E o emprego? Não desaparece — evapora
Aqui entra o ponto que raramente vira manchete. A queda de preços é visível. A perda de empregos, não.
Quando a produção local encolhe:
Some o emprego rural
Some o trabalho indireto
Some o incentivo à inovação local
Os postos de trabalho gerados pelo azeite europeu continuam na Europa. O Brasil vira consumidor eficiente e produtor irrelevante. Há quem chame isso de “integração competitiva”. Eu prefiro chamar de escolha política não assumida.
O padrão estrutural
O azeite é apenas um caso didático de um movimento maior: a União Europeia exporta produtos com valor agregado; o Mercosul exporta soja, minério e carne. Quando tentamos produzir algo além disso, somos aconselhados a “nos adaptar”.
Adaptar-se a quê?
À posição subordinada?
A pergunta que importa
Não se trata de demonizar o acordo nem de sacralizar a produção nacional. Trata-se de abandonar a mistificação. Sem política industrial, sem crédito, sem proteção transitória, o acordo melhora a vida do consumidor no curto prazo e empobrece a estrutura produtiva no médio.
O azeite pode até ficar mais barato.
A economia, não.
E isso não é uma fatalidade do mercado. É uma decisão — ou a ausência dela.
Conclusão
O acordo no geral melhora as relações comerciais entre os dois continentes, porém, deve ser tratado com responsabilidade.
Usamos aqui um único exemplo: o azeite de oliva. Para outros produtos haverá ganho para o Brasil, e prejuízo a produtores europeus.
O que o Brasil precisará fazer, é se reajustar a nova realidade que se desenhará no futuro, criando políticas internas que possam dar ao produtor nacional, condições de continuar disputando mercado interno e obviamente, ampliar o mercado externo.
Por isso, não só no Mercosul, mas também no Brics, o Brasil precisa manter o protagonismo e o pragmatismo, para continuar crescendo economicamente.
domingo, 18 de janeiro de 2026
Mercosul e União Europeia assinam acordo apesar de Trump
O acordo entre Mercosul e União Europeia finalmente saiu do papel.
Sim, aquele mesmo que atravessou governos, modismos ideológicos, crises ambientais, surtos protecionistas e toneladas de ceticismo diplomático.
Convém registrar, antes que o debate seja capturado por torcidas organizadas, um fato objetivo: trata-se de uma vitória pessoal e política do presidente Lula, o governante que mais insistiu (e por mais tempo) na ideia de que esse pacto era não apenas possível, mas necessário.
Lula defendeu o acordo quando ele era tratado como inevitável, sustentou-o quando passou a ser visto como inconveniente e o recolocou no centro da agenda quando muitos já o davam como enterrado.
Política externa não é improviso; é persistência. E nisso o presidente brasileiro mostrou método, memória e leitura de mundo.
O acordo, em linhas gerais, cria uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, conectando dois blocos que somam quase 800 milhões de pessoas.
Para o Mercosul, amplia-se o acesso a mercados europeus para produtos agrícolas e commodities. Para a União Europeia, consolida-se a entrada em mercados sul-americanos para bens industrializados, serviços e investimentos.
Não há altruísmo: há interesses bem calculados dos dois lados.
Mas é preciso dizer o óbvio — algo que anda em falta no debate público.
A assinatura não significa vigência imediata.
Agora começa a fase menos fotogênica e mais decisiva: revisão jurídica, traduções oficiais e, sobretudo, a ratificação parlamentar.
Na Europa, o acordo enfrentará resistências protecionistas embaladas em discurso ambiental.
No Mercosul, passará por congressos que nem sempre primam pela visão estratégica de longo prazo.
Há ainda um elemento externo que ajuda a explicar a retomada do acordo: Donald Trump.
Com sua agenda declaradamente protecionista, hostil ao multilateralismo e avessa a pactos amplos, Trump tornou-se o grande antagonista involuntário desse processo.
O acordo Mercosul–União Europeia é, também, uma resposta geopolítica à lógica do “cada um por si” que ele representa. Trump terá de engolir: enquanto ele ergue muros comerciais, outros constroem pontes, ainda que imperfeitas.
Os protocolos adicionais sobre sustentabilidade seguem como o principal ponto de atrito.
Existe preocupação ambiental legítima? Sim.
Existe também o velho protecionismo europeu com nova embalagem verde? Evidentemente.
Cabe ao Brasil e aos parceiros do Mercosul negociar com firmeza, sem submissão nem bravatas.
O acordo não é panaceia. Não industrializa o Brasil por decreto nem resolve as assimetrias históricas do bloco sul-americano.
Mas recoloca o país no tabuleiro internacional com previsibilidade, diálogo e protagonismo, algo que havia sido abandonado.
No mundo real, acordos não são perfeitos. São possíveis. E este só voltou a ser possível porque alguém decidiu insistir — mesmo quando o vento soprava contra.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Pastor preso é um dos maiores doadores de campanha... advinha de quem?
A Polícia Federal prende.
O inquérito avança. Os fatos se acumulam. O dinheiro deixa rastros.
O personagem central é investidor, pastor, empresário e — vejam só — um dos maiores doadores das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.
E então surge a pergunta que realmente importa para parte da imprensa e da bolha digital: “Mas o que Alexandre de Moraes tem a ver com isso?”
Pois é. Nada. Justamente por isso, insistem.
Temos aqui um caso típico de manual: relação empresarial nebulosa, conexões familiares com banqueiro de grande porte, operações financeiras sob suspeita e, por coincidência apenas estatística, proximidade política com o bolsonarismo.
A investigação é da PF. O inquérito corre nos trilhos legais. Não há canetada solitária, não há decisões monocráticas mirabolantes, não há capa preta pairando sobre os autos como entidade metafísica.
Mas isso não impede que parte da imprensa (aquela sempre pronta a farejar “excessos” onde só há procedimento) force Alexandre de Moraes para dentro da cena, como se ele fosse uma espécie de personagem obrigatório de qualquer narrativa criminal que envolva aliados do bolsonarismo.
É quase tocante.
Quando o investigado é um “cidadão de bem”, empresário religioso, financiador de campanhas da direita, a lógica muda.
Já não se pergunta o que ele fez, mas quem ousou investigá-lo.
E aí Alexandre de Moraes deixa de ser ministro do Supremo para virar vilão de novela, onipresente, onisciente e, aparentemente, responsável até pela lei da gravidade.
Curioso: quando a PF investigava governos petistas, não havia essa súbita preocupação com o “Estado de Direito ferido”, com o “ativismo institucional”, com o “excesso de poder”.
A lei era dura, mas justa. Agora, quando os alvos orbitam o campo político oposto (aquele que se autodeclara guardião da moral, da família e de Deus) a lei vira suspeita, e o juiz, automaticamente, culpado.
O raciocínio é simples, embora intelectualmente indigente: se alguém ligado a Bolsonaro é investigado, logo Alexandre de Moraes está abusando de poder.
Se a PF age, é porque foi “mandada”. Se o Judiciário funciona, é porque conspira.
Não é jornalismo. É militância disfarçada de perplexidade.
E o mais revelador: ninguém consegue apontar qual ato ilegal de Moraes estaria em jogo.
Não há decisão específica. Não há despacho escandaloso. Não há nulidade processual.
Há apenas o incômodo profundo de ver que o sistema institucional brasileiro (com todos os seus defeitos) ainda funciona o suficiente para alcançar gente poderosa, rica, influente e politicamente alinhada ao bolsonarismo.
Isso, para alguns, é imperdoável.
No fundo, o que se quer não é justiça imparcial, mas imunidade seletiva. Quer-se um país onde investigar adversários seja virtude republicana, mas investigar aliados seja tirania togada. Onde a PF seja técnica quando convém e “instrumentalizada” quando não convém.
Alexandre de Moraes, nesse enredo, cumpre apenas o papel que lhe foi atribuído por quem não aceita perder: o de bode expiatório permanente.
É mais fácil atacar o árbitro do que admitir que o jogo foi jogado, e que alguém com boas relações políticas e religiosas pode, sim, estar do lado errado da lei.
A insistência em arrastá-lo para esse caso diz menos sobre Moraes e muito mais sobre o desespero de quem já não consegue sustentar a própria narrativa sem inventar um vilão institucional.
E isso, convenhamos, não é ironia. É só patético mesmo.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Banco Master e o Teateo da Mídia Lavajatista
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
A imprensa que só gosta de democracia quando ela é silenciosa
Sim, houve tensão. Sim, houve excesso. E daí? Desde quando democracia é um chá das cinco? A história é feita de embates, de disputas, de vozes que gritam quando ninguém quer ouvir. O protesto — mesmo o que extrapola — é um espelho do vigor democrático.
O que causa espanto é ver jornalistas que, durante o governo Bolsonaro, chamavam seus apoiadores de “gado” por aplaudirem cegamente todo absurdo, agora indignados porque parte da base lulista decidiu fazer o oposto: apoiar criticamente, cobrar coerência, exigir compromisso.
Há algo de doentio nessa lógica. Quando o eleitor é passivo, é “gado”. Quando é ativo, é “radical”.
Talvez essa seja a tal polarização que eles tanto insistem em nos convencer que existe.
A imprensa parece querer um eleitorado obediente, de preferência calado. Só que democracia não se faz com plateia — se faz com participação, até com conflito.
Lula, goste-se ou não, não foi eleito para ser um rei, e seus eleitores não são súditos. Quando protestam, não traem o governo; exercem o direito que diferencia cidadãos de seguidores.
É curioso ver que os mesmos que relativizaram invasões de golpistas em Brasília, chamando-as de “ manifestações de velhinhas com Bíblias debaixo dos sovacos”, agora tratam indígenas e ambientalistas como inimigos da civilização.
O peso e a medida variam conforme o interesse editorial — ou o incômodo que causa ver o povo real ocupando o espaço público.
O Brasil, anfitrião da COP 30, mostra ao mundo que sua democracia é viva — às vezes ruidosa, às vezes desconfortável, mas viva. Só os autoritários travestidos de moderados acham que o povo deve ficar quieto para não “manchar a imagem do país”.
Pois saibam: o que mancha a imagem do Brasil não é o protesto legítimo; é a hipocrisia de quem finge defender a democracia, mas só quando ela cabe no editorial de domingo.
Democracia não é um espetáculo de bons modos. É um terreno de disputas, de vozes, de críticas — inclusive às próprias autoridades que ajudamos a eleger. E, sinceramente, se a imprensa não entende isso, talvez o problema não esteja na “base de Lula”, mas na base da imprensa.
Em tempo, apesar de apoiar todo tipo de protesto pacífico e acreditar na liberdade de crítica, não acredito que a tentativa de invasão forçada a sede do COP 30, seja o caminho mais correto para alcançar os objetivos políticos.
segunda-feira, 10 de novembro de 2025
COP 30, O tornado não pediu licença
Sim, um tornado. Não, não é figura de linguagem. Não é metáfora. Não é exagero de ambientalista que “quer destruir o agronegócio”. Foi vento girando, arrancando telhado, matando gente — um tornado real, sem telegrama prévio, sem pedir habeas corpus preventivo.
E aí, claro, surgem as entrevistas de praxe. Aquelas que já fazem parte da pequena ópera bufa brasileira. O sujeito, de boné e convicções sólidas como gelatina ao sol, declara à TV:
— Isso aí sempre aconteceu. A natureza é assim mesmo.
Claro. Sempre teve tornado no Paraná. E dinossauro no Pantanal. E unicórnio em Minas Gerais. Aliás, sempre teve tudo, não é? Sempre teve. É a frase favorita de quem não quer pensar, mas quer parecer muito seguro de si.
Enquanto em Belém se fala de descarbonização, neutralidade climática, justiça ambiental, responsabilidade global, no sul ainda se encontra quem ache que aquecimento global é invenção de francês vegetariano para acabar com o churrasco domingueiro.
Há uma ala — sempre muito convicta, sempre muito emocional — que ainda acredita que mudança climática é uma grande conspiração mundial. Um complô internacional. Uma obra comunista com Al Gore no lugar de grande líder conspirador.
E, claro, ONGs malvadas financiadas por George Soros, o réptiliano supremo.
Tudo isso para impedir o progresso, que na concepção desses gênios consiste basicamente em derrubar árvores com entusiasmo masculino.
Pois bem. O tornado passou. E não perguntou se alguém “acreditava” nele. Assim como a gravidade não pede voto, o clima não consulta opinião de youtubers.
Enquanto isso, em Belém, líderes mundiais tentam evitar justamente — vejam só que coincidência — eventos climáticos extremos. Aqueles que matam. Aqueles que destroem cidades. Aqueles que produzem manchetes fúnebres.
Mas é claro, é claro: “sempre aconteceu”.
A ironia é tão fina que chega a ter brilho:
— No Norte, discutem como impedir o desastre.
— No Sul, o desastre acontece, mas parte da população insiste que não está vendo.
É como se o apocalipse precisasse apresentar laudo de autenticidade emitido em cartório.
O tornado foi, digamos assim, didático. Mais didático do que painel trilíngue da COP, mais direto do que diplomata inglês com pressa para o chá das cinco.
Entrou, destruiu, saiu. Sem discurso. Sem PowerPoint. Sem hashtag. Deixando todas as construções planas, como a Terra que eles imaginam habitar.
A mensagem?
O clima não está negociando. Nem conosco, nem com eles.
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Isenção do IR até R$ 5 mil: alívio imediato e impacto social duradouro
Do ponto de vista social, a medida ataca uma distorção antiga: a defasagem da tabela do IR que, ao não ser corrigida integralmente, ampliava a carga sobre rendas mais baixas. O ganho líquido pode reforçar o mercado interno e reduzir a sensação de injustiça fiscal que há anos alimenta críticas ao sistema tributário.
Ainda que o debate sobre o custo fiscal permaneça — com impacto potencial na arrecadação da União —, os benefícios imediatos para a renda das famílias e para a economia real dão ao projeto um peso político significativo. Se aprovada, a isenção será vista não apenas como uma promessa cumprida, mas como uma reaproximação do Estado com o trabalhador assalariado.
Esta é uma pauta tão delicada, que acaba unindo, mesmo que por força, governo e oposição.
sexta-feira, 25 de julho de 2025
Morango do Amor, o capitalismo social
terça-feira, 15 de julho de 2025
Petrobras mais feminina
segunda-feira, 14 de julho de 2025
Toma lá dá cá
quinta-feira, 10 de julho de 2025
Vassalo
Por motivos óbvios, não vamos dizer isso aqui de maneira explícita.
Mas o vassalo da cara de areia mijada sabe onde pode enfiar esse boné, não é mesmo?
terça-feira, 17 de junho de 2025
A Cascata da Casta para manter castos os seus ganhos
sexta-feira, 30 de maio de 2025
Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF): Quem mais chia?
quinta-feira, 16 de janeiro de 2025
A Fake News da discórdia sai vitoriosa
sábado, 21 de dezembro de 2024
A Conspiração Mercado/Banco Central/Imprensa Golpista contra Lula
O Mercado quer Lula fora do governo, principalmente antes de 2026, e por isso trama todo esse jogo de especulação para jogar o Brasil numa recessão e abrir as portas para um possível impeachment. O Mercado não vê a chance do Lula sair através do rito democrático porque todas as pesquisas apontam vitória de Lula em todos os cenários, vai querer apelar para a mesma tática usada e aplicada na queda de Dilma Rousseff.
É extremamente revoltante a lógica que o Mercado e o Banco Central impõem no país. O Mercado projetou um PIB de 1,7% para 2024, a economia deve entregar 3,5%, mais que o dobro do previsto. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,87%, apenas 0,37 pontos acima do teto da meta, puxada por fatores externos e sazonais: Câmbio, Commodities (alta nas carnes, soja e café) e Clima (a agropecuária caiu 3,5% reduzindo a oferta de alimentos).
O mesmo mercado que errou feio o PIB agora dramatiza a inflação como se o Brasil tivesse à beira do abismo. E não, não está.
Mas o Mercado usa isso para exigir cortes de gastos em nome da “responsabilidade fiscal”, porém a imprensa golpista passa pano e cortina de fumaça na transparência das emendas parlamentares impostas pelo STF.
O governo atende com 70 bilhões de reais em cortes anuais, praticamente o que eles exigiram, mesmo assim o Mercado reage com histeria e o Banco Central aumenta em 1% prometendo mais 2%. O que isso significa? Cada 1% de aumento na Selic adiciona 50 bilhões de reais ao ano em juros da dívida pública.
Com 3% o custo adicional será de 150 bilhões por ano - mais que o dobro dos cortes feito pelo governo. Cortam 70 bilhões do orçamento para transferir 150 bilhões aos rentistas. Isso não é “responsabilidade fiscal”, é uma transferência massiva de renda dos mais pobres para os mais ricos; Roberto Campos Neto que o diga.
Aumentar a Selic não abaixa o preço do café, carne ou dólar. Juros altos não resolvem os problemas que dizem combater. Eles reduzem investimentos, travam o crescimento e drenam recursos de áreas essenciais. No fundo a lógica é sempre a mesma: TIRAR DO ORÇAMENTO DO POBRE PARA ENCHER O BOLSO DO RICO.
Quando o governo propõe aliviar quem ganha até 5 mil reais e taxar quem ganha mais de 50 mil, o mercado grita: Por que?
Porque isso inverteria o jogo. Esse é o mercado “neutro” e “nada ideológico” que diz que o “Brasil quebrou” enquanto exaltam através de editorial a Argentina como um “paraíso”.
Um bando de bandidos parasitas que querem acabar com o Brasil.
TEXTO DE:
Thiago Muniz
sexta-feira, 29 de novembro de 2024
A Faria Lima Surtada
“Em um governo de centro-esquerda, eleito democraticamente em um dos países mais desiguais do planeta, não dava para esperar do presidente Lula que fizesse exatamente aquilo que a cartilha da Faria Lima determinava.”
(André Trigueiro)
E mal o ministro da Fazenda anunciou o pacote de medidas, a Faria Lima surta e se movimenta com retaliação aumentando o dólar. Alegam que com a isenção do imposto de renda pra quem ganha até 5 mil a economia vai quebrar. E a esquizofrenia é ainda maior quando pseudos-jornalistas metidos a economistas chancelam essa narrativa utópica.
Isso porque no anúncio haverá o corte de gastos que o próprio mercado foi lobista, principalmente dentro do Congresso Nacional. A Faria Lima surtou com o aumento do imposto em quem ganha mais de 50 mil, aqueles traders bebedores de gim tônica, que financiam a Porsche blindada e compram uma quitinete no Morumbi, tudo na comissão da XP. Esses tomam Rivotril com whisky todo santo dia.
Mas não…
…a Faria Lima quer ditar os rumos do país. Desde a Abolição da Escravatura ela rege com o argumento de quebrar a economia. A Faria Lima quer pobreza extrema, chicoteada em preto pobre no Carrefour, feminicídio ao extremo, picanha e wangyu vendida por bitcoin, praia privada e apostas online rolando até de manhã. Ou seja: a orgia social.
O mercado sempre vai olhar feio porque o ajuste promovido por Haddad não se concentrou nos cortes profundos de gastos sociais (saúde, educação). O ministro da Fazenda tem como mandato servir a toda sociedade brasileira. Mesmo com o pacote fiscal de 70 bilhões, que inclui cortes nas regras do salário mínimo e abono, especulam com voracidade contra o Brasil. A preocupação não é com as contas públicas, é em manter os privilégios e fazer com que o povo pague a conta sempre. Se o governo não se rende, enfrenta ataque especulativo e instabilidade.
A Faria Lima sempre vai mostrar a sua face, seja através da mídia golpista oligárquica e agora através das redes sociais com os filhotes de Primo Rico.
TEXTO DE:
Thiago Muniz
segunda-feira, 18 de novembro de 2024
O G20 de Lula
sábado, 16 de novembro de 2024
Governo mira pensões militares para cortar gastos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu incluir o Ministério da Defesa nas discussões sobre o pacote de corte de gastos discutido há duas semanas pelo governo. Na mesa de negociação, está o regime de previdência dos militares e a proposta de pôr fim à pensão vitalícia para as filhas solteiras de militares falecidos.
Faz muito bem, diga-se. Se um setor da sociedade especula tomar o poder por uso de força, o mínimo que pode fazer é contribuir com as finanças do país.
O pagamento destas pensões foi extinto em 2001, mas a despesa com o benefício ainda é bilionária, já que militares que entraram até 2000 poderão garantir esse benefício à sua filha quando morrer. Em 2020, a União gastou R$ 19,3 bilhões com pensões de dependentes de militares. A maior parte do dinheiro foi para as filhas, muitas delas em idade produtiva.
Das 226 mil pessoas que recebem esse tipo de benefício no País, 137.916, ou 60% do total, são filhas de militares já mortos, segundo dados inéditos divulgados à época pela Controladoria-Geral da União (CGU), por meio do Portal da Transparência.
A reunião que irá discutir o tema entre o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o presidente Lula está prevista para esta quarta-feira, 13. O tema sobre regime de previdência dos militares é tratado como delicado no governo, pois envolve uma negociação entre o presidente Lula e as Forças Armadas, além da aprovação pelo Congresso.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, defendeu publicamente a inclusão da previdência dos militares na agenda de revisão de gastos do governo federal ao longo do ano.
A previdência dos militares arrecadou R$ 9,1 bilhões no ano passado, mas as despesas totalizaram R$ 58,8 bilhões, resultando em um déficit de R$ 49,7 bilhões, apontou o Tribunal de Contas da União (TCU) no relatório das contas.






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