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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Neocoronelismo e poder: a crítica que todos tem medo de fazer

PARTE 1

A manobra do governo do Rio de Janeiro na data de hoje não teve nada a ver com segurança pública. Mas sim com política, poder e neo-coronelismo.

Política, porque em diversas dimensões, foi a antecipação de disputas eleitorais de 2026.

Poder, porque se trata, antes de tudo, de uma demonstração de força.

Neo-coronelista, porque tem como finalidade a consolidação de novos currais eleitorais dominados pela violência armada como sustentáculo de um sistema político que não é particular do RJ do século XXI, mas que nessas terras, se demonstra com extrema crueza para quem sabe observar.

Em uma dimensão, o governo do RJ entra em colisão com o Governo Federal, com massiva mobilização de seu aparato militar próprio, jogando o caos gerado pela operação na conta da falta de apoio do ente superior.

Em outra medida, assegura-se novos mercados lucrativos para narcoquadrilhas e milicianos que encontram na extrema-direita, no RJ, especialmente no PL, sua representação política.

E, finalmente, funciona triplamente de um ponto de vista eleitoral: as imagens como propaganda para os já convertidos, o caos como fator legitimador de certos discursos a partir do medo, e de forma objetiva, a captura de novos territórios que, sob terror armado, tem seus direitos políticos cerceados.

Existem diversos grupos, páginas, e reprodutores de conteúdos que se associam na intenção de formar uma narrativa na qual, a partir do medo e do choque com o caos, a visão de mundo da extrema-direita se torne palatável.

Não para as pessoas em zonas conflagradas e dominadas, pois a lógica funciona de sorte que estes já vivem um estado de exceção autoritário não importando qual grupo armado domine a região, mas para as pessoas ricas e de classe média, que assistem e legitimam tudo de eleição em eleição.

PARTE 2

Enquanto isso, surpreendendo um total de zero pessoas, a mídia hegemônica cumpre um papel legitimador de todo o processo.

Da mesma forma que o fez durante o processo de implantação das UPPs.

Cumpre notar, porém, o fenômeno da desinformação proposital e operação de guerra psicológica, tanto por parte de grupos criminosos quanto por parte do próprio governo do RJ.

Existem diversos grupos, páginas, e reprodutores de conteúdos que se associam na intenção de formar uma narrativa na qual, a partir do medo e do choque com o caos, a visão de mundo da extrema-direita se torne palatável.

Não para as pessoas em zonas conflagradas e dominadas, pois a lógica funciona de sorte que estes já vivem um estado de exceção autoritário não importando qual grupo armado domine a região, mas para as pessoas ricas e de classe média, que assistem e legitimam tudo de eleição em eleição. 

Essa tragédia política neo-coronelista do Estado do Rio de Janeiro, que lembraria a qualquer um da República Oligárquica, se desenhou a partir da morte do Brizolismo como força política organizada, e com a sabotagem e destruição do projeto dos CIEPs e do socialismo moreno fluminense.

TEXTO DE:
Daniel Albuquerque Abramo

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Polícia "não tô nem aí" Militar

Tarcísio de Freitas é um grande exemplo da célebre frase “Quem planta, colhe!”. Ele está colhendo o  fruto que ele plantou. É o chamado “Bem feito!” no jargão popular; quando ele disse “Tô nem aí” em declarações públicas, ele está falando diretamente também para a tropa dele, a política de segurança do “Tô nem aí!”, e a tropa se comporta claramente, principalmente para a população pobre, preta e favelada que não está “Nem aí”.

O problema não é só essa frase do Tarcísio, e sim o que o guarda da esquina ou o comandante da ROTA vai interpretar com essa frase. E o guarda da esquina está jogando trabalhador de cima da ponte, esse mesmo guarda que foi absolvido de um homicídio por legítima defesa com nada mais nada menos 12 tiros. 

Imagine um governador de Estado dizendo para a sua tropa “Não tô nem aí!”. É apito de cachorro para adestrar a tropa. É óbvio que o Tarcísio de Freitas não ordenou que o guarda jogasse o trabalhador de cima da ponte; não deve concordar com isso mas tem o DNA dele da responsabilidade política direta para com essas atrocidades, porque a tropa é o reflexo do seu líder direto. Um governador tem que ter muita cautela quando se fala, se pronuncia; é o seu dever.

E ele fez uma “mea culpa” dizendo que errou em suas análises sobre a câmera corporal dos policiais. Pois bem, essa retratação é a tal moderação da Faria Lima-Luciano Huck e do Centrão que apostam nele para 2026. Ele não fala diretamente para a população, ele se pronuncia diretamente para seus patrocinadores diretos. Moderação com sangue nas mãos não é moderação, é no mínimo um remorso a meia boca, até a página 2.

Aguardem para os próximos capítulos porque não se doutrina uma tropa do dia para noite, há métodos, há teorias envolvidas. E quando se permite misturar ódio, Bíblia na mão e teoria da prosperidade dentro dos quartéis boa coisa não virá. Administração do Caos total.

TEXTO DE:
Thiago Muniz

segunda-feira, 25 de março de 2024

A segurança pública do Rio precisa ser refundada

A segurança pública no Rio de Janeiro precisa ser refundada.

Há uma simbiose entre poder público e criminalidade tão enraizados que não se consegue mais separar o joio do trigo.

As polícias estão tão cúmplices do crime organizado que a sensação de impunidade é extremamente forte.

Ver um chefe de Polícia confortando a família de uma vereadora recém assassinada e descobrir que ele participou ativamente na montagem do crime é revoltante e ao mesmo tempo desolador.

O Rio de Janeiro está falindo em sua moralidade. Um estado que se entregou ao invés de lutar contra a bandidagem; preferiu se aliar do que combater, é mais cômodo na visão deles, mesmo que seja pego futuramente, não ligam e muito menos se arrependem.

Simplesmente fazem e ponto. Ou muda os pilares das polícias Civil e Militar ou a distância entre o céu e mar ficará menor pois a grilagem da criminalidade vai tomar conta do Estado por um todo. 


Texto de:
Thiago Muniz

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Criança de um ano baleada: Quem atirou não foi a PM, mas um péssimo policial


Em primeiro lugar, é preciso deixar claro, que quem disparou contra a criança não foi a Polícia Militar, mas um péssimo policial.

Dito isso, vamos lá.

Um vídeo gravado por uma câmera de segurança mostra o momento em que um policial militar atira contra uma motocicleta na Zona Leste de São Paulo, com uma arma de Airsoft, e acaba atingindo uma menina de um ano no rosto.

A criança teve de passar por uma cirurgia de emergência para retirar o projétil no hospital Tide Setubal, na quarta dia 27.

A Polícia Civil investiga o caso, que foi registrado como tentativa de homicídio no 50° Distrito Policial, no Itaim Paulista. O caso porém será investigado pelo 67° DP do Jardim Robru, que tenta identificar o policial que efetuou o disparo.

Qual o crime praticado pelo pai que pilotava a moto, ou a criança que estava com ele?

Segundo o Detran de São Paulo, transportar criança menor de 10 anos, é considerado infração passível de pagamento de multa ou suspensão do direito de dirigir, além da possibilidade de retenção do veículo.

Em momento algum, os policiais na viatura efetuaram ordem de parada, não efetuaram nenhum registro, nada.

O policial simplesmente observa uma motocicleta no sentido contrário do trânsito, para a viatura, e no momento em que a motocicleta passa pela viatura, atira.

Qual foi sua motivação?

Bolsonarismo. Puro e simples.

O governador de São Paulo e o secretário de segurança pública, pregam o bom e velho bolsonarismo no trato com a população.
Onde a polícia deve tratar qualquer um como provável inimigo que deve ser abatido antes mesmo de ser identificado ou questionado.

Parece exagero dito assim, mas na prática não é.

As imagems são claras. O policial tinha a intenção de matar. O uso de artefato considerado não letal, não desconfigura a vontade de matar do agente de segurança.

O projétil poderia ter derrubado o piloto e levado o mesmo a óbito.

Neste caso, não haveria provas materiais de que o disparo havia sido efetuado por um policial de dentro de uma viatura.

Se não fosse a câmera de seguranca seria a palavra do pai contra a palavra da polícia, que teria um exército de bolsonaristas nas redes sociais acusando a família de "comunismo".

O policial que fez o disparo simplesmente se assumiu como agente de repressão do povo sob o comando do governo do estado.

E a única saída para uma situação que escala desta maneira, é a atuação dos bons policiais pelo Brasil afora.

São os bons policiais que devem combater e inibir ações como esta, motivadas pelo proselitismo bolsonarista.

Não há mais porque usar de meios termos ou amenizar o discurso, para não correr o risco de ser taxado de "comunista", "esquerdista", ou "petralha".

Quem tem voz, tem a obrigação moral e ética de combater o bolsonarismo.

O silêncio dos bons, é que dá voz aos maus.