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segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Campo Democrático terá de se reavaliar

Os limites da real politik e da política institucional do campo democrático-progressista estão aí:

Hegemonia absoluta da extrema-direita, da direita e do "Centrão" (direita fisiológica) nas eleições de 2024.

Está na hora da esquerda parar com a retórica liberal-institucional e voltar a debater um projeto nacional-popular, com a defesa de um Estado presente para o povo com plenos Direitos Sociais, combatendo a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários.

Para combater o discurso meritocrático e individualista da direita, oferecer políticas de promoção de apoio aos micro e pequenos empresários e fomentar a ideia de que o Estado pode fomentar a prosperidade dos trabalhadores que queiram apostar em melhores condições de vida através da criação de pequenos negócios e, destarte, promover o bem-estar.

Sobre o discurso de costumes, é a hora da esquerda adentrar os ambientes religiosos com o discurso de justiça social contra o fundamentalismo religioso e enfrentar abertamente o discurso demagógico da direita nas igrejas, paróquias e sinagogas. E ao mesmo tempo, freiar a cultura "woke" dos Democratas dos EUA que invadiu os partidos da esquerda brasileira com o "excesso" do politicamente correto e do identitarismo, afugentando o eleitorado histórico e popular de esquerda para a direita.

Defesa dos Direitos Humanos, com a inclusão de minorias e com o discurso acoplado à ideia da defesa do amor ao próximo e aos direitos do povo brasileiro que não podem ser retirados! Um projeto claro de nação!

E em suma, voltar para as ruas, além das redes sociais! Fazer muito trabalho de base! Disputar intelectualmente com um projeto de emancipação nacional e em prol do povo brasileiro com a defesa dos direitos sociais consagrados na Constituição

O discurso de mudança não pode estar monopolizado na extrema-direita. O papel do campo progressista é denunciar a incoerência entre os discursos e as práticas da extrema-direita a partir da perspectiva e do olhar do dia a dia do cidadão. Do trabalhador e do profissional liberal da classe média.

É isso, minha gente!


TEXTO DE:

Wendel Pinheiro

domingo, 27 de outubro de 2024

Governador Tarcísio age como vagabundo apesar de todo apoio da Imprensa

Apesar de toda a imprensa hegemônica tentar pintar o atual governador de São Paulo como um moderado, como gentleman da política, e tentar desligar sua imagem do golpista Bolsonaro, ele continua sendo um vagabundo.

Ele usou uma entrevista coletiva durante o segundo turno da eleição municipal para cometer um crime eleitoral descarado.

Mesmo com o resultado da vitória de Ricardo Nunes já consolidado, o governador, com sua cara de areia mijada, ele mentiu que o PCC instruiu voto em Boulos.

Mentiu que há interceptação de mensagens do PCC instruindo voto em Boulos.

Uma vez vagabundo, sempre vagabundo.

Favorito dos bolsonaristas envergonhados, que não tem coragem de assumir que votaram e votariam no homem do intestino preso, esse crápula segue fazendo e falando coisas por vezes piores que o ex-presidente golpista.

Infelizmente, o crime desse vagabundo ficará impune, porque a justiça eleitoral de São Paulo, se fará de besta.

Este crime deveria deixar esse cara de areia de gato com diarréia, inelegível.

Não à toa, nem Bolsonaro suporta esse crápula.

Depois que deixaram Marçal fazer o que fez durante todo o processo eleitoral, há alguém que ainda acredita que será feito algo contra esse canalha?

Se o eleitor de São Paulo aprova esse tipo de comportamento, lamento, problema deles, mas aqui pelo menos, esse cretino não se cria.

sábado, 12 de outubro de 2024

Com nojo de Marçal e Boulos, imprensa e elite engolem até Nunes

A jornalista Vera Magalhães em artigo do O Globo acusa a elite preconceituosa de São Paulo, pelo prolongamento da brincadeira com Pablo Marçal.

E dias depois, em debate já pelo segundo turno, a mesma jornalista protagoniza cenas vergonhosas ao tentar constranger Guilherme Boulos enquanto tentava defender o ausente Ricardo Nunes.

Isso porque a jornalista é justamente uma espécie de representante desta mesma elite preconceituosa.

A revolta contra Pablo Marçal, não vem do fato de este representar a pior face do bolsonarismo. Ou mesmo de que sua candidatura tenha obrigado Nunes se revelar um bolsonazista de ocasião, fazendo por exemplo, campanha anti-vacina.

A revolta vem justamente da chance que Marçal dava a Boulos de vencer a eleição.

As pesquisas apontavam a vitória do candidato do Psol contra o inburrencer digital em um segundo turno disputado entre os dois.

E isso significaria a derrota justamente dessa elite preconceituosa, que odeia pobres, gays, negros, e principalmente nordestinos (ainda mais se este ocupar a presidência da república).

Por isso, bastou que Marçal saísse da disputa para que Vera (e toda a imprensa), passasse  a atacar Boulos enquanto faz cara de paisagem para a postura bolsonazista de Nunes.

Para eles pouco importa se a Polícia Militar ou a Guarda Municipal vai continuar a oprimir pretos, pardos e pobres.

Para eles pouco importa se o prefejto prefere uma doença a uma vacina.

Para eles pouco importa se pastores evangélicos terão até mesmo autorização para depredar igrejas católicas ou terreiros de umbanda.

Talvez nem se importem que alguém esteja morrendo de fime bem ali na esquina. Ou que algum marido esteja matando a mulher ou estuprando uma filha.

Com emprego não se preocupam mesmo, pois já disse o presidente canalha do Banco Central que emprego pleno é uma lástima para o país, porque eles gostam mesmo é de pobre sem emprego e com fome.

Tudo isso é secundário. O que importa é a manutenção de uma administração que realize tudo que essa elite preconceituosa quer. Que atenda as vontades do tal Mercado Financeiro.

Que se privatize tudo.

Marçal era um perigo para a democracia? Talvez sim.

Mas Boulos é um perigo maior: representa o pobre.

E para essa corja, o pobre é mais perigoso até que uma ditadura. Ou que o PCC, que está bem próximo da administração Nunes e do partido de Marçal.

E para não ser acusado de estar exagerando, lembro do caso da menininha neo-liberal que se diz de esquerda, mas é patrocinada pelo Mercado Financeiro, Batatinha Amaral, que na reta final, fez de tudo um pouco para colocar Marçal e Nunes no segundo turno.

E que agora, para continuar fingindo perfil progressista, disse que dá seu voto para Boulos. Mas só o seu. Dando sinal para que seu eleitor migre para Nunes.

Batata Amaral quer ocupar um lugar na centro-direita, e para isso quer usar apoio de eleitores da centro-esquerda.

O que Batata Amaral não sabe, é que não existe mais uma direita democrática no Brasil. Nem mesmo centro-direita.

bolsonazismo.

E se você não é um deles, pra eles, você é de esquerda.

E como Batata Amaral não gosta da esquerda porque, nas suas próprias palavras, sacudir bandeira e militar nas ruas não é seu forte porque cheira suor, ela corre o risco de ficar sem lado.

Mas, quem sou eu para ensinar, uma menininha tão estudada, patrocinada por Arminio Fraga e Paulo Lemann, ou uma jornalista veterana como Vera Magalhães, não é mesmo?

Até porque, hoje em dia homem ensinar mulher é machismo, embora elas não acreditem que isso exista. Mas serve com discurso.

Brasil só é Brasil, por que é Brasil.

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Andel nas eleições

UM TERÇO 

A abstenção de mais de 30% nas eleições cariocas pode ter diversas interpretações, mas a principal delas é muito clara: as pessoas estão de saco cheio de discursos calhordas que, no fim, só atendem interesses particulares e não o bem comum. 

Os discursos calhordas sabotam candidados bem intencionados, mas que não possuem grande alcance midiático nem recursos econômicos para lutar na "grande festa da democracia". 

Aliás, sabotam todo o processo.

ENQUANTO FALAMOS SOBRE RÉSTIAS DE DEMOCRACIA 

(A ENSOLARADA GOTHAM CITY SEM BATMAN, COMISSÁRIO GORDON E O RAIO QUE O PARTA)

Pessoas desmaiadas nas calçadas de todas as capitais brasileiras às sete da manhã. Não dormiram à noite, porque estão nas ruas e têm medo de ser incendiadas, estupradas ou chacinadas. Ninguém liga. 

Trabalhadores dignos e honestos descem esfomeados na gare da Central do Brasil. Vão começar a trabalhar até às cinco da tarde. Quem tiver sorte conseguirá almoçar biscoitos na saída do expediente.

Em várias ruas de inúmeros municípios, bandidos armados dão as cartas com seus fuzis, definindo quem vive ou morre, quem sai de casa ou se tranca.

Crianças com suas caixas de engraxate ou de balas de açúcar fixam seus olhos nas TVs ligadas nas lojas de eletrodomésticos, sonhando com desenhos animados e ter o direito de ser crianças, mas só por alguns instantes, pois a vida real é cruel. 

Numa grande cidade como o Rio de Janeiro, em vários bairros mas especialmente no coração da capital, você vê portas e janelas fechadas, inúmeras placas de "vendo" ou "alugo", mas manchetes fajutas de jornais garantem que tudo vai muito bem, muito bem mesmo. Já os veteranos da região nunca a viram tão vazia...

Os bancos nunca tiveram tanto dinheiro. Os pobres nunca foram tão pobres. A miséria nunca foi tão miserável. A exclusão e a desigualdade nunca foram tão evidentes. Desassistência, desalento, despejos, choques de ordem. "Miséria, miséria em cada canto, riquezas são diferentes".

"As instituições estão funcionando normalmente no Estado Democrático de Direito". 

"Riquezas são diferenças ". 

A "grande festa da democracia" basicamente se limita ao dia da votação de cartas marcadas. É bom poder votar, ainda mais num país marcado por ditaduras e golpes, só que é pouco. 

É muito cômodo colocar a culpa exclusivamente na população. 

Enquanto isso, nas autarquias, gabinetes e burocracias, nos escritórios e grandes almoços, os conservadores e revolucionários vão muito bem, obrigado. O mais importante de tudo é eleger e reeleger parlamentares respeitáveis, para assim manter tudo como sempre esteve.

TEXTOS DE:
Paulo-Roberto Andel


terça-feira, 8 de outubro de 2024

Segundo Turno em Campo Grande terá duas candidatas da mesma malta

Duas mulheres decidirão a vaga de prefeita de Campo Grande.

Adriane Lopes ( PP ), que quer continuar no cargo herdado após a saída do ex-prefeito Marquinhos Trad, enfrenta a experiente ex-deputada e ex-vice governadora do estado, Rose Modesto ( União Brasil ).

Ter duas mulheres nesta disputa deveria deixar o campo progressista animado, porém, evidencia quão distante está a Esquerda campograndense de conquistar a simpatia dos eleitores.

Rose está longe de ter posições progressistas, pertencendo a mesma ala política de Reinaldo Azambuja, Eduardo Riedel, e caterva, que se intitulam liberais, mas que defendem apenas os interesses de grupos econômicos mais abastados.

Adriane tenta apoio das igrejas evangélicas, e tentando se apresentar como conservadora. Porém, foi rejeitada por seu grande ídolo, o ex-presidente anti-vacina, que no primeiro turno "trairou" seus apoiadores e não fez campanha para ninguém.

As duas são destituídas de carisma, não conseguem nem mesmo um sorriso sincero, não tem propostas concretas direcionadas aos mais pobres e desassistidos.

Os discursos se resumem a propor "fomento à economia da capital", "mais mobilidade urbana", "melhorias na saúde", etc, as mesmas coisas prometidas por anos e anos seguidos.

Como colocarão em prática estas promessas não explicam, até porque não foram questionadas durantes os péssimos debates do primeiro turno.

Como o eleitor de Campo Grande se auto-intitula conservador ( que significa se preocupar mais com a sexualidade alheia do que com os problemas da cidade), Adriene leva uma vantagem se reproduzir o discurso vazio, porém, envolvente dos bolsonaristas.

Temas como família, serão explorados ao máximo, como se prefeito não fosse um cargo administrativo, mas sim, espiritual.

Será um embate complicado.

Sendo mulheres, disputando a simpatia do eleitorado "conservador", dependerão da presença de homens na campanha.

Tirar o golpista que se suja de farofa do armário, seria uma arma de Adriane contra Rose em busca de votos, porém, isso traria com ele sua alta rejeição. Seria prudente apostar?

O tempo nos mostrará.

Outro fiel da balança pode ser o atual governador Eduardo Riedel. Que do seu gabinete poderia dar apoio a alguma delas. Nas ruas, em palanque é meio difícil, já que o governador parece ter alergia à público, se limitando a poucos eventos com fazendeiros e empresários. Talvez seja alérgico a povo...

Boa sorte as duas, neste segundo turno, já que para o povo parece ter faltado sorte nestas eleições, já que os candidatos, independente de sexo, eram todos iguais, na aparência, na cor, e no bolso.

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Eleições 2024 - Rio e São Paulo

RIO DE JANEIRO

Eduardo Paes não foi reeleito agora em 2024; ele foi eleito em ainda em 2020 assim que venceu Marcelo Crivella. Soube montar uma rede ampla de apoio político em vários setores e ideologias, principalmente no viés evangélico neo-pentecostal e também políticos considerados Bolsonaristas.

Por mais que o município tenha territórios considerados de domínio miliciano, como a região da zona oeste por exemplo, Paes obteve ampla penetração na construção e realização de seus projetos, como o Anel Viário de Campo Grande, o túnel da Posse e o Parque Oeste. Esses projetos trouxeram uma gama política enorme para Eduardo Paes, onde culminou com a vitória em 1 turno.

Por mais que Alexandre Ramagem tivesse capital político oriundo de Jair Bolsonaro e financiamento quase que infinito do Partido Liberal, não obteve a quantidade de votos necessários para chegar ao segundo turno, onde era a meta inicial.

Ramagem não conseguiu uma votação completa dos próprios bolsonaristas, vide que não acreditavam em sua imagem política e creditaram apoio em Paes. O então voto útil em Eduardo Paes em detrimento a Tarcísio Motta com 4,20% obteve êxito.

SÃO PAULO

Uma das disputas mais acirradas de todos os tempos a meu ver; com Ricardo Nunes, Guilherme Boulos e Pablo Marçal decidindo as 2 vagas praticamente no photochart.

Nunes e Boulos disputarão o 2 turno. Fico abismado que a eleição em SP será decidida com os votos que migrarão de Pablo Marçal, o coach picareta.

Isso é uma tragedia e uma tristeza democrática. Resta saber como esses votos serão migrados e como Marçal se comportará, vide que Nunes já declarou que não pedirá apoio a Marçal e Boulos vem de uma comprovação de não-uso de cocaína, proferida por Marçal em toda a campanha e nos debates.

O Bolsonarismo raiz versus neo-Bolsonarismo reacionário ao final da história se abraçam na lodo da tragedia grega; e até Tabata Amaral não apoiará Boulos, que ficará com uma missão complicada para o segundo turno, mas a esperança é a última que morre. Vence a democracia.

TEXTO DE:
Thiago  Muniz

domingo, 25 de agosto de 2024

Brasil flerta com o Abismo

No Brasil, parece que o aprendizado é um tanto quanto demorado. A ponto de eu acreditar que seja no fundo ignorado.

O processo histórico muito conhecido, é deixado de lado e realidades paralelas são a todo momento inventadas para justificar certas posturas inconsequentes.

Do que estou falando agora?

Como diria o Mario Sérgio Cortella, estava eu aqui filosofando...

Quem acreditava que Bolsonaro fosse o fundo do poço, talvez se surpreenda m descobrir que talvez ele tenha sido apenas a porta de entrada para um incontável número de pragas bem piores que as que assolar o Egito nas narrativas bíblicas. Isto porque dentro do contexto, aquelas pagas tinham um objetivo que contribuía para o bem. Diferente das pragas que seguem as pegadas do boçal que se suja de farofa.

E apesar de tudo que aconteceu por cá, nesses últimos anos, parece que se ignoram os fatos e em uma espécie de releiutura pervertida de Talleirand sobre os Bourbons, podemos dizer que aqui no Brasil, não se aprende nada e se esquece tudo.

A desgraça da vez se chama Pablo Boçal (perdão, Marçal).

Um camarada cujo registro de candidatura foi feito de maneira irregular.

Registro inclusive que teve o pedido de suspensão feito pelo o próprio secretário-geral do PRTB, Marcos André de Andrade, por motivo de descumprimento do estatuto do partido.

A justiça eleitoral de São Paulo, porém, negou o afastamento pois se faz incapaz de julgar o mérito.

Não só parte da justiça parece seduzida pelo nefasto influencer.

A imprensa, que sofreu até mesmo agressões físicas no perído do governo desgovernado do homem do intestino preso, dá apoio descarado a Pablo.

Desde o início da corrida eleitoral, diversos sites e jornais digitais ou televisivos dão destaque às imbecilidades ditas por esse canalha.

Apontam o tempo todo essa figura nefasta como "ameaça" ao que chamam de maneira pejorativa "políticos tradicionais".

Ignoram sumariamente até mesmo o atual prefeito da cidade de São Paulo.

Foi esse o mesmo método usado para ajudar na eleição do bilhões golpista.

A imprensa considerada "séria", não tem esse mesmo afinco na hora de desmentir as descaradas declarações falsas do candidato contra seus adversários. Pelo contrário, tratam as calúnias criminosas como "estratégia" de campanha.

A coisa é tão podre que até mesmo a família Bolsonaro sentou o fedor, e tentou uma espécie de ataque preventivo contra Marçal.

Afinal a família teme perder o lugar exclusivo de liderança infernal sobre o grande exército de excrementos intelectuais que saiu dos bueiros mais padres de nossa sociedade.

A imprensa não se importa, se seus próprios jornalistas e funcionários forem agredidos nas ruas, ou se o povo voltará a passar fome.

O que importa aos donos dessa coisa chamada imprensa é que figuras como o indefecável e Marçal, são o caminho mais fácil para a destruição do Estado e da implementação da "privatização total e irrestrita", o projeto favorito dessa corja.

O que eles ignoram por falta de caráter, é que esse tipo de figura também é o atalho mais fácil para a volta de uma ditadura ao Brasil.

Seria uma espécie de suicídio consciente, se não soubéssemos que essa mesma imprensa, para manter os privilégios econômicos de seus proprietários, não passassem a ser meras redes sociais de bajulação do regime que viesse a tomar o poder de assalto.

Se um certo Senor considerado o maior de todos fez, você acha que gente com muito menos caráter não faria.

Aceitemos, dinheiro é o que importa, meus caros.

Não fosse isso, o tal Marçal nem aos debates iria, pois pelas regras eleitorais, seu partido não possui a representatividade suficiente no congresso que obrigasse sua presença.

A questão é: as TVs quebram as regras por ele, mas não o fazem por exemplo em favor de candidatos do PCO (e nem eu queria que o fizessem, preciso dizer).

O jogo é sujo.

Há somente um único arrecife que resiste as constantes investidas dessa maré de fanatismo, reacionarismo e nazismo moderno: nós.

O Brasil flerta com o abismo.

O Brasil olhou para o abismo por muito tempo e pelo visto o abismo olhou de volta.

O problema é que pelo nível das desgraças, pelo visto o abismo nos olhou justo com o olho do C...

sábado, 29 de junho de 2024

Simone é MDB com Lula e sem Inelegível

A ministra de Planejamento, Simone Tebet ( MDB ), declarou que vai apoiar a reeleição do correligionário Ricardo Nunes à Prefeitura de São Paulo e subirá em seu palanque, mas apenas quando o inelegível golpista, que rouba joias e falsifica cartões de vacina, não estiver presente.

A sul-mato-grossense também afirmou que espera que seu partido apoie a reeleição de Lula em 2026.

Pela proximidade que estabeleceu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que o apoiou, no segundo turno da eleição de 2022, Tebet já avisou ao seu partido que não subirá em palanques de bolsonazistas, mesmo que o MDB indique políticos a vice.

Questionada se subirá no palanque de Nunes, ainda que o prefeito receba o apoio do homem que não sabe nem comer farofa, Tebet sinalizou positivamente.

"Bolsonaro não estando (risos). A gente pode ir em dias diferentes”, respondeu.

Tebet classificou Nunes como um democrata. “Vejo Nunes como uma pessoa democrática. Ele é um democrata, com posicionamento provavelmente diferente em alguns aspectos que eu”, afirmou.

Tebet disse ainda esperar que seu partido apoie a reeleição de Lula, em 2026, o MDB deseja indicar um vice para Lula, como forma de evitar o retorno do que ela considera ser a extrema direita ao poder.

Não tenho dúvidas de que as forças democráticas estarão com o candidato mais forte a derrubar esse projeto nefasto. E, consequentemente, o único nome que me vem à mente, e por tudo que estamos preparando para o País, de melhora da economia, a gente fortalece o governo do presidente Lula. Eu não vejo outro caminho a não ser apoiar a reeleição do presidente Lula se ele for candidato”, disse.

Ela prosseguiu na defesa de uma nova frente ampla, similar à montada por Lula no segundo turno da eleição de 2022. 

O projeto de poder no Brasil passa pela questão de garantir o Estado Democrático de Direito, a democracia acima de tudo. Então, isso tem que estar acima das vontades políticas. Tem que ser o candidato que tem condições de ganhar da extrema direita. E estou falando da extrema direita, não da direita. Eu mesma sou uma pessoa de centro-direita na economia e de centro-esquerda nos costumes”.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Uma cadela em lugar de um presidente - A passagem de faixa ao Presidente Lula

crédito: ED ALVES/CB/D.A.Press

Duas expressões clássicas cabem muito bem ao momento histórico do Brasil.

A primeira expressão é a "complexo de vira-lata", criada pelo gênio Nelson Rodrigues na década de 50, fazendo referência a derrota da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950. O conceito é antigo, data pelo menos desde o Século XIX, e nas palavras do dramaturgo seria "a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo".

Nenhum movimento do Brasil republicano encarnou tão bem esta expressão e este conceito quanto o bolsonarismo.

O bolsonarismo nada mais é do que o complexo de vira-lata elevado à enésima potência, e se manifesta pelo ódio a tudo que representa ser brasileiro.

Ódio à arte brasileira e seus artistas, ódio à literatura brasileira e seus autores, ódio à miscigenação de raças, ódio a qualquer manifestação cultural genuinamente brasileira, e ódio até mesmo às manifestações religiosas brasileiras (com exceção das igrejas manipuladas por lideranças aliadas ao movimento).

Nem é necessário dizer (mas já dizendo) que se qualquer uma destas manifestações estiverem ligadas a cor mais escura da pele, são submetidas a um tratamento ainda mais odioso.

Semelhantemente ao nazismo, o bolsonarismo cria sua própria leitura de mundo, e alça a qualidade de intelectual qualquer imbecil disposto a dar voz as maiores atrocidades verbais, destilar preconceito e deitar ameaças de perseguição, exílio e até mesmo assassinato de adversários.

A segunda expressão que se encaixa ao nosso momento histórico é "a cadela do fascismo está sempre no cio", expressão creditada a Bertholdt Brecht.

E no Brasil, de 2014 para cá, o cio desta cadela esteve na moda. Grande parte do povo brasileiro flertou com esta ideologia que seduz as almas mais desvirtuadas e intelectos menos desenvolvidos.

Os fascistas tal qual as prostitutas que oferecem prazeres carnais, oferecem àqueles que estiverem dispostos "liberdades individuais" baseadas na anulação das liberdades de outros. Mas a exemplo da prostituta, o preço a pagar geralmente é caro, e leva à doenças sociais e humanitárias.

Já dizia certo autor que não me recordo: se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você.

E durante quatro longos anos, o Brasil olhou fixamente para este abismo.

Mas como bem citou o jornalista Reinaldo Azevedo, quando o abismo foi olhar de volta para o Brasil, o país virou a face para o outro lado.

Acontece que estas expressões são injustas.

E uma personagem entra em cena para de uma vez por todas apagar a imagem negativa que por muito tempo difamou a raça canina.

Trata-se de Resistência.

Uma cadela vira-lata, que resolveu fazer aquilo que deveria ter sido feito pela até então, maior figura deste país: o Presidente da República.

Cabia a Jair Bolsonaro, o presidente na ocasião, cumprir o rito protocolar de passar a faixa ao próximo a ocupar o maior cargo do país.

Mas este, preferiu a fuga. A vergonha do auto-exílio. Viajou para os EUA. Escolheu obviamente a pátria preferida dos vira-latas tupiniquins.

Ele, que durante quatro anos permaneceu alheio as obrigações que o cargo lhe impunha, e se comportou como um verdadeiro vagabundo, não iria evidentemente, cumprir um rito que exigia um mínimo de civilidade e espírito democrático.

E fez bem.

Sua ausência deu ares mais leves a então posse do agora presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Em toda a sua vida de medíocre, incluindo o período em que foi deputado e presidente do país, jamais Bolsonaro foi capaz de um gesto tão bom, quanto o de simplesmente nos dar a graça de sua ausência.

Que seja feliz onde se esconder, quem sabe tentando um dia vencer uma de suas horrendas batalhas contra as farofas que lhe são servidas.

Para a cadela Resistência, deixo aqui meu total apresso.

Esta simples cadela vira-lata, mostrou ter muito mais caráter, elegância, educação e certamente intelecto que o antigo ocupante do Palácio da Alvorada.

Esta cadela, diferente dos fascistas, não sai por aí dando demonstrações de cio desenfreado e nem flerta com abismos ideológicos nefastos.

Tenho certeza, que boa parte da humanidade iria preferir receber a faixa presidencial de uma bondosa cadela do que de um homem desprovido de qualquer sinal de humanidade.

Obrigado, Bolsonaro (obrigado mesmo), por nos ter dado o prazer de lhe ver substituído por uma cadela vira-lata.

Particularmente, gosto muito mais dela do que de você. E tenho certeza de que grande parte do Brasil, também.




quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Posse de Lula: Ameaça Terrorista é Risco à Segurança Nacional

 

A prisão do terrorista que pretendia explodir bombas em Brasília, deveria ter ligado o sinal de alerta em relação à segurança da posse do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva.

Porém, parece que a PEC da transição, que garante recursos para atender a população mais pobre e pagar contas inclusive do atual governo (contas terríveis, graças a política econômica mequetrefe do pústula Paulo Guedes)  preocupa muito mais do que as prováveis consequências do assassinato de um presidente eleito.

A imprensa hegemônica trata com desdém os casos de ameaça a cerimônia da posse, e prefere atacar as decisões econômicas e administrativas do futuro governo.

A imprensa alternativa ligada à esquerda prefere matérias de ridicularização do candidato derrotado, permanecendo em um eterno clima de jocosidade. Tratam os manifestantes como meros imbecis úteis, e fecham os olhos ao fato de que por trás destes acampamentos existe um financiamento econômico sólido e uma organização que aponta não para de organizações militares como as Forças Armadas ou as Polícias, mas para a presença de agentes que, fora do serviço, dão apoio e treinamento aos manifestantes. Toda a logística ligada a esses movimentos não dá o direito ao desprezo nem por parte da imprensa e nem das forças responsáveis pela segurança.

Outra parte da imprensa alternativa, ligada ao bolsonarismo, continua alimentando a sanha de uma turba de fanáticos que pensam em levar para as ruas uma provável luta armada pela libertação do Brasil de uma fantasmagórica ameaça comunista.

A cada dia, o clima de desespero vem tomando conta nos acampamentos bolsonaristas. A cada mentira criada sobre reações de Bolsonaro em relação à eleição de Lula desmentida, outra precisa ser criada na esteira, para não arrefecer o ânimo dos manifestantes.

Primeiro, eram as 72 horas que sucederam à apuração dos votos. Nenhuma fraude foi comprovada. Teorias mentirosas sobre violação das urnas ou uso de algoritmos foram seguidamente derrubadas.

Depois a tese sobre a influência do Supremo Tribunal Militar e a mentirosa teoria de que este tribunal que é responsável por julgar única e exclusivamente crimes militares, poderia anular as eleições respaldados em uma interpretação mambembe do Artigo 142 da Constituição Federal. Tese imbecil levantada e defendida por Ives Gandra Martins e seu filho de mesmo nome, que é ridicularizada no meio jurídico, mas defendida pelos bolsonaristas como verdade absoluta.

As Forças Armadas precisaram negar através de comunicados oficiais (dúbios e mal redigidos, diga-se), a participação em qualquer tipo de ação para anulação das eleições, o que levou a pronta reação dos movimentos bolsonaristas: tratavam-se de militares melancia, verdes por fora, mas vermelhos por dentro (fazendo referência ao comunismo, óbvio).

Ainda houve a tentativa criminosa do Partido Liberal (PL) da anulação de parte das urnas usadas no segundo turno, que levou a sigla a uma multa milionária.

Sem desistir, nasceu então a teoria da diplomação. Baseados na interpretação mais uma vez mambembe da Constituição Federal (Art. 14 parágrafo 10) . Bolsonaro neste caso, precisava esperar a diplomação da chapa Lula/Alckimin, para simplesmente depois impugnar a chapa e permanecer com presidente. A tese é tão absurda que o prazo para pedidos de recurso de impugnação expirou na terça-feira, dia 27, sem que a Justiça Eleitoral houvesse recebido um mísero recurso.

O tempo está se esgotando para os bolsonaristas mais fanáticos. A simples notícia de que Bolsonaro pode viajar para os EUA antes do fim do ano, para não estar na cerimônia de posse e não precisar passar a faixa, cria uma tensão perigosa no meio dos acampamentos montados em frente a quarteis.

E aí, voltamos ao início. O silêncio de Bolsonaro não tem nada de covardia, como alega a grande parte da imprensa alternativa ligada à esquerda. Esse silêncio é entendido como uma autorização para a realização de atos terroristas contra a cerimônia de posse e contra a vida do presidente eleito.

A Força Nacional de Segurança será usada em parceria com a Polícia Federal para prestar segurança no dia 1 de janeiro. Mas, será suficiente?

Como o terrorista preso tinha posse de armas de longo alcance, precisão e era treinado como atirador de elite (sniper), a recomendação é de que Lula use carro blindado ao invés de carro aberto no desfile de posse.

Todo cuidado é pouco. Ainda mais quando a informação de que o terrorista preso teve facilitada sua entrada no Senado Federal e manteve contato com figuras ilustres da política, foi revelada pela Polícia.

Que a Polícia Federal atue como sempre fez, e leve todos os responsáveis por esse terrorismo descarado -para trás das grades.


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sábado, 17 de dezembro de 2022

Lula já Assumiu, só os Bolsonaristas não Sabem

 

Desde o dia 30 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito pela terceira vez, presidente do Brasil, com 60.341.333 votos ( equivalente a 50,90% dos votos válidos ), os farofeiros passaram a criar todo tipo de narrativa solipsista para não aceitar o resultado das urnas.

Primeiro foram notícias de que o exército tinha descoberto a ação de um algoritmo que na hora da apuração transferia votos para Lula. Notícias que foram posteriormente desmentidas de forma indireta pelo próprio Ministério da Defesa em relatório final da sua fiscalização nas eleições.

Depois vieram as famosas 72 horas. Pessoas se amontoaram em frente a quartéis em todo o país, acreditando que Bolsonaro precisava esperar 3 dias pra que pudesse acionar o exército, baseados em uma interpretação mentirosa do Artigo 142 da Constituição Federal.

Porém, conforme as horas iam passando, e o presidente eleito ia conversando com a equipe do atual governo para a transição, e para que fossem solucionadas políticas econômicas através da famosa PEC da transição que pagaria inclusive contas do atual governo, as 72 horas iam se estendendo para 96 horas, 120 horas, 144 horas, e assim por diante.

Mas os nefelibatas não desistiram. Mais uma vez, baseados em uma interpretação mentirosa da Constituição ( Art. 14, parágrafo 10 ), disseram que seu líder ( genial estrategista político, porém péssimo consumidor de farofa ), precisava esperar a diplomação de Lula, para então, anular a eleição.

Provas?

Ora, que prova maior o que sua própria convicção?

Mesmo com os fatos muito bem esclarecidos, com todo o caminhar e desenrolar dos tramites legais para a posse do dia 1º de janeiro de 2023, os farofeiros seguem sua jornada através da paranoia.

Todos os dias, vídeos de teorias são distribuídos em todo tipo de rede social e aplicativos de comunicação.

Notícias de deslocamento de tropas, sobre falsas publicações no Diário Oficial, sobre falsos decretos assinados por Bolsonaro, sobre falsos recursos enviados à justiça pelo Supremo Tribunal Militar ( que não possui nenhum poder para interferir na Justiça Eleitoral ), são o alimento intelectual destes destacamentos de manifestantes patrocinados por empresários e magnatas do agronegócio.

Não faltaram também, vídeos de ameaças a vida de Lula e de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Mesmo com tudo isso, o futuro governo já divulgou nomes de futuros ministros, e já conversa com autoridades internacionais. Autorizados pelo silêncio constrangedor do ainda presidente Bolsonaro, a equipe de transição vai tomando terreno e ocupando todos os espaços abandonados pelo governo atual.

Paulo Guedes já desocupou a Granja do Torto, e deu adeus.

Os acontecimentos mais recentes foram o desmantelamento do curralzinho onde Bolsonaro conversava com seus apoiadores e agredia imprensa e a visita de um caminhões de mudança que passaram pelos Palácios da Alvorada e do Planalto.

Apesar de a palavra de ordem nos acampamentos de farofeiros espalhados pelo país ser: Lula não vai subir a rampa. Ao que tudo indica é, que não só Lula subirá a rampa, como veremos Bolsonaro passando a faixa com aquela costumeira cara de criança emburrada que faz quando é contrariado.

Lula já assumiu o cargo desde o dia em que foi eleito, só quem não sabe disso ainda, são os bolsonaristas.

Oficialmente, Lula assumirá o terceiro mandato não consecutivo no dia 1º de janeiro de 2023, se tornando o político mais vezes levado ao comando do país pelo voto direto na história da República.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Diplomação de Lula Adia por Mais 72 Horas Reação de Patriotas

 

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, foi diplomado finalmente.

Apesar do reaparecimento do senhor que se suja na farofa na última sexta-feira (9), para dizer uma série de mentiras e asneiras, além de colocar mais um crime de traição nas sua própria conta.

A diplomação de Lula e também do vice-presidente eleito Geraldo Alckimin, contrariou toda a expectativa dos grupos bolsonaristas que disseminam mentiras em grupos de What´s App, no Telegram e até na famigerada e desavergonhada Jovem Pan.

Estes grupos espalharam centenas de teorias mentirosas e conspiratórias para convencer pessoas com menor intelecto e privadas de raciocínio lógico, a ficarem de guarda diante de quartéis espalhados por todo o país.

A cada dia que passa, as famosas 72 horas, o Artigo 142, e a GLO, pregadas como um mantra por essas massas desprovidas racionalidade, vão ficando para trás, e deixando os manifestantes com olhares vazios e por vezes cheios de lágrimas.

Mas, vamos ao que interessa:

A diplomação representa o atestado do Poder Judiciário de que os candidatos foram eleitos de forma legítima. Sem nenhuma fraude inventada pelas mentes mais brilhantes do movimento farofeiro.

Com a diplomação, os candidatos eleitos ficam aptos para a posse. Este evento marca o fim do processo eleitoral, já que o TSE já avaliou todas as etapas do pleito, incluindo eventuais recursos contra candidatos ou resultados das urnas.

Agora é esperar pela posse no dia 1 de janeiro de 2023.

Foi a vitória plena e incontestável da democracia contra a mentira, o discurso de ódio, e os ataques anti-democráticos que ocorreram no país.

É bom lembrar, que o próprio senhor que derrama farofa no colo, disse que apenas Deus o tiraria do cargo.

Sobre isso, cabe aqui a frase de Lula no discurso feito no evento de diplomação:

"Estar aqui agora é a certeza de que Deus existe".

Acho que nem mesmo o presidente inimigo dos grãos moídos cria na existência de um Deus. Ao menos, não um Deus que não se submetesse aos seus caprichos pessoais e seus delírios doentios.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Os Eleitos em Mato Grosso do Sul

 

A eleição presidencial deste ano vai ser decidida no segundo turno. O mesmo ocorre com a eleição para a vaga de governador de Mato Grosso do Sul.

Eduardo Riedel (PSDB), enfrentará Renan Contar (PRTB).

Mas esta eleição ficou marcada pela interferência da justiça. O ex-prefeito da capital Marcos Marcello Trad (PSD), foi denunciado por suposta prática de crimes sexuais. A denúncia veio em pleno período eleitoral, e logo após o prefeito se descompatibilizar do cargo para disputar a vaga de governador.

Outro caso, o candidato do PCO, Magno Souza teve a candidatura indeferida pelo TRE e sua votação acabou sendo considerada nula.

Para a vaga de senador do estado, com um mandato de 8 anos, foi eleita Tereza Cristina, candidata do Partido Progressista. Para grande alegria dos fazendeiros do estado.

Para as vagas de deputado federal, nomes costumeiros como de Dagoberto Nogueira, Geraldo Resende, Beto Pereira e Vander Loubet, ocupam algumas das 8 cadeiras pertencentes ao estado.

Já a Assembleia terá novamente nomes como Paulo Correia, Zé Teixeira, Pedro Kemp e Londres Machado. A novidade fica com a chegada do ex-governador Zeca do PT.


Os rumos dos próximos anos do estado estarão nas mãos destes representantes eleitos.









segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Resultado das Eleições 2018 em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, os deputados federais eleitos foram:
Rose Modesto - PSDB
Fábio Trad - PSD
Beto Pereira - PSDB
Musa do Veneno - DEM
Vander Loubet - PT
Luiz Ovando - PSL
Dagoberto Nogueira - PDT

Deputados Estaduais eleitos foram:
ex-capitão Contar - PSL
ex-coronel Davi - PSL
Jamilson Name - PDT
Renato Câmara - PMDB
Onevan de Mattos - PSDB
Zé Teixeira - DEM
Lidio Lopes - Patriotas
Paulo Correa - PSDB
Felipe Orro - PSDB
Barbosinha - DEM
Marçal Filho - PSDB
ex-professor Rinaldo - PSDB
Márcio Fernandes - PMDB
Eduardo Rocha - PMDB
ex-cabo Almi - PT
Pedro Kemp - PT
Londres Machado - PSD
Neno Razuk - Solidariedade
Herculano Borges - Solidariedade
Gérson Claro - Solidariedade
Antonio Vaz - PRB
Evander Vendramini - Solidariedade
Lucas de Lima - Solidariedade
João Henrique - DC

Para o Senado foi eleito:
Nelson Filho - PTB

Para o governo do estado, haverá segundo turno entre os candidatos:
Reinaldo Azambuja - PSDB
Odilon de Oliveira - PDT

Nesta eleição ficou provado o tamanho do amor que o estado tem pela família Trad.
Também não foi eleita nenhuma mulher para a assembleia. Foram eleitos 24 homens.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Debate ao Governo do Estado Não Teve Presença de Azambuja

Ausente no segundo debate consecutivo, o governador Reinaldo Azambuja ( PSDB ) virou alvo de críticas dos concorrentes ao governo do estado na noite desta segunda-feira (17) em Dourados, a 233 km de Campo Grande.

Nem mesmo o candidato a vice na chapa de Azambuja, o ex-prefeito Murilo Zauith ( DEM ), escapou das críticas por não comparecer ao debate nem mesmo para acompanhar como expectador.

O candidato do PSOL lembrou que Murilo, mesmo morando em Dourados, não foi ao local.

Mora longe", brincou Marcelo Bluma ( PV ). A residência de Murilo Zauith fica a menos de mil metros do local do debate, em área nobre da cidade.

Como atual presidente da Assembleia, Junior Mochi ( PMDB )foi apontado como aliado do atual governo e acusado de esconder seu partido, o PMDB.

Ele é do PMDB, ele não fala, mas ele é do PMDB”, afirmou João Alfredo ( PSOL ), emendando que os recursos estaduais são mal administrados e “tudo passa pelo Legislativo, passa meu Mochi”.

Marcelo Bluma emendou: “Mochi esconde o PMDB, mas é companheirão do Marun. É feio esconder na campanha e depois sai companheiro do armário”.

Fora tudo isso, o debate teve poucas propostas e ainda contou ( ou não contou ) com o desprezo do atual governador que tenta a reeleição.

Quem poderá dizer se a tática de fugir dos debates será positiva ou não será o eleitor, não é mesmo?

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Analisamos o Debate da Rede TV - Segundo Debate para Presidência

O segundo debate de candidatos para o cargo de presidente, foi ao ar pela Rede TV, e contou com um fato inusitado. Os candidatos tiveram medo de um púlpito vazio.

Como o PT preferiu ficar de fora das eleições desse ano, havia um púlpito vazio com o nome de Lula. Constrangidos, os candidatos pediram que o púlpito fosse retirado, por que temiam que o fantasma de Lula os intimidasse.

Fora isso, o debate foi mais do mesmo, ou melhor até mesmo, menos do mesmo.

Henrique Meirelles ( PMDB ) e Geraldo Alckmin ( PSDB ), foram constantemente lembrados de que são os candidatos de Temer ( aquele vice que roubou a cadeira da companheira ). Eles não conseguem se comunicar de forma simpática. São muito duros e sem jogo de cintura.

Jogo de cintura, porém, vem demonstrando Guilherme Boulos ( Psol ). Ele vem demonstrando que o fato de presidir o MST não o envergonha em nada, e mesmo os candidatos tentando relembrar isso não conseguem ferir o candidato.

Cabo Daciolo ( Avante ) esteve menos destacado, falou mais diretamente contra os "50 tons de Temer", apelido que ganharam Meirelles, Alckmin, Marina Silva ( Rede ) e Álvaro Dias ( Podemos ). Boulos, voltou a usar o apelido, inclusive irritando Alckmin.

O destaque negativo ficou pelos lados dos dois que mais prometiam destaque: Ciro Gomes ( PDT ) e Jair Messias ( PSL ).

Os dois trocaram o perfil ofensivo e irônico, pelos elogios e tentando provar que resolveriam a situação de crise do país que os outros foram os criadores.

Álvaro Dias já se tornou irritante com tantos lembretes sobre a Lava-Jato.

O único momento de maior temperatura, foi quando Marina Silva deixou o candidato Jair Messias desconcertado com respostas duras e decisivas.

O candidato Jair, não está acostumado a ser enfrentado de forma direta por mulheres. Ele subestimou Marina e levou um contra-golpe quase fulminante, ficando pelo resto do programa irritado. Marina está sabendo se aproveitar do fato de que os outros candidatos a subestimam pelo fato de ser a única mulher nos debates. Geralmente eles baixam o tom na hora de enfrentar a candidata, porém, ela se mantém agressiva e direta.

A pergunta do jornalista Reinaldo Azevedo também desnorteou Jair, que olhando a cola em suas mãos, não sabia o que responder e gaguejou de forma vergonhosa. A oportunidade foi perdida por Ciro que ao comentar a resposta do adversário, foi educado e não deu o golpe final.

Tanto Ciro quanto Jair escolheram a paz e o amor.

Boulos e Daciolo no fim, se uniram na arena para atacar os demais, o que surpreendeu a todos, pela diferença de ideologia dos dois. Mas a pergunta de Boulos a Daciolo foi a deixa para o cabo atacar os demais. E Boulos concordou com o cabo e ainda atacou mais.

Debate fraco, com poucas ideias.

Há quem diga que o pouco tempo para as respostas atrapalha, porém, estes mesmos não leram uma vírgula dos planos de governo dos candidatos.

Pelo visto o eleitor está esperando por frases feitas e palavrões.

Eleição que segue...

Os próximos debates prometem ser mais francos e abertos, pois talvez Ciro e Jair percebam que o tom mais ameno tem decepcionado o público, e que isso pode fazer com que os eleitores indecisos acabem migrando para Boulos ou Daciolo.

Se Álvaro não mudar o discurso tende a cair, e Marina, se continuar enfrentando os homens de igual para igual, pode conseguir a simpatia de parte do eleitorado indeciso.

Se no primeiro debate, Daciolo roubou a cena, esse segundo foi pontuado por Marina.

Muita água ainda pode rolar debaixo dessa ponte.

domingo, 12 de agosto de 2018

Primeiro Debate de 2018 Foi Fraco

O primeiro debate dos presidenciáveis de 2018, foi marcado pela ausência de um candidato do PT.

Isso ocorreu porque o partido assumiu um comportamento de responder a perseguição que a sigla vem sofrendo de forma intransigente. O partido insiste na candidatura do atualmente presidiário Lula. O mais plausível seria lançar um candidato que pudesse ao menos disputarba eleição e que participasse dos debates.

Mas, apesar da ausência do PT o principal advesário, o PSDB não conseguiu assumir o protagonismo da campanha até agora.

Os tucanos mesmo tendo efetuado com sucesso o plano de tirar da disputa o partido que lhe surrou nas últimas  4 eleições, não conseguem alavancar a campanha do ex-governador Geraldo Alckmin.

O que foi visto no primeiro debate, transmitido pela TV Bandeirantes, foi uma grande polarização entre os três candidatos Henrique Meirelles ( PMDB ), Álvaro Dias ( Podemos ), e Geraldo Alckmin ( PSDB ).

A tática evidente deles era isolar Ciro Gomes ( PDT ) e Jair Messias ( PSL ).

Como a regra permitia que quem perguntasse teria o direto de escolher quem responderia, e que cada candidato pudesse ser escolhido 2 vezes em cada rodada, o que se viu foi uma troca de perguntas entre esses três.

Henrique Meirelles se resumiu a contar que participou de todos os governos que já existiram no Brasil, da república para cá. Só não soube explicar as crises que o país enfrentou nesses períodos e nem disse se teve participação nelas.

Os outros candidatos apenas foram acionados algumas vezes. O tão esperado embate entre Ciro e Jair não ocorreu, e quando se encontraram, trocaram elogios velados.

O único momento tenso foi quando o candidato do Psol, Guilherme Boulos fez uma pergunta para Jair sobre caseira que recebe como acessória. Jair acabou confessando que pagava a caseira mas alegou achar normal, e respondeu que Boulos invadia casas. Tudo muito caricato e se relevância.

Outra tentativa de criar polêmica, foi quando uma jornalista desconhecida perguntou sobre aborto e escolheu os candidatos Boulos e Marina Silva ( Rede ). A respostas dos dois, porém foram técnicas e não transmitiram insegurança e nem se baseatam em opiniões pessoais ou de cunho religioso.

As propostas são escassas e osnplanos de governo são voltada a banqueiros e ao mercado. Falou-se muito em juros, mas não se falou em soluções concretas.

Mas não foi só isso!

Muitos não esperavam que o ponto fora da curva seria o semi-desconhecido Cabo Daciolo ( Avante ).

Ele chamou a atenção com falas confusas, teorias de conspiração e denunciando a existência de uma sociedade secreta denominada URSAL.

O público que esperava ansioso material abundante para vídeos e "memes" ficou decepcionado.

O único um momento constrangedor foi quando Jair pediu direito de resposta por não saber que remédios também levam o nome de "drogas". E o apresentador Boechat lhe alertou que os direitos de resposta só eram concedidos em casos de ofensas e não por incapacidade de interpretação do mesmo.

Jair talvez não tenha se alterado mais porque não entendeu também a justificativa de Boechat.

Outro motivo de vergonha foi a insistência de Álvaro Dias em relembrar que convidaria o juiz Sérgio Moro para o ministério da justiça. Uma pena que Moro, mesmo agradecendo a indicação, avisa que em respeito ao seu pai, terá de votar em Alckmin.

Esse foi apenas o primeiro.

Vamos torcer par que nos próximos os candidatos tenham ao menos preparado propostas, em respeito aos eleitores.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Eleições 2014: Governador - Resultado

Entre Olarte e o apoio de Reinaldo, existe uma pedra chamada Rose no caminho...
Opa!
Desculpem! Tentamos chegar ao governador eleito, mas tinha muito papagaio de pirata no caminho...
Isso mesmo, o principal beneficiado pelo golpe branco realizado contra Alcídes Bernal ( PP? ), não foi o atual assessor nada-especial dos vereadores Gilmar Olarte ( PP? ), mas sim Reinaldo Azambuja ( PSDB ).
Sabem por quê?
Porque depois de tanta baderna ocorrida em Campo Grande, o povo acabou escolhendo aquele que menos se envolveu nas polêmicas e que apareceu como uma surpresa naquela ocasião, tirando muitos votos do desparecido Edson Giroto ( PR/PMDB/PR de novo... )
- Reinaldo, quem trouxe o Olarte com você?
Reinaldo acabou revertendo o quadro e vencendo o governador virtual Delcídio do Amaral, que não era o candidato de verdadeiro PT ( aquele da militância e das ruas ) mas sim candidato do "PT caviar".
Talvez por isso, Delcídio tenha perdido outra vez...
A única coisa que realmente ficou feio para Reinaldo, foi deixar um certo candidato ao senado sujar sua campanha, acabando por fazer até mesmo Reinaldo acabar atacando e sendo atacado de forma suja e baixa durante a campanha.
- O cara me tirou na mão grande...
Aliás, esta foi a campanha ao governo mais suja e vergonhosa da história do estado.
Panfletos na calada da noite, direitos de resposta, jornalecos fantasmas, irmãos siameses, e até mesmo acusações sem provas disso e daquilo...
Esperemos que Reinaldo saiba sair do clima horroroso que foi construído na campanha para saber governar ao lado da bancada federal, que contará com dois petistas e dois peemedebistas e apenas um tucano.
- Reinaldo, preciso falar com você sobre o Olarte, rapidinho, pode ser?
Resta a Delcídio, ficar no senado e seguir nosso conselho: mudar o visual Antônio Fagundes que já está batido...
Quem sabe algo mais Almir Sater, por exemplo?

E nem pensem que acabou, pois Azambuja já terá de decidir quem apoiar para a prefeitura da capital.
Bernal, o cassado?
Rose Modesto, a aposta?
Marquinhos Trad, que pode criar penas tucanas se o italiano barrar no partidão?
Ou o assessor nada-especial dos vereadores?

Quem viver, verá...

Eleições 2014: Senado - Resultado

Moka doidinho pra falar também... papagaio de pirata sobra por aqui...
Até parece que ninguém sabia que Simone Tebet ( PMDB ) seria eleita para o senado.
Afinal, o povo de Mato Grosso do Sul sempre foi muito bom, e não negaria a realização de um sonho de criança de Simone.
Ela agora é senadora, porque seu pai foi...
Olha o papagaio aí de novo...
Simone Tebet foi eleita por motivos simples.
Primeiro, não havia candidato para enfrentar de forma direta a vice-governadora.
Segundo, como adiantamos na postagem do dia 30 de Setembro de 2014, Simone soube como desvincular a sua imagem do governador Andrea Puccinelli.
Ela nunca se envolveu nas polêmicas decisões do italiano e sempre deixava bem claro que o governador era ele.
Bernal não tem mágoa de Simone... mas de outros...
Talvez o único que pudesse ameaçar sua eleição, fosse o então ex-prefeito "golpeado" Alcides Bernal ( PP ), mas este além de vencer Simone, também teria de vencer a rejeição do eleitorado que foi manipulado e influenciado por uma mídia golpista e mentirosa.
Visto que a justiça até agora, não condenou Bernal por nenhum dos "crimes" cometidos e que o levaram a ser cassado, o golpe realmente ocorreu.
E como Simone pouco ou nada tem haver com o golpe, ela está de parabéns.
Simone soube se desvincular da "política velha"
No fim, o que importa é que Simone assumirá a vaga de Ruben Figueiró, que herdou a vaga de Russo Netto ( o caloteiro do frigorífico ) que havia herdado da "fujona" Marisa Serrano.
Pelo menos já vai melhorar alguma coisa, já que Figueiró se preocupa mais em escrever artigos ressentidos em jornalzão do que trabalhar pelo estado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Chegamos a conclusão de que o maior derrotado destas eleições foi Antônio João Hugo Rodrigues.
- Saímos vencedores, não é?
Mesmo tendo apoio do atual prefeito de Campo Grande e do governador eleito Reinaldo Azambuja ( PSDB ), ele terminou muito atrás de Simone.
Veja:

Simone Tebet - 640336 votos ( ELEITA )
Ricardo Ayache - 281022 votos
Alcides Bernal - 204262 votos
Abstenção - 373 191 votos
Nulos - 121647 votos
Brancos - 105591 votos
Antônio João - 86971 votos

Deu pra perceber que o povo do estado não suporta mais quem ofende e ataca com mentiras durante a campanha ao invés de exibir propostas.