Os EUA blefou ao apostar na morte do líder supremo do Irã e achavam que ia ficar por isso mesmo, só que não.
Essa guerra não é do interesse dos Estados Unidos. O Trump mesmo foi avisado pelos militares de que essa era uma guerra que não tinha um sucesso garantido e que seria uma má ideia, basicamente, entrar nessa aventura. Para os Estados Unidos, essa é uma guerra de escolha.
O Irã respondeu muito mais do que eles imaginaram e simplesmente deu um xeque estratégico de âmbito global.
Enquanto que para o Irã, certamente, ela é uma guerra de sobrevivência, ela foi imposta a eles, ela é uma guerra necessária nesse sentido.
Israel vive essa guerra como uma guerra de interesse vital. Israel percebe no Irã a grande ameaça à sua hegemonia na região, à sua própria sobrevida.
As operações militares israelenses-estadunidenses contra o Irã foram conduzidas fora do direito internacional, o que não é certo.
Dito isso, a História nunca chora pelos executores. Como é que os israelenses conseguem sempre fazer com que os americanos embarquem nas suas aventuras é um mistério, porque, em parte, pode ser quase suicida em termos de carreira do Trump.
Para colocar o escândalo Epstein para debaixo do tapete, Trump decidiu bombardear Teerã e matar Khemenei com o argumento de levar liberdade ao povo iraniano. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos se autoproclamam defensores da “democracia” e da “liberdade”. Mas a história escrita em bombas, corpos e ruínas conta outra versão.
Tudo em nome da “segurança”, do “combate ao terrorismo” ou da “proteção de interesses estratégicos”. De forma geral, os países bombardeados ou invadidos pelos Estados Unidos não ficaram mais estáveis, mais democráticos ou mais seguros.
O padrão que se repete no pós-ataque é outro — marcado por caos social, crise econômica, violência prolongada e dependência externa.
A guerra virou política externa. A destruição, um método. O lucro da indústria bélica, uma prioridade.
Enquanto isso, civis pagam o preço mais alto: crianças, mulheres, povos inteiros reduzidos a estatísticas convenientes. Não é sobre liberdade. Nunca foi.
É sobre poder, controle geopolítico e dominação econômica. E enquanto algumas vidas forem consideradas descartáveis, a paz seguirá sendo apenas um slogan vazio.
TEXTO DE:
Thiago Muniz


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