sábado, 9 de julho de 2011

Tratado Sobre o Povo Indígena

Corrida do tronco
Todo mundo acha muito bonito, quando reportagens de TV mostram a vida dos povos indígenas. O contato com a natureza, as festas tradicionais, os costumes. Tudo muito bonito, com ocas bem feitas, crianças sorridentes, uma fartura infinita de comidas exóticas.
Porém, a realidade pela qual passa o povo indígena no Brasil, é totalmente diferente dessa retratada nas telas da TV.
Bebidas alcoólicas, drogas, fome, e descaso não só das autoridades mas de toda a sociedade, fazem da vida do povo indígena brasileiro um verdadeiro inferno em vida.

Em Dourados, Funai distribui cestas com leite em pó vencido para crianças em aldeias

Em nosso estado de Mato Grosso do Sul, existem centenas de índios, que vivem em situação degradante, mas o povo sul-matogrossense não se importa nem um pouco com isso. Diversas pessoas questionadas por esse Blog, deram declarações que beiram o preconceito, e a insensibilidade. Veja algumas das declarações:

"São todos uns bêbados. O governo não deveria dar cesta básica a eles, tinham é que trabalhar"
                                                                       Eder Conceição, comerciante

"Índio não quer trabalhar, só pensa em beber... deveriam cometer logo suicídio."
                                                                       Valdemar de Andrade, mecânico

"Invadem fazendas, bloqueiam estradas... é só dar uma pinguinha que eles somem..."
                                                                        Maria Diógenes, telefonista

Por essas declarações fica evidente que a população não leva a sério a questão indígena. Nem mesmo as pessoas que foram eleitas para resolver os problemas que afligem a sociedade, como por exemplo o italiano Andrea Puccinelli ( nome de batismo ), eleito governador, parecem se importar com os índios.
Aldeia indígena em Mato Grosso do Sul

A demarcação de terras também é um dos problemas mais antigos que ocorre no estado, mas não parece que as autoridades tenham qualquer intenção de resolver essa questão.
Dizer que os índios estavam aqui antes da chegada do homem branco, e que nós roubamos suas terras, é covardia. Não podemos utilizar acontecimentos de mais de quinhentos anos, para tentar resolver o problema. A situação atual, é muito maior do que simplesmente propriedades de terra.
Nos dias de hoje, a sociedade vê os índios não como parte de seu organismo, mas sim como uma bactéria, que deve ser isolada e prontamente combatida.
O povo sul-matogrossense a todo o momento, levanta a voz, quando o assunto é Pantanal. Alegam que nosso Pantanal é maior que o dos mato-grossenses, mas não defende um povo que desde sempre foi parte integrante dessa riqueza natural que é nosso estado.


Governo só age se for denunciado.


Andrea Puccinelli ( nome de batismo ), alguns meses atrás, chegou a dizer que o governo deveria demarcar terras de traficantes ou do Reverendo Mon, não de fazendeiros, mostrando toda sua falta de conhecimento da Constituição Federal que diz que deve haver todo um estudo para se demarcar terras indígenas.
Agora, se um representante legalmente eleito para cuidar de seu estado e seus moradores, mostra total ignorância pela questão indígena, imaginem uma população 90% preconceituosa.
Seriam índios, ou os atores do Hospital Regional?
Se a sociedade como um todo não se conscientizar, corremos o risco de ver o desaparecimento dos índios de nosso estado. O governador já foi inclusive chamado de mentiroso por um ancião indígena, em uma de suas muitas aparições com índios, onde alega que ajuda e defende seus "irmãos", durante um seminário promovido pelo Conselho Nacional de Justiça.
O descaso, e o preconceito devem acabar agora, sob o risco de cometermos o fratricídio de todos os índios de nossa terra. Afinal, fomos nós que os ensinamos a usar drogas e a beber álcool. E da forma como vivem hoje, é só isso que restou a eles.
- Vai um golinho aí?

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