Desobediência civil é um tipo de manifestação legalmente aceita contra o
regime imposto por um governo opressor, quando um grupo de cidadãos se recusa a obedecer determinadas leis, em forma de protesto, por considera-las imorais ou injustas.
O conceito da Desobediência Civil foi definido pelo estadunidense Henry David Thoreau
(1817 – 1862), um poeta, naturalista, historiador, filósofo e ativista
que ficou conhecido por lutar contra a cobrança abusiva de impostos pelo
governo americano com o objetivo de financiar a guerra contra o México,
durante as primeiras décadas do século XIX. Thoreau expôs a sua filosofia
sobre a desobediência civil num ensaio homônimo publicado inicialmente
em 1849.
Ao contrário da desobediência comum, que visa acabar com a ordem e a harmonia social ( um
ato criminoso ), a desobediência civil possui um caráter de inovação, ou
seja, não de destruir o governo, mas melhora-lo de acordo com as reais
necessidades do povo.
Para que um ato de desobediência seja interpretado como um protesto
político, este precisa ter como base argumentos que sustentam uma
justificativa em prol da ética e moral. Por norma, existem três
circunstâncias que favorecem a desobediência civil: a aplicação de uma lei injusta, uma lei ilegítima ( deferida por quem não possui o direito de legislar ), e uma lei inválida ( de cunho inconstitucional ).
De
acordo com o principio da civilidade democrática, os cidadãos têm o
dever moral de seguir as leis, mas os legisladores ( o governo ) também
possuem o dever de criar leis justas, ou seja, que sigam a constituição e
os princípios dos direitos civis e sociais.
Atualmente, no âmbito jurídico, a desobediência civil faz parte do chamado Direito de Resistência
dos cidadãos, assim como o Direito de Greve e o Direito de Revolução,
que servem para garantir a proteção da soberania do povo, caso esta seja
ameaçada por um regime opressor.
No Brasil, com a lista de candidatos que se apresentam não só para a presidência como para governar os estados e ocupar vagas na câmara federal e no senado, a única solução seria o uso do direito de desobediência civil.
Isto passaria por medidas que o próprio povo adotaria. Como por exemplo, no caso do alistamento militar obrigatório, nenhum cidadão que completasse a idade para o alistamento, se apresentasse ao serviço.
Ou ninguém se inscrevesse em concursos públicos federais, estaduais ou municipais.
Parar imediatamente o pagamento de taxas e impostos de qualquer natureza.
E que no dia da eleição, ninguém fosse as urnas.
Os governantes teriam de, ou ser substituídos por ordem da justiça, ou o país entraria em um processo de revolução.
Essa seria a solução imediata mais simples, que o povo poderia adotar.
Porém, um fator muito importante se coloca contra essa única saída lógica para o país: o sentimento de "Fla-flu eleitoral" que se abate sobre o povo.
As pessoas não se importam de verdade com o país e seus problemas. O que importa é ao fim poder gritar a plenos pulmões: Meu candidato ganhou do seu!
Para aqueles que sonham com uma "intervenção militar constitucional", essa seria a única saída.
E para aqueles que querem o "fim do golpe", idem.
Porém, nós não temos aqui a intenção de incentivar nenhuma pessoa a desobedecer nada, apenas aconselhamos a não obedecer.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
A Importância do Voto Nulo
Muitas mentiras foram contadas nos últimos anos sobre o voto nulo.
As duas maiores, são a de que "os votos nulos e brancos vão para o candidato que está ganhando", e a de que "voto nulo anula eleição que tem de ser realizada com candidatos diferentes".
Duas grandes mentiras contadas por muita gente, que acaba tirando o real valor e importância do voto nulo.
Antes de continuar, devemos esclarecer as diferenças existentes entre votos brancos, nulos e válidos.
De acordo com a Constituição Federal e com a Lei das Eleições, são válidos somente os votos nominais e os de legenda.
Nas eleições realizadas antes da Constituição vigente (1988) não vigorava o princípio da maioria absoluta de votos válidos, como é hoje previsto. Esse princípio determina a exclusão expressa dos votos brancos e nulos para os cargos de Prefeito, Governador, Presidente e respectivos Vices.
Até as eleições de 1998, antes da vigência da atual Lei das Eleições (1997), os votos brancos fizeram parte dos cálculos eleitorais para definição das eleições proporcionais (Vereadores, Deputados Estaduais/Distritais e Deputados Federais), o que atualmente também não mais ocorre.
É o voto que não pode ser contado para efeito
de resultado eleitoral em razão de algum vício na manifestação da
vontade do eleitor ou alguma dúvida sobre ela.
Isso é reconhecido pela urna eletrônica nas seguintes situações:
Votos dados a candidatos que não obtiveram o deferimento do registro de sua candidatura, embora seus nomes constassem na urna eletrônica;
Votos dados a candidatos que não obtiveram o deferimento do registro de sua candidatura, cujos nomes não constavam na urna eletrônica;
Votos dados a candidatos inexistentes e cujos números iniciais representativos da legenda partidária são também inexistentes;
O segundo voto (dos dois necessariamente dados a candidatos diferentes nestas eleições para senador) dado ao mesmo candidato a senador.
É o voto que não pode ser contado para efeito de resultado eleitoral por não ter sido endereçado a qualquer candidato ou, no caso das eleições proporcionais, também a nenhuma legenda partidária. A urna eletrônica possui tecla específica que, acionada, registra o voto em branco, embora ele não seja contabilizado para o resultado eleitoral
Mais de 50% dos votos de uma eleição sendo nulos, não anularia a eleição, mas já colocaria o mandato daquele que assume sob suspeita.
Ele assumiria sabendo que mais da metade dos eleitores não apoiam seu governo, e ele teria de arregaçar as mangas para mostrar serviço, sob o risco de ter seu mandato reprovado pelo povo.
O voto nulo é sim, muito importante para marcar uma posição de insatisfação com tudo que temos hoje na política.
As duas maiores, são a de que "os votos nulos e brancos vão para o candidato que está ganhando", e a de que "voto nulo anula eleição que tem de ser realizada com candidatos diferentes".
Duas grandes mentiras contadas por muita gente, que acaba tirando o real valor e importância do voto nulo.
Antes de continuar, devemos esclarecer as diferenças existentes entre votos brancos, nulos e válidos.
O que são votos válidos?
De acordo com a Constituição Federal e com a Lei das Eleições, são válidos somente os votos nominais e os de legenda.
Nas eleições realizadas antes da Constituição vigente (1988) não vigorava o princípio da maioria absoluta de votos válidos, como é hoje previsto. Esse princípio determina a exclusão expressa dos votos brancos e nulos para os cargos de Prefeito, Governador, Presidente e respectivos Vices.
Até as eleições de 1998, antes da vigência da atual Lei das Eleições (1997), os votos brancos fizeram parte dos cálculos eleitorais para definição das eleições proporcionais (Vereadores, Deputados Estaduais/Distritais e Deputados Federais), o que atualmente também não mais ocorre.
O que é voto nulo?
Isso é reconhecido pela urna eletrônica nas seguintes situações:
Votos dados a candidatos que não obtiveram o deferimento do registro de sua candidatura, embora seus nomes constassem na urna eletrônica;
Votos dados a candidatos que não obtiveram o deferimento do registro de sua candidatura, cujos nomes não constavam na urna eletrônica;
Votos dados a candidatos inexistentes e cujos números iniciais representativos da legenda partidária são também inexistentes;
O segundo voto (dos dois necessariamente dados a candidatos diferentes nestas eleições para senador) dado ao mesmo candidato a senador.
O que é voto branco?
É o voto que não pode ser contado para efeito de resultado eleitoral por não ter sido endereçado a qualquer candidato ou, no caso das eleições proporcionais, também a nenhuma legenda partidária. A urna eletrônica possui tecla específica que, acionada, registra o voto em branco, embora ele não seja contabilizado para o resultado eleitoral
Votos nulos e brancos interferem no resultado de uma eleição?
No resultado da eleição não, pois os votos nulos ou brancos não são contabilizados para nenhum candidato.
CONCLUSÃO
O voto nulo é a única forma de você demonstrar que não concorda com o atual sistema político. É a única forma de mostrar insatisfação total em relação a tudo e todos que estão sendo apresentados para os eleitores.Mais de 50% dos votos de uma eleição sendo nulos, não anularia a eleição, mas já colocaria o mandato daquele que assume sob suspeita.
Ele assumiria sabendo que mais da metade dos eleitores não apoiam seu governo, e ele teria de arregaçar as mangas para mostrar serviço, sob o risco de ter seu mandato reprovado pelo povo.
O voto nulo é sim, muito importante para marcar uma posição de insatisfação com tudo que temos hoje na política.
Uma pena que a maioria dos eleitores ainda prefiram se deixar enganar por salvadores da pátria das mais variadas cores...
terça-feira, 21 de agosto de 2018
Analisamos o Debate da Rede TV - Segundo Debate para Presidência
O segundo debate de candidatos para o cargo de presidente, foi ao ar pela Rede TV, e contou com um fato inusitado. Os candidatos tiveram medo de um púlpito vazio.
Como o PT preferiu ficar de fora das eleições desse ano, havia um púlpito vazio com o nome de Lula. Constrangidos, os candidatos pediram que o púlpito fosse retirado, por que temiam que o fantasma de Lula os intimidasse.
Fora isso, o debate foi mais do mesmo, ou melhor até mesmo, menos do mesmo.
Henrique Meirelles ( PMDB ) e Geraldo Alckmin ( PSDB ), foram constantemente lembrados de que são os candidatos de Temer ( aquele vice que roubou a cadeira da companheira ). Eles não conseguem se comunicar de forma simpática. São muito duros e sem jogo de cintura.
Jogo de cintura, porém, vem demonstrando Guilherme Boulos ( Psol ). Ele vem demonstrando que o fato de presidir o MST não o envergonha em nada, e mesmo os candidatos tentando relembrar isso não conseguem ferir o candidato.
Cabo Daciolo ( Avante ) esteve menos destacado, falou mais diretamente contra os "50 tons de Temer", apelido que ganharam Meirelles, Alckmin, Marina Silva ( Rede ) e Álvaro Dias ( Podemos ). Boulos, voltou a usar o apelido, inclusive irritando Alckmin.
O destaque negativo ficou pelos lados dos dois que mais prometiam destaque: Ciro Gomes ( PDT ) e Jair Messias ( PSL ).
Os dois trocaram o perfil ofensivo e irônico, pelos elogios e tentando provar que resolveriam a situação de crise do país que os outros foram os criadores.
Álvaro Dias já se tornou irritante com tantos lembretes sobre a Lava-Jato.
O único momento de maior temperatura, foi quando Marina Silva deixou o candidato Jair Messias desconcertado com respostas duras e decisivas.
O candidato Jair, não está acostumado a ser enfrentado de forma direta por mulheres. Ele subestimou Marina e levou um contra-golpe quase fulminante, ficando pelo resto do programa irritado. Marina está sabendo se aproveitar do fato de que os outros candidatos a subestimam pelo fato de ser a única mulher nos debates. Geralmente eles baixam o tom na hora de enfrentar a candidata, porém, ela se mantém agressiva e direta.
A pergunta do jornalista Reinaldo Azevedo também desnorteou Jair, que olhando a cola em suas mãos, não sabia o que responder e gaguejou de forma vergonhosa. A oportunidade foi perdida por Ciro que ao comentar a resposta do adversário, foi educado e não deu o golpe final.
Tanto Ciro quanto Jair escolheram a paz e o amor.
Boulos e Daciolo no fim, se uniram na arena para atacar os demais, o que surpreendeu a todos, pela diferença de ideologia dos dois. Mas a pergunta de Boulos a Daciolo foi a deixa para o cabo atacar os demais. E Boulos concordou com o cabo e ainda atacou mais.
Debate fraco, com poucas ideias.
Há quem diga que o pouco tempo para as respostas atrapalha, porém, estes mesmos não leram uma vírgula dos planos de governo dos candidatos.
Pelo visto o eleitor está esperando por frases feitas e palavrões.
Eleição que segue...
Os próximos debates prometem ser mais francos e abertos, pois talvez Ciro e Jair percebam que o tom mais ameno tem decepcionado o público, e que isso pode fazer com que os eleitores indecisos acabem migrando para Boulos ou Daciolo.
Se Álvaro não mudar o discurso tende a cair, e Marina, se continuar enfrentando os homens de igual para igual, pode conseguir a simpatia de parte do eleitorado indeciso.
Se no primeiro debate, Daciolo roubou a cena, esse segundo foi pontuado por Marina.
Muita água ainda pode rolar debaixo dessa ponte.
Como o PT preferiu ficar de fora das eleições desse ano, havia um púlpito vazio com o nome de Lula. Constrangidos, os candidatos pediram que o púlpito fosse retirado, por que temiam que o fantasma de Lula os intimidasse.
Fora isso, o debate foi mais do mesmo, ou melhor até mesmo, menos do mesmo.
Henrique Meirelles ( PMDB ) e Geraldo Alckmin ( PSDB ), foram constantemente lembrados de que são os candidatos de Temer ( aquele vice que roubou a cadeira da companheira ). Eles não conseguem se comunicar de forma simpática. São muito duros e sem jogo de cintura.
Jogo de cintura, porém, vem demonstrando Guilherme Boulos ( Psol ). Ele vem demonstrando que o fato de presidir o MST não o envergonha em nada, e mesmo os candidatos tentando relembrar isso não conseguem ferir o candidato.
Cabo Daciolo ( Avante ) esteve menos destacado, falou mais diretamente contra os "50 tons de Temer", apelido que ganharam Meirelles, Alckmin, Marina Silva ( Rede ) e Álvaro Dias ( Podemos ). Boulos, voltou a usar o apelido, inclusive irritando Alckmin.
O destaque negativo ficou pelos lados dos dois que mais prometiam destaque: Ciro Gomes ( PDT ) e Jair Messias ( PSL ).
Os dois trocaram o perfil ofensivo e irônico, pelos elogios e tentando provar que resolveriam a situação de crise do país que os outros foram os criadores.
Álvaro Dias já se tornou irritante com tantos lembretes sobre a Lava-Jato.
O único momento de maior temperatura, foi quando Marina Silva deixou o candidato Jair Messias desconcertado com respostas duras e decisivas.
O candidato Jair, não está acostumado a ser enfrentado de forma direta por mulheres. Ele subestimou Marina e levou um contra-golpe quase fulminante, ficando pelo resto do programa irritado. Marina está sabendo se aproveitar do fato de que os outros candidatos a subestimam pelo fato de ser a única mulher nos debates. Geralmente eles baixam o tom na hora de enfrentar a candidata, porém, ela se mantém agressiva e direta.
A pergunta do jornalista Reinaldo Azevedo também desnorteou Jair, que olhando a cola em suas mãos, não sabia o que responder e gaguejou de forma vergonhosa. A oportunidade foi perdida por Ciro que ao comentar a resposta do adversário, foi educado e não deu o golpe final.
Tanto Ciro quanto Jair escolheram a paz e o amor.
Boulos e Daciolo no fim, se uniram na arena para atacar os demais, o que surpreendeu a todos, pela diferença de ideologia dos dois. Mas a pergunta de Boulos a Daciolo foi a deixa para o cabo atacar os demais. E Boulos concordou com o cabo e ainda atacou mais.
Debate fraco, com poucas ideias.
Há quem diga que o pouco tempo para as respostas atrapalha, porém, estes mesmos não leram uma vírgula dos planos de governo dos candidatos.
Pelo visto o eleitor está esperando por frases feitas e palavrões.
Eleição que segue...
Os próximos debates prometem ser mais francos e abertos, pois talvez Ciro e Jair percebam que o tom mais ameno tem decepcionado o público, e que isso pode fazer com que os eleitores indecisos acabem migrando para Boulos ou Daciolo.
Se Álvaro não mudar o discurso tende a cair, e Marina, se continuar enfrentando os homens de igual para igual, pode conseguir a simpatia de parte do eleitorado indeciso.
Se no primeiro debate, Daciolo roubou a cena, esse segundo foi pontuado por Marina.
Muita água ainda pode rolar debaixo dessa ponte.
domingo, 12 de agosto de 2018
Primeiro Debate de 2018 Foi Fraco
O primeiro debate dos presidenciáveis de 2018, foi marcado pela ausência de um candidato do PT.
Isso ocorreu porque o partido assumiu um comportamento de responder a perseguição que a sigla vem sofrendo de forma intransigente. O partido insiste na candidatura do atualmente presidiário Lula. O mais plausível seria lançar um candidato que pudesse ao menos disputarba eleição e que participasse dos debates.
Mas, apesar da ausência do PT o principal advesário, o PSDB não conseguiu assumir o protagonismo da campanha até agora.
Os tucanos mesmo tendo efetuado com sucesso o plano de tirar da disputa o partido que lhe surrou nas últimas 4 eleições, não conseguem alavancar a campanha do ex-governador Geraldo Alckmin.
O que foi visto no primeiro debate, transmitido pela TV Bandeirantes, foi uma grande polarização entre os três candidatos Henrique Meirelles ( PMDB ), Álvaro Dias ( Podemos ), e Geraldo Alckmin ( PSDB ).
A tática evidente deles era isolar Ciro Gomes ( PDT ) e Jair Messias ( PSL ).
Como a regra permitia que quem perguntasse teria o direto de escolher quem responderia, e que cada candidato pudesse ser escolhido 2 vezes em cada rodada, o que se viu foi uma troca de perguntas entre esses três.
Henrique Meirelles se resumiu a contar que participou de todos os governos que já existiram no Brasil, da república para cá. Só não soube explicar as crises que o país enfrentou nesses períodos e nem disse se teve participação nelas.
Os outros candidatos apenas foram acionados algumas vezes. O tão esperado embate entre Ciro e Jair não ocorreu, e quando se encontraram, trocaram elogios velados.
O único momento tenso foi quando o candidato do Psol, Guilherme Boulos fez uma pergunta para Jair sobre caseira que recebe como acessória. Jair acabou confessando que pagava a caseira mas alegou achar normal, e respondeu que Boulos invadia casas. Tudo muito caricato e se relevância.
Outra tentativa de criar polêmica, foi quando uma jornalista desconhecida perguntou sobre aborto e escolheu os candidatos Boulos e Marina Silva ( Rede ). A respostas dos dois, porém foram técnicas e não transmitiram insegurança e nem se baseatam em opiniões pessoais ou de cunho religioso.
As propostas são escassas e osnplanos de governo são voltada a banqueiros e ao mercado. Falou-se muito em juros, mas não se falou em soluções concretas.
Mas não foi só isso!
Muitos não esperavam que o ponto fora da curva seria o semi-desconhecido Cabo Daciolo ( Avante ).
Ele chamou a atenção com falas confusas, teorias de conspiração e denunciando a existência de uma sociedade secreta denominada URSAL.
O público que esperava ansioso material abundante para vídeos e "memes" ficou decepcionado.
O único um momento constrangedor foi quando Jair pediu direito de resposta por não saber que remédios também levam o nome de "drogas". E o apresentador Boechat lhe alertou que os direitos de resposta só eram concedidos em casos de ofensas e não por incapacidade de interpretação do mesmo.
Jair talvez não tenha se alterado mais porque não entendeu também a justificativa de Boechat.
Outro motivo de vergonha foi a insistência de Álvaro Dias em relembrar que convidaria o juiz Sérgio Moro para o ministério da justiça. Uma pena que Moro, mesmo agradecendo a indicação, avisa que em respeito ao seu pai, terá de votar em Alckmin.
Esse foi apenas o primeiro.
Vamos torcer par que nos próximos os candidatos tenham ao menos preparado propostas, em respeito aos eleitores.
Isso ocorreu porque o partido assumiu um comportamento de responder a perseguição que a sigla vem sofrendo de forma intransigente. O partido insiste na candidatura do atualmente presidiário Lula. O mais plausível seria lançar um candidato que pudesse ao menos disputarba eleição e que participasse dos debates.
Mas, apesar da ausência do PT o principal advesário, o PSDB não conseguiu assumir o protagonismo da campanha até agora.
Os tucanos mesmo tendo efetuado com sucesso o plano de tirar da disputa o partido que lhe surrou nas últimas 4 eleições, não conseguem alavancar a campanha do ex-governador Geraldo Alckmin.
O que foi visto no primeiro debate, transmitido pela TV Bandeirantes, foi uma grande polarização entre os três candidatos Henrique Meirelles ( PMDB ), Álvaro Dias ( Podemos ), e Geraldo Alckmin ( PSDB ).
A tática evidente deles era isolar Ciro Gomes ( PDT ) e Jair Messias ( PSL ).
Como a regra permitia que quem perguntasse teria o direto de escolher quem responderia, e que cada candidato pudesse ser escolhido 2 vezes em cada rodada, o que se viu foi uma troca de perguntas entre esses três.
Henrique Meirelles se resumiu a contar que participou de todos os governos que já existiram no Brasil, da república para cá. Só não soube explicar as crises que o país enfrentou nesses períodos e nem disse se teve participação nelas.
Os outros candidatos apenas foram acionados algumas vezes. O tão esperado embate entre Ciro e Jair não ocorreu, e quando se encontraram, trocaram elogios velados.
O único momento tenso foi quando o candidato do Psol, Guilherme Boulos fez uma pergunta para Jair sobre caseira que recebe como acessória. Jair acabou confessando que pagava a caseira mas alegou achar normal, e respondeu que Boulos invadia casas. Tudo muito caricato e se relevância.
Outra tentativa de criar polêmica, foi quando uma jornalista desconhecida perguntou sobre aborto e escolheu os candidatos Boulos e Marina Silva ( Rede ). A respostas dos dois, porém foram técnicas e não transmitiram insegurança e nem se baseatam em opiniões pessoais ou de cunho religioso.
As propostas são escassas e osnplanos de governo são voltada a banqueiros e ao mercado. Falou-se muito em juros, mas não se falou em soluções concretas.
Mas não foi só isso!
Muitos não esperavam que o ponto fora da curva seria o semi-desconhecido Cabo Daciolo ( Avante ).
Ele chamou a atenção com falas confusas, teorias de conspiração e denunciando a existência de uma sociedade secreta denominada URSAL.
O público que esperava ansioso material abundante para vídeos e "memes" ficou decepcionado.
O único um momento constrangedor foi quando Jair pediu direito de resposta por não saber que remédios também levam o nome de "drogas". E o apresentador Boechat lhe alertou que os direitos de resposta só eram concedidos em casos de ofensas e não por incapacidade de interpretação do mesmo.
Jair talvez não tenha se alterado mais porque não entendeu também a justificativa de Boechat.
Outro motivo de vergonha foi a insistência de Álvaro Dias em relembrar que convidaria o juiz Sérgio Moro para o ministério da justiça. Uma pena que Moro, mesmo agradecendo a indicação, avisa que em respeito ao seu pai, terá de votar em Alckmin.
Esse foi apenas o primeiro.
Vamos torcer par que nos próximos os candidatos tenham ao menos preparado propostas, em respeito aos eleitores.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Conheça os Candidatos a Presidência do Brasil em 2018
ÁLVARO DIAS ( PODEMOS )
O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais do Podemos para ser candidato à Presidência da República. A candidatura do parlamentar pelo Paraná foi oficializada em Curitiba, durante convenção nacional do partido. Na primeira fala como candidato, Álvaro Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça, e repetiu a promessa de “refundar a República”.
Ele vai compor a chapa com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES ), Paulo Rabello de Castro, cujo partido, o PSC, havia decidido lançar candidatura própria à Presidência, mas desistiu em favor de uma aliança com o Podemos. Além do PSC, fazem parte da coligação até agora os partidos PTC e PRP.
CABO DACIOLO ( PATRIOTA )
A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice é Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido. Ela é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal.
Daciolo defende mais investimentos em educação e segurança por considerar áreas essenciais para o crescimento do país. Em discurso durante a convenção, Daciolo se posicionou contrário à legalização do aborto e à ideologia de gênero.
CIRO GOMES ( PDT )
O PDT confirmou no dia 20 de julho a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido.
Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba ( SP ), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época. Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula. Tem 60 anos e quatro filhos.
GERALDO ALCKMIN ( PSDB )
Em convenção nacional realizada na capital federal, o PSDB confirmou, nesse sábado (4), a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro. Dos 290 votantes, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia ( PP-RS ) é a vice na chapa.
No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país e recuperar a "dignidade roubada" dos brasileiros. Ele defendeu a reforma política, a diminuição do tamanho do Estado e a simplificação tributária para destravar a economia.
GUILHERME BOULOS ( PSOL )
O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto ( MTST ), Guilherme Boulos, foi lançado no dia 21 de julho como candidato à Presidência da República pelo PSOL, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente.
Boulos destacou que irá defender temas que pertencem aos princípios do partido, como o direito ao aborto e à desmilitarização da polícia.
HENRIQUE MEIRELLES ( PMDB )
O PMDB confirmou, no dia 2 de agosto, o nome de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, como candidato à Presidência da República. O partido informou que Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa.
Henrique Meirelles destacou como prioridades investimentos em infraestrutura, para diminuir as distâncias no país, além de saúde e segurança pública. O presidenciável também prometeu reforçar o Bolsa Família. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as reformas para que o país cresça 4% ao ano.
JOÃO AMOEDO ( NOVO )
João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido Novo durante convenção na capital paulista, no dia 4 de agosto. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato à vice-presidente. Entre as principais propostas de Amoêdo estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança. O presidenciável também é favorável à revisão do Estatuto do Desarmamento. João Amoêdo disse que quer levar renovação à política e mudar o Brasil. O presidenciável defendeu a privatização de empresas estatais.
JOÃO GOULART FILHO ( PPL )
O PPL lançou, no dia 5 de agosto, João Goulart Filho como candidato à Presidência da República. Ele é filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, que teve mandato presidencial, de 1961 a 1964, interrompido pela ditadura militar. É a primeira vez que João Goulart Filho concorre ao cargo.
O candidato a vice é Léo Alves, professor da Universidade Católica de Brasília. Algumas propostas do candidato são a redução drástica dos juros da dívida pública para dar condições ao Estado de investir no desenvolvimento social, o resgate da soberania, o controle das remessas de lucros das empresas estrangeiras e a revisão do conceito de segurança nacional.
JOSÉ MARIA EYMAEL ( DC )
O partido Democracia Cristã ( DC ) confirmou, no dia 28 de julho, durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.
Na área econômica, as diretrizes gerais de governo do DC incluem política macroeconômica orientada para diminuição do custo do crédito ao setor produtivo, apoio e incentivo ao turismo e a valorização do agronegócio com ações de governo específicas, que ainda não foram divulgadas, e apoio aos pequenos e médios produtores rurais.
MARINA SILVA ( REDE )
A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade confirmou, por aclamação, no dia 4 de agosto, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico sanitarista, Eduardo Jorge, do Partido Verde ( PV ), também foi apresentado oficialmente no encontro.
A presidenciável prometeu uma campanha limpa, sem notícias falsas e sem destruir biografias. Se comprometeu com as reformas da Previdência, tributária e política, que acabe com a reeleição e incentive candidaturas independentes. Se eleita, Marina também disse que pretende fazer uma revisão dos “pontos draconianos” da reforma trabalhista que, segundo ela, seriam feitas a partir de um diálogo com o Congresso.
VERA LÚCIA ( PSTU )
Em convenção nacional, o PSTU oficializou, no dia 20 de julho, a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista.
O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial, nem alianças nas eleições estaduais.
FERNANDO HADDAD ( PT )
O PT anunciou, nas últimas horas do domingo (5), prazo final para a realização de convenções, que Fernando Haddad será inscrito como vice na chapa encabeçada pelo presidiário Luiz Inácio Lula da Silva na disputa ao Palácio do Planalto de 2018. Com o ex-presidente preso, condenado em segunda instância e na mira da Lei da Ficha Limpa, algo que poderá tirá-lo da disputa entre os meses de agosto e setembro, o PT vai para a eleição com um plano de contingência. O partido fechou um acordo com o PCdoB, que desistiu de lançar Manuela D’Ávila candidata à Presidência e vai apoiar o PT. Ela virou uma espécie de segunda vice. Se Lula for mesmo cassado, Haddad assumirá a candidatura presidencial e Manuela se tornará sua vice. A troca de candidatos pode ocorrer até 20 dias antes da votação do primeiro turno, marcada para 7 de outubro.
ANTONIO HAMILTON MARTINS MOURÃO ( PRTB )
Antonio Hamilton Martins Mourão, é um ex-general do exército brasileiro.
No dia 11 de dezembro de 2017, o presidente Michel Temer determinou sua exoneração, ato que foi em seguida cancelado, sendo transferido para a reserva no dia 28 de fevereiro de 2018. Em 5 de agosto de 2018, foi anunciado como candidato a presidente da República, na chapa encabeçada pelo deputado Jair Bolsonaro.
Mourão em seu primeiro pronunciamento como candidato disse, que o Brasil "a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos"
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Pior que os Candidatos Estão os Eleitores
CAMPANHA DEPRIMENTE
A grande maioria dos brasileiros está seguindo a última moda: analisar as performances dos pré-candidatos à presidência da república no programa de TV "Roda Viva".
Mas não se iluda! Os eleitores não estão prestando realmente à atenção ao que é perguntado e ao que é respondido. Talvez nem mesmo tenham realmente assistido ao programa.
O que eles simplesmente fazem, é compartilhar em suas redes sociais vídeos com trechos das entrevistas, editados por páginas ligadas aos próprios candidatos ou aos adversários.
Os eleitores nem mesmo formam nenhuma opinião sobre o que foi dito no programa, pois os próprios candidatos já formularam as opiniões favoráveis ou contrárias que devem ser espalhadas. Cabe ao eleitor, como bom "jumento bem adestrado", espalhar o que seu candidato quer.
Estes vídeos são editados no pior estilo "youtuber", com direito a óculos escuros na cara daquele que "mitou", com direito a imbecilidades no lugar da descrição, como: "fulano humilha sicrano", ou "fulano cala jornalista".
Quando a intenção do vídeo é ridicularizar um adversário, as edições seguem o mesmo nível de qualidade, geralmente mostrando pedaços cortados de frases, seguidas de crianças gargalhando, na clara intenção de "mitar" ou "lacrar", em cima do candidato que supostamente disse tal asneira.
Claro, devemos lembrar que essa idiotice, não parte apenas dos eleitores, pois afinal, eles apenas reproduzem o conteúdo que está nas páginas de grupos ligados aos próprios candidatos.
O QUE PODEMOS CONCLUIR?
Duas conclusões podem ser formuladas através desse comportamento:
1 - A primeira, é a de que no fundo os candidatos não possuem um programa de governo de verdade. A saída então é o projeto do candidato, adversário, seja através de vídeos, ou entrevistas regadas de frases de efeito, piadas de mal-gosto e estatísticas tiradas do fundo de suas cartolas.
2 - A segunda conclusão( e essa é a mais preocupante ), é que no fundo, todos esses candidatos menosprezam o eleitor, a ponto de considerá-lo realmente como um "jumento bem adestrado".
Isso se evidencia até mesmo no comportamento da imprensa.
Citemos aqui dois casos em particular: Ciro Gomes ( PDT, ex-PROS, ex-PSB, ex-PPS, ex-PSDB, ex-PMDB, ex-PDS ) e Jair Bolsonaro ( PSL, ex-PSC, ex-PP, ex-PFL, ex-PTB, ex-PPB, ex-PPR, ex-PP, ex-PDC ).
Quem observa tudo com um olhar neutro, já deve ter percebido que estes dois candidatos geralmente são questionados pela imprensa, sobre os mais variados temas que não tem a mínima importância.
Tanto Ciro, quanto Bolsonaro são alvos de perguntas sobre gays, ex-esposas, e Cuba ou Venezuela, como se os dois não tivessem sequer um plano de governo, que alias, não devem ter mesmo, ou já teriam apresentado.
Quem assistiu ( assistiu mesmo, não pelos vídeos editados de Facebook ), os programas do Roda Viva com os candidatos Manela D'ávila ( PC do B ) e Geraldo Alckmin ( PSDB ), deve ter notado a diferença do tratamento dado aos dois. Enquanto Manuela era constantemente interrompida pelos entrevistadores, que a todo o tempo discordavam de tudo que ela falava, com o tucano, o que se viu foi um mini-discurso do candidato, pontuado com algumas observações elogiosas e respeitosas dos entrevistadores.
Com Ciro, as entrevista são mais sobre polêmicas inúteis com MBL, e com Bolsonaro até mesmo sobre a vida de JESUS CRISTO ( último Roda Viva ), que inclusive foi taxado de refugiado.
Resumindo, o eleitor não é apresentado a um projeto de país, mas sim, a polêmicas descabidas como se na verdade o povo fosse escolher um ganhador de algum tipo de realit show sinistro.
O QUE REALMENTE PREOCUPA
O que realmente preocupa é o fato de que entre as poucas propostas apresentadas, todas apontam para um governo voltado a atender interesses de empresários, grandes ruralistas, e investidores internacionais.
A única diferença básica entre eles, é que a maioria fala disso de forma velada, mas Jair Bolsonaro ( até mesmo por ser dotado de inteligência pitoresca ) fala abertamente.
Bolsonaro chegou a falar que o povo precisa escolher entre emprego e direitos, que o trabalhador rural não pode folgar sábados e domingos sob risco de prejudicar o fazendeiro, e que os empresários enfrentam muita burocracia para poderem enriquecer.
Não que os outros candidatos tenham uma plataforma voltada aos interesses das classes mais pobres, mas eles não são tão "pitorescos" a ponto de deixarem escapar esse tipo de declaração.
E o deprimente, é que a grande maioria da população, mesmo sendo pobre e assalariada, concorda com o "fato criado" de que as empresas estão prejudicadas por um número enorme de vagabundos que não trabalham e nem estudam.
Há quem defenda o fim de direitos básicos para que "vagabundos" sejam obrigados a trabalhar de verdade.
Sempre que alguém declara abertamente esse tipo de pensamento, ele se exclui dessa análise, considerando um "homem perfeito". E chega mesmo a crer que seu patrão lhe dará um salário maior, quando tiverem sidos retirados os direitos de seus companheiros "vagabundos" de empresa.
Outra diferença básica entre Bolsonaro e os outros, é a questão da segurança pública. Enquanto os outros tendem a minimizar esse debate, Bolsonaro usa como carro chefe de sua campanha.
Mesmo ele tendo ideias descabidas sobre esse problema, verdade seja dita, ele é o único que tem coragem de dizer como vai ao menos tentar resolver esse problema, você concordando ou não com ele.
Neste caso, ninguém explica que as policias militares estão subordinadas aos governos de seus estados, e portanto um presidente não tem o poder de "mandar o policial matar", nem mesmo bandidos.
Outra coisa a ser explicada, é que ao "liberar armas" para a população se defender, não se explica que nem toda situação que ocorre pode ser enquadrada em legítima defesa.
Mas de nada adianta tentar explicar aqui, sobre isso, pois se você é contra Bolsonaro, vai discordar dele mesmo que ele tenha boa intenção, e se você é um de seus seguidores, tentará de todo modo fazer crer que qualquer morte será aceita como legítima defesa.
Então empataremos eternamente.
CONCLUSÃO FINAL
A conclusão final disso tudo, é que após as eleições de outubro de 2018, independente de quem seja eleito, a realidade é bem simples: os ricos continuarão ficando cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres.
Com o agravante de que mudanças estruturais na relação empregador-empregado podem se tornar mais cômodas para os patrões, com a concordância dos empregados. Basta uma simples vasculhada na Internet, e você verá a grande maioria apoiando os fins dos direitos trabalhistas que "fecham vagas de trabalho".
É a legalização do "trabalho análogo à escravidão", sendo apoiado pelo próprio escravo, para a salvação de seus sofridos patrões.
Anote se quiser e me cobre depois: quem ganhar, não fará diferença nenhuma, pois será marionete do "mercado".
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Lula Pesque e Solte, Um Fim de Semana dos Mais Bestas
Mandaram soltar e prender o Lula duas vezes só neste domingo, dia 8 de julho de 2018.
Um verdadeiro pesque e solte às avessas, no país da eliminação da copa do mundo!
As decisões do tal desembargador Rogério Fraveto e de outros, apenas demonstra o desespero de dois grupos que estão vendo o processo eleitoral se encaminhar para suas derrotas.
De um lado, o PT, que insiste na candidatura de Lula à presidência da república. Do outro o grupo que promoveu o impeachment, liderados por caciques do PSDB.
O simples fato de o juiz Moro mesmo de férias ter se manifestado em tempo real sobre o caso, confirma tudo isso que você leu acima.
O grande problema, é:
O PT não tem um nome forte capaz de substituir Lula na campanha presidencial, por isso o desespero da sigla em conseguir coloca-lo no páreo.
Do outro lado, o PSDB e seus aliados de "golpe", depois que assumiram o país, não conseguiram realizar uma mísera coisinha que prestasse. O ( des )governo do PSDB, apoiado na marionete Temer, fez o país andar para trás uns 100 anos. E eles agora descobriram que seu candidato à presidência não chega a 10% das Intenções de voto.
No meio dessa luta, o DEM, a noivinha submissa preferida do PSDB, já flerta com Ciro Gomes, que é rejeitado pelo PT, apenas pelo fato de ser candidato, ao invés de se ajoelhar aos pés de Lula.
A conclusão é de que tanto PSDB, como PT e DEM, só pensam em si mesmos.
O fato de o PT, já até mesmo utilizar páginas como a do Brasil247 para atacar Ciro demonstra isso.
Enquanto a Revista Veja, a preferida do PSDB, sempre tem em suas páginas críticas a Lula, Bolsonaro, Ciro, Marina, mas quando se trata de candidatos do PSDB, ela fala em Dória, demonstrando o desmonte em que anda a sigla.
Tanto o PT, quanto o PSDB, já estão vendo as eleições se dirigindo para uma disputa entre Marina Silva, Ciro e Bolsonaro. E mesmo que Moro faça de tudo para ajudar o PSDB, mantendo Lula preso, e mesmo que outros juristas tentem ajudar o PT, tentando soltar Lula, nem PT nem PSDB estarão no segundo turno.
E o PMDB?
Quem quer fazer aliança com adúltero que se elege com um e apronta para governar com outro?
Pelos lados do PSDB, a coisa é ainda pior. Se enquanto no PT, a fidelidade a Lula é indiscutível, na sigla tucana a história é outra.
A sigla está com Aécio fora do páreo, e com Alckmin perdendo o apoio de FHC que prefere Dória. E como se isso já não fosse o bastante, o DEM está querendo pular fora do barco à deriva. Ainda tem de ver a musa do impeachment, Janaína Paschoal, se oferecendo para ser vice de Bolsonaro. Ela pelo visto quer fazer durar um pouco mais seus 15 minutos de sucesso.
As expectativas são de uma campanha eleitoral pobre, e sem ideias para o país.
Veremos Ciro Gomes tentando desvincular sua imagem do PT.
Veremos o PT tentando provar que tudo não passou de um golpe.
Veremos o PSDB tentando mostrar que o golpe foi bom para o país.
Veremos a Marina Silva, depois de 4 anos sem termos notícias dela.
Veremos Bolsonaro se borrando de medo do perigoso comunismo.
Veremos Temer ou Henrique Meirelles virando piada ao tentarem lançar suas candidaturas.
Ainda teremos o dono da Riachuelo, Flávio Rocha ao lado do seu exército de bebezinhos mimados do MBL e o Arthur mamãe obrei, tentando mostrar as belezas do "liberalismo conservador"( ? ).
Quem sabe um ou outro louco das frentes de libertação dos trabalhadores através das revoluções socialistas e operárias do PSTU ou PCdoB, tentando fazer você virar soviético?
Ou a Luciana Genro e o Fidelix Mário Bross, discutindo sobre órgãos excretores.
Depois não me culpem por apoiar aqui a candidatura daquele que nunca fez mal ao país:
O VOTO NULO!
Um verdadeiro pesque e solte às avessas, no país da eliminação da copa do mundo!
As decisões do tal desembargador Rogério Fraveto e de outros, apenas demonstra o desespero de dois grupos que estão vendo o processo eleitoral se encaminhar para suas derrotas.
De um lado, o PT, que insiste na candidatura de Lula à presidência da república. Do outro o grupo que promoveu o impeachment, liderados por caciques do PSDB.
O simples fato de o juiz Moro mesmo de férias ter se manifestado em tempo real sobre o caso, confirma tudo isso que você leu acima.
O grande problema, é:
O PT não tem um nome forte capaz de substituir Lula na campanha presidencial, por isso o desespero da sigla em conseguir coloca-lo no páreo.
Do outro lado, o PSDB e seus aliados de "golpe", depois que assumiram o país, não conseguiram realizar uma mísera coisinha que prestasse. O ( des )governo do PSDB, apoiado na marionete Temer, fez o país andar para trás uns 100 anos. E eles agora descobriram que seu candidato à presidência não chega a 10% das Intenções de voto.
No meio dessa luta, o DEM, a noivinha submissa preferida do PSDB, já flerta com Ciro Gomes, que é rejeitado pelo PT, apenas pelo fato de ser candidato, ao invés de se ajoelhar aos pés de Lula.
A conclusão é de que tanto PSDB, como PT e DEM, só pensam em si mesmos.
O fato de o PT, já até mesmo utilizar páginas como a do Brasil247 para atacar Ciro demonstra isso.
Enquanto a Revista Veja, a preferida do PSDB, sempre tem em suas páginas críticas a Lula, Bolsonaro, Ciro, Marina, mas quando se trata de candidatos do PSDB, ela fala em Dória, demonstrando o desmonte em que anda a sigla.
Tanto o PT, quanto o PSDB, já estão vendo as eleições se dirigindo para uma disputa entre Marina Silva, Ciro e Bolsonaro. E mesmo que Moro faça de tudo para ajudar o PSDB, mantendo Lula preso, e mesmo que outros juristas tentem ajudar o PT, tentando soltar Lula, nem PT nem PSDB estarão no segundo turno.
E o PMDB?
Quem quer fazer aliança com adúltero que se elege com um e apronta para governar com outro?
Pelos lados do PSDB, a coisa é ainda pior. Se enquanto no PT, a fidelidade a Lula é indiscutível, na sigla tucana a história é outra.
A sigla está com Aécio fora do páreo, e com Alckmin perdendo o apoio de FHC que prefere Dória. E como se isso já não fosse o bastante, o DEM está querendo pular fora do barco à deriva. Ainda tem de ver a musa do impeachment, Janaína Paschoal, se oferecendo para ser vice de Bolsonaro. Ela pelo visto quer fazer durar um pouco mais seus 15 minutos de sucesso.
As expectativas são de uma campanha eleitoral pobre, e sem ideias para o país.
Veremos Ciro Gomes tentando desvincular sua imagem do PT.
Veremos o PT tentando provar que tudo não passou de um golpe.
Veremos o PSDB tentando mostrar que o golpe foi bom para o país.
Veremos a Marina Silva, depois de 4 anos sem termos notícias dela.
Veremos Bolsonaro se borrando de medo do perigoso comunismo.
Veremos Temer ou Henrique Meirelles virando piada ao tentarem lançar suas candidaturas.
Ainda teremos o dono da Riachuelo, Flávio Rocha ao lado do seu exército de bebezinhos mimados do MBL e o Arthur mamãe obrei, tentando mostrar as belezas do "liberalismo conservador"( ? ).
Quem sabe um ou outro louco das frentes de libertação dos trabalhadores através das revoluções socialistas e operárias do PSTU ou PCdoB, tentando fazer você virar soviético?
Ou a Luciana Genro e o Fidelix Mário Bross, discutindo sobre órgãos excretores.
Depois não me culpem por apoiar aqui a candidatura daquele que nunca fez mal ao país:
O VOTO NULO!
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