Ausente no segundo debate consecutivo, o governador Reinaldo Azambuja
( PSDB ) virou alvo de críticas dos concorrentes ao governo do estado na
noite desta segunda-feira (17) em Dourados, a 233 km de Campo Grande.
Nem mesmo o candidato a vice na
chapa de Azambuja, o ex-prefeito Murilo Zauith ( DEM ), escapou das
críticas por não comparecer ao debate nem mesmo para acompanhar como expectador.
O
candidato do PSOL lembrou que Murilo, mesmo morando em Dourados, não
foi ao local.
“Mora longe", brincou Marcelo Bluma ( PV ). A residência de
Murilo Zauith fica a menos de mil metros do local do debate, em área
nobre da cidade.
Como atual presidente da Assembleia, Junior Mochi ( PMDB )foi apontado como aliado do atual governo e
acusado de esconder seu partido, o PMDB.
“Ele é do PMDB, ele não fala, mas
ele é do PMDB”, afirmou João Alfredo ( PSOL ), emendando que os recursos
estaduais são mal administrados e “tudo passa pelo Legislativo, passa
meu Mochi”.
Marcelo Bluma
emendou: “Mochi esconde o PMDB, mas é companheirão do Marun. É feio
esconder na campanha e depois sai companheiro do armário”.
Fora tudo isso, o debate teve poucas propostas e ainda contou ( ou não contou ) com o desprezo do atual governador que tenta a reeleição.
Quem poderá dizer se a tática de fugir dos debates será positiva ou não será o eleitor, não é mesmo?
terça-feira, 18 de setembro de 2018
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Bolsonaro Pode Cair No Mesmo Erro do PT
Não é nenhuma novidade, que campanhas eleitorais, em sua grande maioria, são sempre marcadas mais pelos absurdos do que pelas propostas dos candidatos ao cargo que é concorrido.
Nesses últimos anos, onde a Internet se tornou a protagonista dos processos eleitorais, superando até mesmo a TV, é possível ver alguns absurdos, que a Justiça Eleitoral pode não considerar crime, mas que chegam a enojar as pessoas mais ponderadas.
Um dos últimos casos, foi o ataque a uma página de Facebook chamada de "Mulheres Unidas Contra o Bolsonaro".
O fato de haver uma página de apoio a um candidato, não interfere de forma considerada criminosa pela Justiça Eleitoral, no processo eleitoral. E a existência de uma página contra uma candidatura, também não é considerado crime.
A não ser é caso que a página seja usada para disseminar calúnia, injúria ou discurso de ódio, etc.
A um sem número de páginas contra o PT ( Partido dos Trabalhadores ), por exemplo, que diariamente compartilha conteúdo sobre as prisões e as acusações criminais contra integrantes do partido. E fora as idiotices sobre "Ursal", tudo isso é muito normal, afinal, é compartilhado conteúdo amplamente já publicado por mídias jornalísticas de grande circulação.
O fato de uma página contra o candidato Jair Messias existir, publicando vídeos onde ele mesmo dá declarações "exóticas", ou debatendo se ele foi ou não idiota ao declarar tais bizarrices, deveria ser considerado também normal dentro desse processo comum.
E o fato de apoiadores menos honestos do candidato ( que alertamos desde já, NÃO TENHAM LIGAÇÃO DIRETA COM O MESMO ), atacarem a página, hackeando dados dos administradores e tentando modificar a página, mesmo sendo um ato criminoso, também é um ato previsível, e que deveria ser resolvido pelas autoridades competentes.
O que deixa uma certa revolta não é o fato de grupos apoiadores ou contra candidatos se atacarem mutuamente, muitas das vezes ultrapassando limites do tolerável. Mas sim, o fato de o filho do candidato, além de apoiar tal crime, ainda tente justificar o procedimento.
Lamentável que Eduardo Nantes, deputado federal candidato a reeleição pelo PSL, não tenha tido vergonha de publicar em suas redes sociais mentiras sobre o ataque.
Eduardo que é filho de Jair, deveria ter no mínimo condenado tal ato, pois afinal foi um crime. E o histórico discurso da família sempre foi de punição exemplar contra criminosos.
Porém, o que lamentavelmente se vê, é que no caso de o crime beneficiar a família, o discurso é outro.
Jair é líder nas pesquisas de intenção de voto, porém, pode estar caindo no mesmo erro do PT.
Qual?
Ora, o PT, acostumado com as seguidas vitórias, passou a desprezar parte do eleitorado que para ele não lhe servia por discordar de alguns de seus ideais.
O resultado foi o impeachment de sua presidente, e a atual rejeição a sigla.
Para Jair, qualquer eleitor que questione um ou outro ponto de seu projeto de governo, automaticamente já é taxado de "esquerdisto comunisto".
Os eleitores do Jair, se acostumaram a ofender e humilhar os eleitores dos outros candidatos, taxando-os todos de "pitistas".
Um eventual segundo turno pode ser decidido não pelos melhores planos de governo ou pelas melhores propostas.
Mas sim, pela rejeição ao candidato que acha que todos os eleitores dos demais candidatos não devem ter direito a um mínimo de respeito.
E o simples fato de existir uma página que causa tanto desconforto na base de Jair, a ponto de ser atacada, demonstra que essa atitude pode custar um preço muito caro lá na frente.
Ou alguém mais próximo ao candidato lhe abre os olhos, ou ele amargará uma derrota no segundo turno, não para um candidato melhor, mas para o eleitorado menosprezado e humilhado.
Os mesmos que se sentiram abandonados ou traídos pelo PT, e não o querem mais, mas não querem saber de PMDB ou PSDB, podem se cansar de serem ofendidos e humilhados e acabarem votando para alguém mais "cavalheiro", mesmo que todos os planos de governo sejam bem parecidos.
Mas, se conselho fosse bom, não se dava, se vendia.
Nesses últimos anos, onde a Internet se tornou a protagonista dos processos eleitorais, superando até mesmo a TV, é possível ver alguns absurdos, que a Justiça Eleitoral pode não considerar crime, mas que chegam a enojar as pessoas mais ponderadas.
Um dos últimos casos, foi o ataque a uma página de Facebook chamada de "Mulheres Unidas Contra o Bolsonaro".
O fato de haver uma página de apoio a um candidato, não interfere de forma considerada criminosa pela Justiça Eleitoral, no processo eleitoral. E a existência de uma página contra uma candidatura, também não é considerado crime.
A não ser é caso que a página seja usada para disseminar calúnia, injúria ou discurso de ódio, etc.
A um sem número de páginas contra o PT ( Partido dos Trabalhadores ), por exemplo, que diariamente compartilha conteúdo sobre as prisões e as acusações criminais contra integrantes do partido. E fora as idiotices sobre "Ursal", tudo isso é muito normal, afinal, é compartilhado conteúdo amplamente já publicado por mídias jornalísticas de grande circulação.
O fato de uma página contra o candidato Jair Messias existir, publicando vídeos onde ele mesmo dá declarações "exóticas", ou debatendo se ele foi ou não idiota ao declarar tais bizarrices, deveria ser considerado também normal dentro desse processo comum.
E o fato de apoiadores menos honestos do candidato ( que alertamos desde já, NÃO TENHAM LIGAÇÃO DIRETA COM O MESMO ), atacarem a página, hackeando dados dos administradores e tentando modificar a página, mesmo sendo um ato criminoso, também é um ato previsível, e que deveria ser resolvido pelas autoridades competentes.
O que deixa uma certa revolta não é o fato de grupos apoiadores ou contra candidatos se atacarem mutuamente, muitas das vezes ultrapassando limites do tolerável. Mas sim, o fato de o filho do candidato, além de apoiar tal crime, ainda tente justificar o procedimento.
Lamentável que Eduardo Nantes, deputado federal candidato a reeleição pelo PSL, não tenha tido vergonha de publicar em suas redes sociais mentiras sobre o ataque.
Eduardo que é filho de Jair, deveria ter no mínimo condenado tal ato, pois afinal foi um crime. E o histórico discurso da família sempre foi de punição exemplar contra criminosos.
Porém, o que lamentavelmente se vê, é que no caso de o crime beneficiar a família, o discurso é outro.
Jair é líder nas pesquisas de intenção de voto, porém, pode estar caindo no mesmo erro do PT.
Qual?
Ora, o PT, acostumado com as seguidas vitórias, passou a desprezar parte do eleitorado que para ele não lhe servia por discordar de alguns de seus ideais.
O resultado foi o impeachment de sua presidente, e a atual rejeição a sigla.
Para Jair, qualquer eleitor que questione um ou outro ponto de seu projeto de governo, automaticamente já é taxado de "esquerdisto comunisto".
Os eleitores do Jair, se acostumaram a ofender e humilhar os eleitores dos outros candidatos, taxando-os todos de "pitistas".
Um eventual segundo turno pode ser decidido não pelos melhores planos de governo ou pelas melhores propostas.
Mas sim, pela rejeição ao candidato que acha que todos os eleitores dos demais candidatos não devem ter direito a um mínimo de respeito.
E o simples fato de existir uma página que causa tanto desconforto na base de Jair, a ponto de ser atacada, demonstra que essa atitude pode custar um preço muito caro lá na frente.
Ou alguém mais próximo ao candidato lhe abre os olhos, ou ele amargará uma derrota no segundo turno, não para um candidato melhor, mas para o eleitorado menosprezado e humilhado.
Os mesmos que se sentiram abandonados ou traídos pelo PT, e não o querem mais, mas não querem saber de PMDB ou PSDB, podem se cansar de serem ofendidos e humilhados e acabarem votando para alguém mais "cavalheiro", mesmo que todos os planos de governo sejam bem parecidos.
Mas, se conselho fosse bom, não se dava, se vendia.
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
Projeto de Ciro já Existe para Outros Seguimentos, Mas Não é Motivo de Piada...
A Câmara dos Deputados aprovou nesta
terça-feira, dia 4, a medida provisória que permite a renegociação de
dívidas rurais de agricultores familiares. O texto segue agora para o
Senado.
A MP deve custar aos cofres públicos R$ 2,5 bilhões, segundo
cálculos do senador Fernando Bezerra Coelho ( PMDB ), relator da MP na
comissão especial.
Inicialmente, quando editou a MP, o
governo previa gastar R$ 1,6 bilhão com a renegociação de dívidas rurais
apenas para produtores familiares do Norte e Nordeste. No entanto, o
relator estendeu as condições a outras regiões.
Por se tratar de MP, a renegociação
já está em vigor desde a publicação no Diário Oficial, mas precisa da
aprovação do Congresso para virar uma lei em definitivo.
O texto aprovado na Câmara manteve a possibilidade de renegociação de dívidas de agricultores familiares
das regiões Norte e Nordeste com descontos de até 95%.
Esse abatimento
será compensado pelo Tesouro aos bancos públicos que são credores dessas
dívidas – sobretudo o Banco do Brasil. Esse era o alcance da medida
defendido pelo governo quando enviou a Medida Provisória ( MP ) 842.
Não estamos aqui, fazendo campanha a favor de Ciro Gomes, só não queremos que os projetos voltados ao povo virem motivo de piada, enquanto outros voltados aos poderosos, são esperança de mudanças para o futuro.
E se, há outro projeto de qualquer candidato que não tenha sido bem esclarecido, tentaremos aqui, mostrar o que o candidato está tentando propor, mas não consegue explicar.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
A Única Solução é a Desobediência Civil
Desobediência civil é um tipo de manifestação legalmente aceita contra o
regime imposto por um governo opressor, quando um grupo de cidadãos se recusa a obedecer determinadas leis, em forma de protesto, por considera-las imorais ou injustas.
O conceito da Desobediência Civil foi definido pelo estadunidense Henry David Thoreau (1817 – 1862), um poeta, naturalista, historiador, filósofo e ativista que ficou conhecido por lutar contra a cobrança abusiva de impostos pelo governo americano com o objetivo de financiar a guerra contra o México, durante as primeiras décadas do século XIX. Thoreau expôs a sua filosofia sobre a desobediência civil num ensaio homônimo publicado inicialmente em 1849.
Ao contrário da desobediência comum, que visa acabar com a ordem e a harmonia social ( um ato criminoso ), a desobediência civil possui um caráter de inovação, ou seja, não de destruir o governo, mas melhora-lo de acordo com as reais necessidades do povo.
Para que um ato de desobediência seja interpretado como um protesto político, este precisa ter como base argumentos que sustentam uma justificativa em prol da ética e moral. Por norma, existem três circunstâncias que favorecem a desobediência civil: a aplicação de uma lei injusta, uma lei ilegítima ( deferida por quem não possui o direito de legislar ), e uma lei inválida ( de cunho inconstitucional ).
De acordo com o principio da civilidade democrática, os cidadãos têm o dever moral de seguir as leis, mas os legisladores ( o governo ) também possuem o dever de criar leis justas, ou seja, que sigam a constituição e os princípios dos direitos civis e sociais.
Atualmente, no âmbito jurídico, a desobediência civil faz parte do chamado Direito de Resistência dos cidadãos, assim como o Direito de Greve e o Direito de Revolução, que servem para garantir a proteção da soberania do povo, caso esta seja ameaçada por um regime opressor.
No Brasil, com a lista de candidatos que se apresentam não só para a presidência como para governar os estados e ocupar vagas na câmara federal e no senado, a única solução seria o uso do direito de desobediência civil.
Isto passaria por medidas que o próprio povo adotaria. Como por exemplo, no caso do alistamento militar obrigatório, nenhum cidadão que completasse a idade para o alistamento, se apresentasse ao serviço.
Ou ninguém se inscrevesse em concursos públicos federais, estaduais ou municipais.
Parar imediatamente o pagamento de taxas e impostos de qualquer natureza.
E que no dia da eleição, ninguém fosse as urnas.
Os governantes teriam de, ou ser substituídos por ordem da justiça, ou o país entraria em um processo de revolução.
Essa seria a solução imediata mais simples, que o povo poderia adotar.
Porém, um fator muito importante se coloca contra essa única saída lógica para o país: o sentimento de "Fla-flu eleitoral" que se abate sobre o povo.
As pessoas não se importam de verdade com o país e seus problemas. O que importa é ao fim poder gritar a plenos pulmões: Meu candidato ganhou do seu!
Para aqueles que sonham com uma "intervenção militar constitucional", essa seria a única saída.
E para aqueles que querem o "fim do golpe", idem.
Porém, nós não temos aqui a intenção de incentivar nenhuma pessoa a desobedecer nada, apenas aconselhamos a não obedecer.
O conceito da Desobediência Civil foi definido pelo estadunidense Henry David Thoreau (1817 – 1862), um poeta, naturalista, historiador, filósofo e ativista que ficou conhecido por lutar contra a cobrança abusiva de impostos pelo governo americano com o objetivo de financiar a guerra contra o México, durante as primeiras décadas do século XIX. Thoreau expôs a sua filosofia sobre a desobediência civil num ensaio homônimo publicado inicialmente em 1849.
Ao contrário da desobediência comum, que visa acabar com a ordem e a harmonia social ( um ato criminoso ), a desobediência civil possui um caráter de inovação, ou seja, não de destruir o governo, mas melhora-lo de acordo com as reais necessidades do povo.
Para que um ato de desobediência seja interpretado como um protesto político, este precisa ter como base argumentos que sustentam uma justificativa em prol da ética e moral. Por norma, existem três circunstâncias que favorecem a desobediência civil: a aplicação de uma lei injusta, uma lei ilegítima ( deferida por quem não possui o direito de legislar ), e uma lei inválida ( de cunho inconstitucional ).
De acordo com o principio da civilidade democrática, os cidadãos têm o dever moral de seguir as leis, mas os legisladores ( o governo ) também possuem o dever de criar leis justas, ou seja, que sigam a constituição e os princípios dos direitos civis e sociais.
Atualmente, no âmbito jurídico, a desobediência civil faz parte do chamado Direito de Resistência dos cidadãos, assim como o Direito de Greve e o Direito de Revolução, que servem para garantir a proteção da soberania do povo, caso esta seja ameaçada por um regime opressor.
No Brasil, com a lista de candidatos que se apresentam não só para a presidência como para governar os estados e ocupar vagas na câmara federal e no senado, a única solução seria o uso do direito de desobediência civil.
Isto passaria por medidas que o próprio povo adotaria. Como por exemplo, no caso do alistamento militar obrigatório, nenhum cidadão que completasse a idade para o alistamento, se apresentasse ao serviço.
Ou ninguém se inscrevesse em concursos públicos federais, estaduais ou municipais.
Parar imediatamente o pagamento de taxas e impostos de qualquer natureza.
E que no dia da eleição, ninguém fosse as urnas.
Os governantes teriam de, ou ser substituídos por ordem da justiça, ou o país entraria em um processo de revolução.
Essa seria a solução imediata mais simples, que o povo poderia adotar.
Porém, um fator muito importante se coloca contra essa única saída lógica para o país: o sentimento de "Fla-flu eleitoral" que se abate sobre o povo.
As pessoas não se importam de verdade com o país e seus problemas. O que importa é ao fim poder gritar a plenos pulmões: Meu candidato ganhou do seu!
Para aqueles que sonham com uma "intervenção militar constitucional", essa seria a única saída.
E para aqueles que querem o "fim do golpe", idem.
Porém, nós não temos aqui a intenção de incentivar nenhuma pessoa a desobedecer nada, apenas aconselhamos a não obedecer.
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
A Importância do Voto Nulo
Muitas mentiras foram contadas nos últimos anos sobre o voto nulo.
As duas maiores, são a de que "os votos nulos e brancos vão para o candidato que está ganhando", e a de que "voto nulo anula eleição que tem de ser realizada com candidatos diferentes".
Duas grandes mentiras contadas por muita gente, que acaba tirando o real valor e importância do voto nulo.
Antes de continuar, devemos esclarecer as diferenças existentes entre votos brancos, nulos e válidos.
De acordo com a Constituição Federal e com a Lei das Eleições, são válidos somente os votos nominais e os de legenda.
Nas eleições realizadas antes da Constituição vigente (1988) não vigorava o princípio da maioria absoluta de votos válidos, como é hoje previsto. Esse princípio determina a exclusão expressa dos votos brancos e nulos para os cargos de Prefeito, Governador, Presidente e respectivos Vices.
Até as eleições de 1998, antes da vigência da atual Lei das Eleições (1997), os votos brancos fizeram parte dos cálculos eleitorais para definição das eleições proporcionais (Vereadores, Deputados Estaduais/Distritais e Deputados Federais), o que atualmente também não mais ocorre.
É o voto que não pode ser contado para efeito
de resultado eleitoral em razão de algum vício na manifestação da
vontade do eleitor ou alguma dúvida sobre ela.
Isso é reconhecido pela urna eletrônica nas seguintes situações:
Votos dados a candidatos que não obtiveram o deferimento do registro de sua candidatura, embora seus nomes constassem na urna eletrônica;
Votos dados a candidatos que não obtiveram o deferimento do registro de sua candidatura, cujos nomes não constavam na urna eletrônica;
Votos dados a candidatos inexistentes e cujos números iniciais representativos da legenda partidária são também inexistentes;
O segundo voto (dos dois necessariamente dados a candidatos diferentes nestas eleições para senador) dado ao mesmo candidato a senador.
É o voto que não pode ser contado para efeito de resultado eleitoral por não ter sido endereçado a qualquer candidato ou, no caso das eleições proporcionais, também a nenhuma legenda partidária. A urna eletrônica possui tecla específica que, acionada, registra o voto em branco, embora ele não seja contabilizado para o resultado eleitoral
Mais de 50% dos votos de uma eleição sendo nulos, não anularia a eleição, mas já colocaria o mandato daquele que assume sob suspeita.
Ele assumiria sabendo que mais da metade dos eleitores não apoiam seu governo, e ele teria de arregaçar as mangas para mostrar serviço, sob o risco de ter seu mandato reprovado pelo povo.
O voto nulo é sim, muito importante para marcar uma posição de insatisfação com tudo que temos hoje na política.
As duas maiores, são a de que "os votos nulos e brancos vão para o candidato que está ganhando", e a de que "voto nulo anula eleição que tem de ser realizada com candidatos diferentes".
Duas grandes mentiras contadas por muita gente, que acaba tirando o real valor e importância do voto nulo.
Antes de continuar, devemos esclarecer as diferenças existentes entre votos brancos, nulos e válidos.
O que são votos válidos?
De acordo com a Constituição Federal e com a Lei das Eleições, são válidos somente os votos nominais e os de legenda.
Nas eleições realizadas antes da Constituição vigente (1988) não vigorava o princípio da maioria absoluta de votos válidos, como é hoje previsto. Esse princípio determina a exclusão expressa dos votos brancos e nulos para os cargos de Prefeito, Governador, Presidente e respectivos Vices.
Até as eleições de 1998, antes da vigência da atual Lei das Eleições (1997), os votos brancos fizeram parte dos cálculos eleitorais para definição das eleições proporcionais (Vereadores, Deputados Estaduais/Distritais e Deputados Federais), o que atualmente também não mais ocorre.
O que é voto nulo?
Isso é reconhecido pela urna eletrônica nas seguintes situações:
Votos dados a candidatos que não obtiveram o deferimento do registro de sua candidatura, embora seus nomes constassem na urna eletrônica;
Votos dados a candidatos que não obtiveram o deferimento do registro de sua candidatura, cujos nomes não constavam na urna eletrônica;
Votos dados a candidatos inexistentes e cujos números iniciais representativos da legenda partidária são também inexistentes;
O segundo voto (dos dois necessariamente dados a candidatos diferentes nestas eleições para senador) dado ao mesmo candidato a senador.
O que é voto branco?
É o voto que não pode ser contado para efeito de resultado eleitoral por não ter sido endereçado a qualquer candidato ou, no caso das eleições proporcionais, também a nenhuma legenda partidária. A urna eletrônica possui tecla específica que, acionada, registra o voto em branco, embora ele não seja contabilizado para o resultado eleitoral
Votos nulos e brancos interferem no resultado de uma eleição?
No resultado da eleição não, pois os votos nulos ou brancos não são contabilizados para nenhum candidato.
CONCLUSÃO
O voto nulo é a única forma de você demonstrar que não concorda com o atual sistema político. É a única forma de mostrar insatisfação total em relação a tudo e todos que estão sendo apresentados para os eleitores.Mais de 50% dos votos de uma eleição sendo nulos, não anularia a eleição, mas já colocaria o mandato daquele que assume sob suspeita.
Ele assumiria sabendo que mais da metade dos eleitores não apoiam seu governo, e ele teria de arregaçar as mangas para mostrar serviço, sob o risco de ter seu mandato reprovado pelo povo.
O voto nulo é sim, muito importante para marcar uma posição de insatisfação com tudo que temos hoje na política.
Uma pena que a maioria dos eleitores ainda prefiram se deixar enganar por salvadores da pátria das mais variadas cores...
terça-feira, 21 de agosto de 2018
Analisamos o Debate da Rede TV - Segundo Debate para Presidência
O segundo debate de candidatos para o cargo de presidente, foi ao ar pela Rede TV, e contou com um fato inusitado. Os candidatos tiveram medo de um púlpito vazio.
Como o PT preferiu ficar de fora das eleições desse ano, havia um púlpito vazio com o nome de Lula. Constrangidos, os candidatos pediram que o púlpito fosse retirado, por que temiam que o fantasma de Lula os intimidasse.
Fora isso, o debate foi mais do mesmo, ou melhor até mesmo, menos do mesmo.
Henrique Meirelles ( PMDB ) e Geraldo Alckmin ( PSDB ), foram constantemente lembrados de que são os candidatos de Temer ( aquele vice que roubou a cadeira da companheira ). Eles não conseguem se comunicar de forma simpática. São muito duros e sem jogo de cintura.
Jogo de cintura, porém, vem demonstrando Guilherme Boulos ( Psol ). Ele vem demonstrando que o fato de presidir o MST não o envergonha em nada, e mesmo os candidatos tentando relembrar isso não conseguem ferir o candidato.
Cabo Daciolo ( Avante ) esteve menos destacado, falou mais diretamente contra os "50 tons de Temer", apelido que ganharam Meirelles, Alckmin, Marina Silva ( Rede ) e Álvaro Dias ( Podemos ). Boulos, voltou a usar o apelido, inclusive irritando Alckmin.
O destaque negativo ficou pelos lados dos dois que mais prometiam destaque: Ciro Gomes ( PDT ) e Jair Messias ( PSL ).
Os dois trocaram o perfil ofensivo e irônico, pelos elogios e tentando provar que resolveriam a situação de crise do país que os outros foram os criadores.
Álvaro Dias já se tornou irritante com tantos lembretes sobre a Lava-Jato.
O único momento de maior temperatura, foi quando Marina Silva deixou o candidato Jair Messias desconcertado com respostas duras e decisivas.
O candidato Jair, não está acostumado a ser enfrentado de forma direta por mulheres. Ele subestimou Marina e levou um contra-golpe quase fulminante, ficando pelo resto do programa irritado. Marina está sabendo se aproveitar do fato de que os outros candidatos a subestimam pelo fato de ser a única mulher nos debates. Geralmente eles baixam o tom na hora de enfrentar a candidata, porém, ela se mantém agressiva e direta.
A pergunta do jornalista Reinaldo Azevedo também desnorteou Jair, que olhando a cola em suas mãos, não sabia o que responder e gaguejou de forma vergonhosa. A oportunidade foi perdida por Ciro que ao comentar a resposta do adversário, foi educado e não deu o golpe final.
Tanto Ciro quanto Jair escolheram a paz e o amor.
Boulos e Daciolo no fim, se uniram na arena para atacar os demais, o que surpreendeu a todos, pela diferença de ideologia dos dois. Mas a pergunta de Boulos a Daciolo foi a deixa para o cabo atacar os demais. E Boulos concordou com o cabo e ainda atacou mais.
Debate fraco, com poucas ideias.
Há quem diga que o pouco tempo para as respostas atrapalha, porém, estes mesmos não leram uma vírgula dos planos de governo dos candidatos.
Pelo visto o eleitor está esperando por frases feitas e palavrões.
Eleição que segue...
Os próximos debates prometem ser mais francos e abertos, pois talvez Ciro e Jair percebam que o tom mais ameno tem decepcionado o público, e que isso pode fazer com que os eleitores indecisos acabem migrando para Boulos ou Daciolo.
Se Álvaro não mudar o discurso tende a cair, e Marina, se continuar enfrentando os homens de igual para igual, pode conseguir a simpatia de parte do eleitorado indeciso.
Se no primeiro debate, Daciolo roubou a cena, esse segundo foi pontuado por Marina.
Muita água ainda pode rolar debaixo dessa ponte.
Como o PT preferiu ficar de fora das eleições desse ano, havia um púlpito vazio com o nome de Lula. Constrangidos, os candidatos pediram que o púlpito fosse retirado, por que temiam que o fantasma de Lula os intimidasse.
Fora isso, o debate foi mais do mesmo, ou melhor até mesmo, menos do mesmo.
Henrique Meirelles ( PMDB ) e Geraldo Alckmin ( PSDB ), foram constantemente lembrados de que são os candidatos de Temer ( aquele vice que roubou a cadeira da companheira ). Eles não conseguem se comunicar de forma simpática. São muito duros e sem jogo de cintura.
Jogo de cintura, porém, vem demonstrando Guilherme Boulos ( Psol ). Ele vem demonstrando que o fato de presidir o MST não o envergonha em nada, e mesmo os candidatos tentando relembrar isso não conseguem ferir o candidato.
Cabo Daciolo ( Avante ) esteve menos destacado, falou mais diretamente contra os "50 tons de Temer", apelido que ganharam Meirelles, Alckmin, Marina Silva ( Rede ) e Álvaro Dias ( Podemos ). Boulos, voltou a usar o apelido, inclusive irritando Alckmin.
O destaque negativo ficou pelos lados dos dois que mais prometiam destaque: Ciro Gomes ( PDT ) e Jair Messias ( PSL ).
Os dois trocaram o perfil ofensivo e irônico, pelos elogios e tentando provar que resolveriam a situação de crise do país que os outros foram os criadores.
Álvaro Dias já se tornou irritante com tantos lembretes sobre a Lava-Jato.
O único momento de maior temperatura, foi quando Marina Silva deixou o candidato Jair Messias desconcertado com respostas duras e decisivas.
O candidato Jair, não está acostumado a ser enfrentado de forma direta por mulheres. Ele subestimou Marina e levou um contra-golpe quase fulminante, ficando pelo resto do programa irritado. Marina está sabendo se aproveitar do fato de que os outros candidatos a subestimam pelo fato de ser a única mulher nos debates. Geralmente eles baixam o tom na hora de enfrentar a candidata, porém, ela se mantém agressiva e direta.
A pergunta do jornalista Reinaldo Azevedo também desnorteou Jair, que olhando a cola em suas mãos, não sabia o que responder e gaguejou de forma vergonhosa. A oportunidade foi perdida por Ciro que ao comentar a resposta do adversário, foi educado e não deu o golpe final.
Tanto Ciro quanto Jair escolheram a paz e o amor.
Boulos e Daciolo no fim, se uniram na arena para atacar os demais, o que surpreendeu a todos, pela diferença de ideologia dos dois. Mas a pergunta de Boulos a Daciolo foi a deixa para o cabo atacar os demais. E Boulos concordou com o cabo e ainda atacou mais.
Debate fraco, com poucas ideias.
Há quem diga que o pouco tempo para as respostas atrapalha, porém, estes mesmos não leram uma vírgula dos planos de governo dos candidatos.
Pelo visto o eleitor está esperando por frases feitas e palavrões.
Eleição que segue...
Os próximos debates prometem ser mais francos e abertos, pois talvez Ciro e Jair percebam que o tom mais ameno tem decepcionado o público, e que isso pode fazer com que os eleitores indecisos acabem migrando para Boulos ou Daciolo.
Se Álvaro não mudar o discurso tende a cair, e Marina, se continuar enfrentando os homens de igual para igual, pode conseguir a simpatia de parte do eleitorado indeciso.
Se no primeiro debate, Daciolo roubou a cena, esse segundo foi pontuado por Marina.
Muita água ainda pode rolar debaixo dessa ponte.
domingo, 12 de agosto de 2018
Primeiro Debate de 2018 Foi Fraco
O primeiro debate dos presidenciáveis de 2018, foi marcado pela ausência de um candidato do PT.
Isso ocorreu porque o partido assumiu um comportamento de responder a perseguição que a sigla vem sofrendo de forma intransigente. O partido insiste na candidatura do atualmente presidiário Lula. O mais plausível seria lançar um candidato que pudesse ao menos disputarba eleição e que participasse dos debates.
Mas, apesar da ausência do PT o principal advesário, o PSDB não conseguiu assumir o protagonismo da campanha até agora.
Os tucanos mesmo tendo efetuado com sucesso o plano de tirar da disputa o partido que lhe surrou nas últimas 4 eleições, não conseguem alavancar a campanha do ex-governador Geraldo Alckmin.
O que foi visto no primeiro debate, transmitido pela TV Bandeirantes, foi uma grande polarização entre os três candidatos Henrique Meirelles ( PMDB ), Álvaro Dias ( Podemos ), e Geraldo Alckmin ( PSDB ).
A tática evidente deles era isolar Ciro Gomes ( PDT ) e Jair Messias ( PSL ).
Como a regra permitia que quem perguntasse teria o direto de escolher quem responderia, e que cada candidato pudesse ser escolhido 2 vezes em cada rodada, o que se viu foi uma troca de perguntas entre esses três.
Henrique Meirelles se resumiu a contar que participou de todos os governos que já existiram no Brasil, da república para cá. Só não soube explicar as crises que o país enfrentou nesses períodos e nem disse se teve participação nelas.
Os outros candidatos apenas foram acionados algumas vezes. O tão esperado embate entre Ciro e Jair não ocorreu, e quando se encontraram, trocaram elogios velados.
O único momento tenso foi quando o candidato do Psol, Guilherme Boulos fez uma pergunta para Jair sobre caseira que recebe como acessória. Jair acabou confessando que pagava a caseira mas alegou achar normal, e respondeu que Boulos invadia casas. Tudo muito caricato e se relevância.
Outra tentativa de criar polêmica, foi quando uma jornalista desconhecida perguntou sobre aborto e escolheu os candidatos Boulos e Marina Silva ( Rede ). A respostas dos dois, porém foram técnicas e não transmitiram insegurança e nem se baseatam em opiniões pessoais ou de cunho religioso.
As propostas são escassas e osnplanos de governo são voltada a banqueiros e ao mercado. Falou-se muito em juros, mas não se falou em soluções concretas.
Mas não foi só isso!
Muitos não esperavam que o ponto fora da curva seria o semi-desconhecido Cabo Daciolo ( Avante ).
Ele chamou a atenção com falas confusas, teorias de conspiração e denunciando a existência de uma sociedade secreta denominada URSAL.
O público que esperava ansioso material abundante para vídeos e "memes" ficou decepcionado.
O único um momento constrangedor foi quando Jair pediu direito de resposta por não saber que remédios também levam o nome de "drogas". E o apresentador Boechat lhe alertou que os direitos de resposta só eram concedidos em casos de ofensas e não por incapacidade de interpretação do mesmo.
Jair talvez não tenha se alterado mais porque não entendeu também a justificativa de Boechat.
Outro motivo de vergonha foi a insistência de Álvaro Dias em relembrar que convidaria o juiz Sérgio Moro para o ministério da justiça. Uma pena que Moro, mesmo agradecendo a indicação, avisa que em respeito ao seu pai, terá de votar em Alckmin.
Esse foi apenas o primeiro.
Vamos torcer par que nos próximos os candidatos tenham ao menos preparado propostas, em respeito aos eleitores.
Isso ocorreu porque o partido assumiu um comportamento de responder a perseguição que a sigla vem sofrendo de forma intransigente. O partido insiste na candidatura do atualmente presidiário Lula. O mais plausível seria lançar um candidato que pudesse ao menos disputarba eleição e que participasse dos debates.
Mas, apesar da ausência do PT o principal advesário, o PSDB não conseguiu assumir o protagonismo da campanha até agora.
Os tucanos mesmo tendo efetuado com sucesso o plano de tirar da disputa o partido que lhe surrou nas últimas 4 eleições, não conseguem alavancar a campanha do ex-governador Geraldo Alckmin.
O que foi visto no primeiro debate, transmitido pela TV Bandeirantes, foi uma grande polarização entre os três candidatos Henrique Meirelles ( PMDB ), Álvaro Dias ( Podemos ), e Geraldo Alckmin ( PSDB ).
A tática evidente deles era isolar Ciro Gomes ( PDT ) e Jair Messias ( PSL ).
Como a regra permitia que quem perguntasse teria o direto de escolher quem responderia, e que cada candidato pudesse ser escolhido 2 vezes em cada rodada, o que se viu foi uma troca de perguntas entre esses três.
Henrique Meirelles se resumiu a contar que participou de todos os governos que já existiram no Brasil, da república para cá. Só não soube explicar as crises que o país enfrentou nesses períodos e nem disse se teve participação nelas.
Os outros candidatos apenas foram acionados algumas vezes. O tão esperado embate entre Ciro e Jair não ocorreu, e quando se encontraram, trocaram elogios velados.
O único momento tenso foi quando o candidato do Psol, Guilherme Boulos fez uma pergunta para Jair sobre caseira que recebe como acessória. Jair acabou confessando que pagava a caseira mas alegou achar normal, e respondeu que Boulos invadia casas. Tudo muito caricato e se relevância.
Outra tentativa de criar polêmica, foi quando uma jornalista desconhecida perguntou sobre aborto e escolheu os candidatos Boulos e Marina Silva ( Rede ). A respostas dos dois, porém foram técnicas e não transmitiram insegurança e nem se baseatam em opiniões pessoais ou de cunho religioso.
As propostas são escassas e osnplanos de governo são voltada a banqueiros e ao mercado. Falou-se muito em juros, mas não se falou em soluções concretas.
Mas não foi só isso!
Muitos não esperavam que o ponto fora da curva seria o semi-desconhecido Cabo Daciolo ( Avante ).
Ele chamou a atenção com falas confusas, teorias de conspiração e denunciando a existência de uma sociedade secreta denominada URSAL.
O público que esperava ansioso material abundante para vídeos e "memes" ficou decepcionado.
O único um momento constrangedor foi quando Jair pediu direito de resposta por não saber que remédios também levam o nome de "drogas". E o apresentador Boechat lhe alertou que os direitos de resposta só eram concedidos em casos de ofensas e não por incapacidade de interpretação do mesmo.
Jair talvez não tenha se alterado mais porque não entendeu também a justificativa de Boechat.
Outro motivo de vergonha foi a insistência de Álvaro Dias em relembrar que convidaria o juiz Sérgio Moro para o ministério da justiça. Uma pena que Moro, mesmo agradecendo a indicação, avisa que em respeito ao seu pai, terá de votar em Alckmin.
Esse foi apenas o primeiro.
Vamos torcer par que nos próximos os candidatos tenham ao menos preparado propostas, em respeito aos eleitores.
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