![]() |
| Foto: Midiamax |
![]() |
| Foto: Midiamax |
![]() |
| Bolsonaro e seu "brienfing" com embaixadores |
Até agora, eu podia chamar o presidente Jair Bolsonaro de criminoso (devido aos seguidos crimes de responsabilidade cometidos impunemente), de mentiroso contumaz e de outros tantos termos nada elogiosos.
Mas a partir de agora, posso incluir no rol de adjetivos relativos a ele o termo traidor.
Bolsonaro não se satisfez apenas em ter de contar uma dúzia de mentiras por dia, e nem de destilar ódio por tudo que existe no mundo, que não seja ele mesmo.
Além de ser um covarde incompetente que entregou o país nas mãos de Arthur Lira, Rodrigo Pacheco e Ciro Nogueira, para sobreviver no cargo apesar de todos os crimes, Bolsonaro também sofre de arremedos de grandeza. Quer ser um ditador.
O pior disso tudo, é que ele realmente acredita que tenha capacidade de ser um ditador. Patologicamente, só pode ser doente, no pior sentido da palavra que você queira usar mesmo. Ele sequer tem a capacidade de decorar um versículo bíblico ou um ditado popular. Também é raro ver Bolsonaro conseguir completar uma frase que faça sentido, ou que não contenha sérios erros de gramática.
Mas desta vez, o staff do presidente, igualmente incompetente e pronto para bajular o seu “mito”, deixou que ele cometesse talvez o crime mais flagrante desde o início de seu mandato: o de alta traição (ferindo tanto a Lei 1.802 de janeiro de 1953 quanto a Lei 1.079 de abril de 1950).
Este, e os demais crimes cometidos pelo presidente , são passíveis de impeachment. Porém, existem algumas condições que impedem que isso aconteça. Primeiro, não há tempo. O processo de impedimento de um presidente é longo. Só o afastamento do cargo para os trabalhos do Congresso seria de 6 meses. Portanto, ele sairia de seu mandato antes da votação do impeachment, anulando inclusive a votação pois esta perderia o objeto. Não há como tomar um cargo que não existe mais.
A segunda condição, é que a PGR teria de indiciar o presidente por crime, e isso jamais vai ocorrer, pois o procurador geral Augusto Aras, já se mostrou procrastinador o suficiente para que se perca por ele qualquer resquício de respeito. Aras esquece que sua prevaricação pode ser muito ruim para ele mesmo em um futuro não tão distante.
Portanto, não há chance de impeachment. Mas não significa que o que Bolsonaro cometeu ficará impune. Além de crime de responsabilidade, ele cometeu crime comum. Crime que não pode ser punido agora, mas que não prescreve. E que poderá ser cobrado após o fim de seu mandato.
Mas afinal, qual foi o crime de traição cometido por Bolsonaro?
Na segunda-feira (18), ele usou o Palácio da Alvorada e a estrutura do governo para organizar uma reunião com embaixadores de diversos países, no intuito de previamente justificar um golpe de estado que planeja dar no país. Aproveitou para atacar o candidato Luis Inácio Lula da Silva, os ministros Edson Fachim, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.
Bolsonaro apresentou aos embaixadores as mesmas mentiras já totalmente desmoralizadas em outras ocasiões. Deixou claro que seu papel é evitar que as eleições ocorram.
Ao seu lado estavam presentes os ministros: Carlos França (Relações Exteriores, Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Ciro Nogueira (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral) e Augusto Heleno (GSI).
Todos estes deveriam ser devidamente responsabilizados pelo crime de traição, em semelhança ao presidente.
Que Luís Eduardo Ramos e Augusto Heleno estivessem ali, é algo aceitável, pois são explicitamente meros golpistas reacionários, que não servem e nada ao país, a não ser ter ideias imbecis e ganhar salários que ultrapassam a casa dos cem mil reais mensais.
Porém, a presença de Ciro Nogueira, representante do “centrão político”, significa que também o Congresso apoia Bolsonaro em sua escalada golpista. O silêncio complacente do presidente da Câmara, Arthur Lira, é outro sinal de que a classe política apoia o golpe.
Há silêncio do mercado financeiro, e de instituições como Fiespe, Febraban e outros.
Todos acreditam que caso Bolsonaro assuma seu lugar como o ditador do regime militar do Brasil, serão beneficiados. A história nos deixa centenas de exemplos que comprovam que eles estão completamente errados. Ninguém se beneficia de um golpe antidemocrático, a não ser o próprio ditador. E em certos casos, nem mesmo este está totalmente seguro contra golpes dentro do golpe (que frequentemente ocorrem). O provável destino destes congressistas, em caso de um regime totalitário seria a perda dos direitos políticos e a possível estadia em algum presídio. Até mesmo os que não estão na estrutura do estado correm risco de acabar sendo encarcerados ao prazer do futuro ditador.
Bolsonaro fareja a derrota. E age de forma desesperada. Ao fim da fatídica palestra, esperou aplausos da plateia. Afinal, quem não aplaudira uma mente tão iluminada?
Os aplausos vieram, mas após quase um minuto de espera e silêncio constrangedor onde Bolsonaro perdeu a ação. Seu olhar perdido me deu vergonha. Não tive pena, pois ele é muito mais impiedoso do que eu. Somente vergonha.
Bolsonaro sabe que a cadeia o espera. Assim que terminar o mandato, a justiça não poderá deixar impune seu comportamento de marginal. A não ser em caso de uma anistia moderna.
E pasmem, se o golpe não prosperar, e Lula ou outro qualquer vencer Bolsonaro nas urnas, tenho sérias desconfianças que Bolsonaro passará fezes nas paredes do Palácio da Alvorada antes de entregar ao seu sucessor.
Pode parecer exagero, mas a patologia e a falta de caráter de Bolsonaro avalizam minha desconfiança.
Em 2009, Thamiris Marques ingressou na Universidade de Brasília (UnB) pelo sistema de cotas. Aos 18 anos, ela foi a primeira da família a frequentar uma universidade pública. Pioneira entre as universidades federais, a UnB já contava com ações afirmativas antes mesmo da Lei de Cotas, que completa dez anos em 2022. A própria norma prevê sua revisão neste ano, o que reacendeu o debate sobre o tema e promete mobilizar o Congresso. O ponto que gera maior controvérsia é o teor racial da reserva de parte das vagas, ou seja, a garantia de cadeiras para alunos negros e indígenas.
A Lei de Cotas ( Lei 12.711, de 2012) prevê que 50% das vagas em universidades e institutos federais sejam direcionadas para pessoas que estudaram em escolas públicas. Desse total, metade é destinada à população com renda familiar de até 1,5 salário mínimo per capita. A distribuição das vagas da cota racial e deficiência é feita de acordo com a proporção de indígenas, negros, pardos e pessoas com deficiência da unidade da Federação onde está situada a universidade ou instituto federal, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Thamiris, que sempre estudou em escola pública, já tinha tentado vestibular antes, sem sucesso. Decidiu, então, concorrer a uma vaga pelas cotas no curso de serviço social, conquistada com um recurso após ser reprovada em entrevista para confirmar sua afrodescendência. Ela conta que não tinha a mesma consciência racial de hoje, o que pode ter pesado em suas respostas e em sua inicial desclassificação. Mas Thamiris não desistiu e, após escrever um texto sobre suas origens e vivências, garantiu a vaga.
De acordo com a hoje assistente social, entrar e concluir a formação superior foi uma vitória de toda a sua família e representou o rompimento de um histórico de acesso limitado à educação. Ela, que se formou em 2014, afirma que serviu de exemplo para outros familiares e pessoas do seu convívio. Para Thamiris, a política de cotas ampliou a diversidade nas universidades públicas e se consolidou como um instrumento de reparação.
— Ao abrir as portas e mostrar possibilidades de um futuro diferente, a Lei de Cotas mudou não apenas a minha vida, mas a de uma família inteira. As cotas me deram a oportunidade de ter acesso a esse conhecimento, a essa educação e a outro mundo. Pude romper com um ciclo que vinha desde a minha avó, que não teve acesso a educação, e minha mãe, que nem chegou a concluir o ensino médio. Hoje, sou uma pessoa formada e isso, na minha família, serviu de exemplo para mostrar para outras pessoas que é possível. Defendo a continuidade da política de cotas como forma de reparação histórica para a população negra — disse Thamiris.
Assim como Thamiris Marques, milhares de jovens que antes não viam a possibilidade de cursar o ensino superior passaram, com as cotas, a reivindicar e ocupar espaços nas universidades e institutos federais. De acordo com a pesquisa "Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil", do IBGE, o número de matrículas de estudantes pretos e pardos nas universidades e faculdades públicas no Brasil ultrapassou pela primeira vez o de brancos em 2018, totalizando 50,3% dos estudantes do ensino superior da rede pública. Apesar de maioria, esse grupo permanecia sub-representado já que correspondia a 55,8% da população brasileira.
Já o Censo da Educação Superior 2019, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontava que brancos ainda eram maioria somando universidades públicas e privadas: 42,6%. Pardos somavam 31,1%; pretos, 7,1%; amarelos, 1,7%; e indígenas, 0,7%. A raça/cor de 16% era desconhecida.
A mudança no perfil nas universidades brasileiras com as cotas também fica evidente com dados de um levantamento da Agência Senado em três das maiores universidades brasileiras.
Estandarte do sistema de cotas, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi a pioneira na adoção da política afirmativa no país. Desde o vestibular de 2003, parte das vagas é destinada a alunos autodeclarados negros e pardos e estudantes da rede pública de ensino, com base na situação socioeconômica dos candidatos. De acordo com informações apuradas pela reportagem, 3.056 estudantes ingressaram via sistema de cotas no primeiro vestibular da Uerj. Em 2020, a universidade contava com 7.553 alunos cotistas vinculados.
Também do Rio de Janeiro, a UFRJ registrou um aumento significativo de estudantes negros (pretos e pardos) desde a adoção das cotas no processo seletivo de 2011. De acordo com a Pró-Reitoria de Graduação da UFRJ, o percentual de estudantes declarados negros (pretos e pardos) era pouco superior a 20% antes da adoção das cotas e, atualmente, gira em torno de 35%.
Precursora entre as federais, a UnB aprovou a política afirmativa em 2003, mas a regra começou a valer no ano seguinte. Atualmente, o total de vagas reservadas para pretos, pardos e indígenas nos processos seletivos da instituição, considerada a adoção de todas as políticas vigentes, corresponde a um terço do total (33,5%). Em 2012, quando a Lei das Cotas foi sancionada, 10.680 estudantes pretos e pardos — de um total de 41.767 — estudavam na instituição. Hoje, somam 15.574 estudantes de um total de 42.929.
A redução das alíquotas de ICMS dos combustíveis, proposta por Jair Bolsonaro, em projeto aprovado pela Câmara, implode o princípio federativo de autonomia dos estados e traz graves danos à saúde, à educação e aos gastos de pessoal no serviço público - três rubricas vinculadas à receita corrente líquida.
Texto por Paulo-Roberto Andel
Reparem bem nos escroques. Mas só nos escroques.
Os que riam com os memes de Dilma de pernas abertas e que gargalhavam com a prisão de Lula. Tinham certeza absoluta dos crimes que, posteriormente, foram desmentidos um a um.
Alguns nem perceberam que cavaram a própria sepultura moral e profissional. Vibravam com o golpe de Temer e foram varridos pela crise econômica bem anterior à pandemia. Muitos tentam arrotar caviar mas contam moedas agora.
"A reforma trabalhista vai gerar mais empregos".
"A reforma da Previdência vai gerar mais empregos".
O que gerou a fratura no fêmur do Brasil?
Eram tão escroques que gastaram meses e meses escrevendo aqui diariamente pela morte do comunismo, do PT, de Lula, de Dilma, mas agora sumiram.
O escândalo das vacinas congelou os teclados dos notebooks e iPhones.
Essa imundície vinda de Paulo Guedes (mera redundância) é acompanhada de silêncio sepulcral pelo exército anticorrupção de 2016.
"O Eduardo Cunha é meu bandido predileto".
Já tinham exibido o moralismo de ocasião quando o mar de lama de Aécio Neves se abriu. Fizeram cara de paisagem, assim como estão fazendo agora.
Mas não se iludam. A conta vem. Ela virá quando seus filhos e netos souberem que, por cólera primitiva, os pais e avós chegaram a ponto de defender um nazista como símbolo do Brasil. São muitas fotos, muitos prints.
"Eu quero meu Brasil de volta".
Cem milhões de brasileiros não sabem se vão conseguir comer amanhã. Cinquenta milhões trabalham mais de dez horas por dia para ter menos que um salário mínimo. Nunca as capitais tiveram tanta população de rua.
Não se esqueçam dos escroques. Eles apoiaram o golpe, eles apoiaram e apóiam o Esgoto, eles vão apoiar qualquer um que possa dilapidar o que restou do Brasil.
São tão cínicos que dizem ter votado no Amoêdo, que é uma versão arrumada do Esgoto de Brasília. Acham que enganam alguém.
Reparem bem nos escroques. Eles são muito previsíveis.
"Sou contra a polarização".
"Há vida inteligente além de Lula e o Esgoto de Brasília".
"Direita e esquerda são conceitos ultrapassados".
MENTIROSOS DE MERDA. Sempre votam contra o interesse popular, mesmo que isso signifique alinhamento com um miliciano.
Aí está um facínora no Ministério da Economia. Onde estão os cavaleiros anticorrupção?
Em silêncio escroque de conveniência, o mesmo silêncio que ajudou a matar 600 mil brasileiros de covid e outros 1,2 milhão de fome, de doenças decorrentes da fome.
Os escroques mentem o tempo inteiro sobre a luta contra o comunismo.
O Brasil nunca foi comunista.
Se tivesse sido por uma mísera semana, nenhum dos escroques estaria vivo para mentir e distorcer.
@pauloandel ( clique )
Paulo-Roberto Andel é escritor com várias obras publicadas, bacharel em estatística radialista e blogueiro.
Vejo no O Globo desse domingo que Bolsonaro conta com a atuação da PF para tirar o foco da atuação da chamada CPI da Covid no Senado.
A ação da PF se daria através de ações espetaculosas contra governadores e prefeitos oposicionistas, ofuscando as investigações da CPI que baterão às portas do Palácio do Planalto.
A se confirmar essa notícia, teremos oficialmente a milicialização da PF, fato que já acomete boa parte das tropas das PM's pelo Brasil.
O uso da PF como guarda pretoriana, fora do seu papel constitucional de organismo de Estado, seria a 187° razão para que se processe pedido de impedimento de Bolsonaro. Existem outros 186 engavetados desde a época de Rodrigo Maia.
Fato é que Bolsonaro começou a sentir o hálito quente e azêdo do Congresso. O preço cobrado pelos rufiões do legislativo é alto e mais alto fica quanto maior fica a fervura.
Mas nesse preço nunca haverá 'conversa' para cometerem suicídio político.
Ao sentirem a aproximação do abismo, serão os primeiros a recuar e se posicionar para empurrar os ex-aliados.
Bolsonaro está acuado. Todo animal acuado apela ao extinto de sobrevivência.
Mas precisará de aliados, dispostos a matar e morrer pelo Messias.
Assistiremos a discursos messiânicos, falas e bravatas direcionadas aos seus fanáticos e milicianos.
Tudo que ele quer é que algum "inimigo" morda a isca.
Owerlack Lins Júnior
Taynã Naves é natural de Goiânia e desde a infância está radicado em Mato Grosso do Sul, casado, possui um filho e em 2011, fixou residência em Coxim.