quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Ciça

Se eu for morrer de amor, que seja no samba…

A Viradouro deu “All-in” na escolha do enredo e particularmente eu subestimei essa aposta. E me surpreendi com a plástica e emoção na avenida.

O primeiro enredo vivo a defender o seu quesito: Ciça!

Homenagear uma personalidade em vida já é legal, exercendo o seu ofício então é um xeque mate emocional. E foi.

Da desconfiança ao clamor popular, a Viradouro soube contar uma história de cinquenta anos de trajetória em oitenta minutos.

Ciça não é um enredo diferente, é um enredo acessível, livro aberto, simpático e do povo. Um profissional que sempre procurou fazer algo diferente, nunca se escondeu em zona de conforto e nunca perdeu a sua essência.

Ciça, Viradouro e a história no Estácio produziram um dos momentos de maior glória de todos os tempos dos desfiles de escola de samba no Rio de Janeiro. Ser testemunha disso me enche de luz o coração.

A cereja do bolo com um final de desfile apoteótico, simplesmente a bateria em cima do carro alegórico, paradinha, ritmistas ajoelhados reverenciando o mestre e a Sapucaí em lágrimas de emoção.

O que a agremiação fez hoje não está explícito para todos. Fez história: para quem veio antes, para quem chega agora e para a geração que ainda não nasceu.

Obrigado Caveira! 💀

TEXTO DE:
Thiago Muniz


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