domingo, 18 de abril de 2021

CPI do Covid Pode Ser Decisiva Para Planos do Governo

 

Vejo no O Globo desse domingo que Bolsonaro conta com a atuação da PF para tirar o foco da atuação da chamada CPI da Covid no Senado.


A ação da PF se daria através de ações espetaculosas contra governadores e prefeitos oposicionistas, ofuscando as investigações da CPI que baterão às portas do Palácio do Planalto.


A se confirmar essa notícia, teremos oficialmente a milicialização da PF, fato que já acomete boa parte das tropas das PM's pelo Brasil.


O uso da PF como guarda pretoriana, fora do seu papel constitucional de organismo de Estado, seria a 187° razão para que se processe pedido de impedimento de Bolsonaro. Existem outros 186 engavetados desde a época de Rodrigo Maia.


Fato é que Bolsonaro começou a sentir o hálito quente e azêdo do Congresso. O preço cobrado pelos rufiões do legislativo é alto e mais alto fica quanto maior fica a fervura.


Mas nesse preço nunca haverá 'conversa' para cometerem suicídio político.


Ao sentirem a aproximação do abismo, serão os primeiros a recuar e se posicionar para empurrar os ex-aliados.


Bolsonaro está acuado. Todo animal acuado apela ao extinto de sobrevivência.

Mas precisará de aliados, dispostos a matar e morrer pelo Messias.


Assistiremos a discursos messiânicos, falas e bravatas direcionadas aos seus fanáticos e milicianos.


Tudo que ele quer é que algum "inimigo" morda a isca.


Owerlack Lins Júnior

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Com Pesquisa Científica na Europa, Taynã Naves Concorre à Direção do CPCX

 

Taynã Naves é natural de Goiânia e desde a infância está radicado em Mato Grosso do Sul, casado, possui um filho e  em 2011, fixou residência em Coxim.

Atualmente com 37 anos de idade, o Professor  Doutor Taynã traz na bagagem uma impressionante formação acadêmica que abrange as três grandes áreas do conhecimento: Exatas, Humanas e Biológicas.

Licenciado em Física (UFMS), bacharel em Letras com habilitação em Libras (UFSC), mestre em Física Aplicada (Desenvolvimento de Biocerâmica para fins de Exertia Óssea), pela UFMS. Como formação complementar, cursou disciplinas de enfermagem, do CCBS/UFMS, tais como Bioquímica, Anatomia e Fisiologia. Além disso, cursou a disciplina de Bioquímica do Mestrado em Ciência Animal, do CCBS/UFMS.

Ademais possui Doutorado em Ciências da Cognição e da Linguagem pelo renomado Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, Portugal.

Com mais de treze anos de experiência docente, atuou como guia-intérprete de aluno surdocego e como professor intérprete de Libras, nas redes públicas de ensino estadual e municipal, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Sua prestigiada carreira no Magistério Superior teve início na Universidade Anhanguera-Uniderp, perfazendo as modalidades presencial e à distância.

Foi professor do quadro efetivo da UFRR até ser aprovado em concurso público para UFMS. atualmente, é Coordenador do pólo de Coxim da Universidade Aberta do Brasil, membro do colegiado de Letras e atua como docente efetivo nos cursos de sistema de Informação, Letras e em disciplinas optativas nos demais cursos do Câmpus de Coxim.

Com base na sua experiência acadêmica e profissional, Taynã Naves coloca o seu nome à disposição na consulta à comunidade acadêmica que será realizada no dia 12 de abril, pois como tem afirmado em campanha, figura-se como a melhor alternativa para a direção.
Suas notáveis profissionaiessooais aliadas à sua reconhecida competência profissional darão ao Câmpus de Coxim dinamismo, foco e eficiência, características notórias em seu trabalho ao longo de sua carreira.


FONTE:
http://www.edicaoms.com.br/educacao/tayna-naves-com-pesquisa-cientifica-na-europa-concorre-a-direcao-da-ufms-cpcx

sexta-feira, 2 de abril de 2021

A Importância de um bom Discurso

 

Owerlack Lins Júnior
Desde tempos remotos, o homem faz da oratória seu grande veículo de comunicação, de expressão, independente de idioma ou dialeto.

Na antiguidade fomos brindados com a oratória discursiva de Péricles, Demóstenes, Cícero em falas até hoje lembradas e sempre tão contemporâneas.

Exemplos de grandes oradores pelo mundo são fartos.
Winston Churchill, Ghandi, Roosevelt, Mandela, Fidel Castro, Barack Obama.
O mundo corporativo nos apresentou oradores como Steve Jobs e Bill Gates paralisando platéias em suas apresentações.

A política nacional sempre foi pródiga em grandes oradores a encantar as massas.

Rui Barbosa, que inspirou até samba de enredo na União da Ilha com o "Rui barboseava no Senado...".

Afonso Celso, em seu livro 'Oito Anos de Parlamento" descreve a habilidade oratória de Joaquim Nabuco.

O século passado nos foi generoso com esses políticos e suas falas.

Getúlio Vargas e o seu "Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil" dava a senha da fala aos trabalhistas.

Carlos Lacerda assumia o "Corvo" com sua voracidade em estilo quase neopentecostal.

Ulisses Guimarães era o discurso rebuscado quatrocentão paulista.

Fernando Henrique Cardoso reproduzia a fala do sociólogo, quase um alter ego da intelectualidade geracional de 1968.

E quem nunca parou para ouvir o velho caudilho Leonel de Moura Brizola, com seu sotaque de fronteira carregado, entremeando a política, jargões dos pampas e apelidos inesquecíveis aos seus adversários.

Que falta nos faz velho Briza.

Mas fiz todo esse passeio para falar e escrever sobre Luiz Inácio Lula da Silva.

Ontem, o ex-presidente concedeu entrevista curta, de uma hora, ao jornalista Reinaldo Azevedo na Band News.

Curta, mas suficiente para esperançar os ouvidos tão maltratados ultimamente.

Lula não tem erudição no discurso, tem a vivência.

Fala com os olhos, seduz com a interpretação, conquista com a simplicidade.

Seria um Messias? Longe de ser. Pecador, mesmo que apenas por omissão até que se prove o contrário, como muitos outros.

Mas, em tempos de que o "Messias" de plantão em Brasília não possui sequer 500 palavras no vocabulário, tem como livro de cabeceira a biografia de um torturador assassino e não consegue conjugar de forma correta um verbo em uma frase, ouvir quem fala ao povo afaga a alma.

Antes que cheguem os patrulheiros de plantão, não sou petista, nunca fui nem quando era moda ser.

Mas ainda existo, resisto e penso.

Owerlack Lins Júnior

Manifesto Pela Consciência Democrática


MANIFESTO PELA CONSCIÊNCIA DEMOCRÁTICA

Muitos brasileiros foram às ruas é lutaram pela reconquista da Democracia na década de 1980. O movimento "Diretas Já", uniu diferentes forças políticas no mesmo palanque, possibilitou a eleição de Tancredo Neves para a Presidência da República, a volta das eleições diretas para o Executivo e o Legislativo e promulgação da Constituição de 1988. Três décadas depois, a Democracia brasileira é ameaçada.

A conquista do Brasil sonhado por cada um de nós não pode prescindir da Democracia, Ela é nosso legado, nosso chão, nosso farol. Cabe a cada um de nós defendê-la é lutar por seis princípios e valores.

Não há Democracia sem Constituição. Não há liberdade sem justiça. Não há igualdade sem respeito. Não há prosperidade sem solidaridade.

A Democracia é o menor dos sistemas políticos que a humanidade foi capaz de criar. Liberdade de expressão, respeito aos direitos individuais, justiça para todos, direito ao voto e ao protesto. Tudo isso só acontece em regimes democráticos. Fora da Democracia o que existe é o excesso, o abuso, a transgressão, a intimidação, a ameaça e a submissão arbitrária do indivíduo ao Estado.

Exemplos não faltam para nos mostrar que o autoritarismo pode emergir das sombras, sempre que as sociedades se descuidam e silenciam na defesa dos valores democráticos.

Homens e mulheres desse país que apreciam a liberdade, sejam civis ou militares, independentemente da filiação partidária, cor, religião, gênero é origem, devem estar unidos pela defesa da Consciência Democrática.

Vamos defender o Brasil.

Ciro Gomes

Eduardo Leite

João Amoedo

João Dória

Luciano Huck

Luís Henrique Mandetta






quinta-feira, 1 de abril de 2021

Manifesto Pela Consciência Democrática

 

Owerlack Lins Júnior

Ontem foi lançado um manifesto intitulado  "Manifesto Pela Consciência Democrática", assinado por alguns atores da política nacional.

Alguns, concorrentes no pleito de 2018 e que pretendem apostar novamente em 2022 ao lado de conhecidos nomes como governadores de estado, ex-ministro e um televisivo global que há tempos flerta com a política.

Ciro Gomes, João Doria (governador de São Paulo), João Amoedo, Luciano Huck, Luiz Henrique Mandetta e Eduardo Leite (governador do Rio Grande do Sul).

Dos signatários, apenas Ciro Gomes não apoiou Bolsonaro no 2° turno contra Haddad em 2018, embora tenha se eximido de fazer campanha para o petista em represália aos boicotes feitos pelo PT a sua campanha no 1° turno.

Claramente é um movimento de um grupamento político, situado entre a direita e a centro esquerda, que busca se mostrar como alternativa a possível polarização entre Bolsonaro pela extrema direita e uma possível candidatura de Lula pela esquerda.

O movimento é legítimo e oportuno e tira proveito do momento de maior desgaste do governo e também do ressurgimento de Lula, após o restabelecimento de seus direitos políticos.

Vai se colocar como a 3° via, a opção de centro.

O nome de Ciro junto aos nomes vinculados a centro direita e direita não é nenhuma surpresa. 

Ciro nunca foi um político de esquerda e sempre transitou bem na faixa de centro e centro direita, apesar do seu ideário social e econômico não soar nada bem ao baronato nacional.

Sua presença agrega bastante por trazer o lustre social do discurso de centro esquerda ao grupo, e é também uma busca sua por espaço junto aos expectros políticos não identificados com o petismo e o bolsonarismo.

O desafio será agregar as ambições de todos os atores envolvidos e, principalmente definir quem seria o cabeça em uma futura chapa.

Caso se confirme o bloco em formação, representaria problemas maiores a Bolsonaro do que a uma candidatura de Lula ou outra à esquerda.

O tabuleiro de 2022 está na mesa desde sempre e as peças em movimento constante.


Owerlack Lins Júnior

quinta-feira, 25 de março de 2021

A Bozosfera atrapalha até Bolsonaro

 

Já faz alguns dias que venho defendendo a teoria de que o presidente Jair Bolsonaro se cercou de idiotas que no fundo o atrapalham a governar. Primeiro, porque são inúteis, segundo, porque obrigam o presidente manter uma postura de enfrentamento contra todos que ou sem pensar diferente do grupo que o cerca.

Lembremos por exemplo, do ex-secretário de Cultura Roberto Alvin que gravou um vídeo imitando o NAZISTA, Joseph Goebbels.

Ou então do ex-ministro da Educação abraham weintraub ( assim mesmo no minúsculo, já que é desprezível ), que vociferava imbecilidades para todos os lados. Para não falar do execrável chanceler Ernesto Araújo que entre um ou outro excremento verbal, chegou a atacar a obra do poeta João Cabral de Mello Neto, a quem chamou de "comunista".

Acreditei, equivocadamente que depois do generaleco rexonxudo Pazuello, não haveria mais espaço para tanta Imbecilidade. Afinal, não dava para cavar mais fundo. Ledo engano.

O grupo de cretinos que rodeia o presidente não conhece limites para sua falta de caráter. E isso foi comprovado por dois fatos que sozinhos talvez não sugerissem nada, mas realizados assim, sincronizadamente explicam muita coisa.

Vamos ao primeiro:

Um apoiador abordou o presidente para uma foto. Mas no momento de tirar a fotografia, o apoiador fez um gesto com a mão. O presidente logo em seguida reclamou com o homem. E um dos seguranças pediu que a foto fosse apagada. Logo depois, o presidente pediu para que seus assessores prestassem à atenção aos gestos do pessoal, e o segurança repete o pedido para a foto ser apagada.

Este fato isolado, passarimia despercebido, se o mesmo não houvesse ocorrido em pleno Senado Federal.

Durante uma sabatina com o chanceler Ernesto Araújo, enquanto o presidente do Senado Rodrigo Pacheco se pronunciava, o assessor de assuntos internacionais da presidência, Felipe G. Maetins, fez o mesmo gesto com a mão direita durante quase 10 segundos.

Mas afinal, porque de tanta polêmica em torno deste mesmo sinal com as mãos? É porque este sinal é utilizado por um grupo ideológico norte-americano de supremacia racial.

O sinal que no Brasil pode significar "ok", ou até mesmo "tomar no órgão final do aparelho excretor", nos EUA representa as letras W e P, iniciais do termo White Power.

Você poderia argumentar: "ora, mas isto não é ofensivo. Tem o mesmo mesmo que o Vidas Negras Importam". E eu teria que lhe responder que não.

Por um simples fato: este grupo ideológico norte-americano, é simpatizante do nazismo!

O gesto realizado por Felipe Martins, que uniu o dedo indicador ao dedão formando um círculo, também foi feito por Brenton Tarrant, supremacista branco que, em 2019, matou 51 pessoas na mesquita de Al Noor em um atentado terrorista na Nova Zelândia. O atirador fez o gesto durante o tribunal em Março de 2020.

Felipe Martins publicou também em suas redes sociais uma imagem com o verso "Do not go gentle into that good night" - poema de Dylan Thomas traduzido por Augusto de Campos como "Não vá tão docilmente nessa linda noite" - utilizado como abertura por Tarrant na sua carta manifesto, onde explica o que o levou a cometer o massacre em Christchurch.

A reação do presidente diante do gesto do apoiador, sugere que ele conhece o sinal e seu significado. Com certeza deve ter tomado conhecimento pelos seus bajuladores que vivem ao seu redor. E o fato de o apoiador ter feito o gesto, pode significar que há ligação entre os funcionários do Planalto e os grupos de apoiadores que vivem em volta do cercadinho onde o presidente se encontra com eles.

Basta agora, saber se a investigação solicitada pelo presidente do Senado sobre o gesto de Felipe Martins vai se aprofundar a ponto de saber se ele comete o crime de apologia ao nazismo em redes sociais, e também, se quem anda financiando os apoiadores do cercadinho, são servidores do governo.

Afinal, como diria Milton Friedman, não existe almoço grátis. Nem lanche, nem estadia, nem barracas, nem armas, etc.

Que a Polícia Federal abra inquérito de ofício é investigue essas ligações entre servidores do Planalto é manifestantes golpistas, já que tanto a PGR, quanto o MPF estão cegos quanto a isso.

E sim, a Polícia Federal pode iniciar investigação sem precisar esperar ser acionada por estes preguiçosos.

Tal ato se chama inquérito ex officio.

Basta ter vontade.

terça-feira, 16 de março de 2021

O Generalocídio, Oito Generais Degolados Pelo Governo

O primeiro e o segundo escalões, além de estatais, estão coalhados de militares. Comandam, por exemplo, 15 estatais. Mas também eles são alvos do destrambelhamento de Bolsonaro. O general Santos Cruz, da então Secretaria de Governo, foi o mais graduado a cair, no dia 13 de junho de 2019. Segundo entendi, foi acusado de ter pensamento lógico. Carlos Bolsonaro passou a considerar o militar um inimigo pessoal.

Dois dias antes da queda de Santos Cruz, já havia sido defenestrado da Funai o general Franklimberg de Freitas. No caso, pesava contra ele algo gravíssimo: defender os índios num troço  que chama Fundação Nacional do Índio. Onde já se viu?

Seis dias depois da demissão de Santos Cruz, Juarez Cunha deixou os Correios sob a suspeição de que trabalhava contra a privatização da empresa e de que passara a defender interesses dos servidores.

No dia 30 de setembro do mesmo ano, João Carlos Jesus Correia foi chutado do Incra. Resolveu levar a sério o seu trabalho e passou a tratar com rigor técnico a regularização de títulos de propriedade na Amazônia. Até as árvores derrubadas por madeireiros ilegais sabiam que supostos pequenos proprietários estão sendo usados como laranjas de grileiros. Jesus Correia, a exemplo dos outros, achou que tinha sido escolhido para trabalhar direito.

Em abril de 2019, já havia deixado o cargo Márcio Aurélio Vieira Santa Rosa, que foi diretor-executivo de operações da RIO 2016. Ficou 107 dias à frente da Secretaria de Esporte, um braço do Ministério da Cidadania. Em seu lugar, entrou o também general Décio Brasil, igualmente demitido - em fevereiro do ano passado - para dar lugar a Marcelo Reis Magalhães. No dia 4 de novembro de 2019, Maynard Marques Santa Rosa foi demitido da Secretaria de Assuntos Estratégicos.

Fato: nas 7 demissões - 6 delas no primeiro ano de governo, e três no prazo de 8 dias -, nota-se que o presidente põe e tira general como se diz "hoje é domingo". Uma coisa é certa: há um pressuposto para durar no cargo: ser ineficaz e despido de qualquer sombra de amor próprio.

O presidente submete os generais a um óbvio ritual de humilhação. Talvez Freud explique, já que foi um "mau militar", na frase resumida de Ernesto Geisel. O fato é que essa folia não estaria em curso se os militares da ativa e da reserva não tivessem decidido governar o país em parceria com o "capitão" que julgavam controlável... Forças Armadas não podem se comportar nem como tutoras da sociedade nem como Partido da boquinha.

Nos sete casos elencados, tratava -se de generais da reserva. Com Pazuello, há obviamente uma delicadeza adicional: é general da ativa. E foi justamente ele a levar mais longe a subserviência. Assim foi ficando no cargo. E acumulando cadáveres.

Ainda agora, se o presidente desligar o fogo da fervura ele permanece. Até porque está com medo da justiça.

Texto de Reinaldo Azevedo, jornalista.

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Logo após esta matéria, o presidente nomeou outro ministro da saúde. Subiu para 8 o número de generais demitidos pelo governo.