sábado, 31 de dezembro de 2022

É bom, mas...

 

(QUASE) NINGUÉM CONSEGUE ELOGIAR SEM TER QUE COLOCAR UM PORÉM

Genial sacada de meu amigo Tarciso Tertuliano Paixão.

Passo por isso diariamente. É o texto, a crônica, a coluna, o parágrafo no WhatsApp. Importante: não me refiro a críticas que, se feitas com coerência e educação, ajudam muito qualquer autor.

Em nome do contraditório e da "democracia", as observações na maioria das vezes nada acrescentam ao que foi realizado/publicado. Em sua maioria, não passam de grosseria oca e, muitas vezes, sem nenhum sentido prático.

"Parabéns, mas..."

"Excelente, apesar de..."

A incapacidade de elogiar sem ressalvas virou a tônica do mundo moderno.

Nada tem a ver com proselitismo barato ou perfeição tola do autor, mas sim com a limitação em perceber que a obra é do autor e não do leitor/espectador/comentarista/cripone (crítico de poha nenhuma...).

Acha que o cineasta deveria ter feito a cena final diferente? Que o escritor deveria ter escrito com outro ritmo? Que o fotógrafo deveria ter usado a outra luz? Que o post deveria ser de escrito de outra forma?

A arte, seja qual for, da mais simplória à mais sofisticada, não é feita para ser vigiada, mas apreciada. Se você se incomoda com ela, não encha o saco de quem a propôs e faça a sua própria.

É simples.

E também a "arte" entre aspas, da mais simplória à mais sofisticada ou até mesmo o que não se enquadra como arte.

Colabore com o mundo.

Se não tem nada a acrescentar, guarde a língua na boca e tire o dedinho do teclado.

Divergir é uma coisa, ser desagradável regularmente e encher o saco dos outros é outra. 

Não é ter opinião nem personalidade. É ser B@B@C@, e isso já tem muito por aí. 

Não é o que vai te destacar na multidão, pode ter certeza. 


TEXTO DE:

@pauloandel

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Bella ciao, Bolsonaro

 

Jair Bolsonaro fez sua última live hoje como presidente.

Quase uma hora, eu assisti, tentando ouvir com uma real imparcialidade, até porque, caso ele dissesse qualquer frase mais afoita, iria ser como gasolina para apagar incêndio, considerando que, algumas pessoas estão tomadas por um ódio irascível pelo fato de Bolsonaro ter perdido às eleições.

Ele descreveu, sob a ótica tradicional da sua linha política, os avanços do seu governo, deu algumas pinceladas de críticas aos atos extremistas (ele sabe que a situação é sim perigosa), não incentivou a permanência em frente aos quartéis, mas agradeceu quem ficou sob sol e chuva.

Teve essa Live um tom de apagar de luzes e "tchau querido".

Não acredito em um levante político dele para uma provável disputa daqui quatro anos, já que eu sempre achei que ele foi o resultado da possibilidade de muitos se verem no tiozão que fala besteira e se justifica como verdadeiro e transparente, foi um acidente de percurso, acho que nem ele imaginava chegar onde chegou e, se duvidar, nem queria isso, foi no oba-oba mesmo.

A live foi um virar de página e fechar de livro para Bolsonaro, mas sabemos que ele criou pessoas que estão alteradas e essas pessoas irão exaltar seu nome, não sei até quando, mas irão.

Não tenho a ilusão de que num estalar de dedos o nosso Brasil será o paraíso, deixo essa ilusão para os que não querem ver as deficiências no meio das esferas públicas.

Lula enfrentará uma oposição ferrenha e cega, mas já demonstra que não lhe faltará apoio, pois muitos entenderam a expressão "Rei morto, Rei posto".

Boa viagem Jair e bom mandato Luiz Inácio Lula da Silva.


TEXTO DE:

Rosenmari Witwytzky



quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Obrigado, Pelé.

 

Hoje é o dia mais triste da história do futebol. 

Hoje encerra-se um ciclo de uma vida dedicada ao esporte. 

O que podemos falar a mais sobre Edson Arantes do Nascimento

Toda homenagem a esse mito da bola é pouco, diante da sua grandeza!

Pelé encantou gerações. Das gerações anteriores ao seu surgimento no futebol e também a gerações pós sua parada definitiva em 1977.

Aliás esse ano é o ano que nasci...

E lamento profundamente não ter tido a oportunidade de assistir uma partida "in loco" desse gênio da bola.

A maneira como Pelé rompia as defesas era única, era uma dádiva concedida a esse monstro, que fez gol de todos os jeitos!

Figuras como Pelé são eternas, vão ficar pra sempre para as demais gerações. Quando se fala em camisa 10, se lembra de Pelé, quando se usa a expressão "Craque" logo pensamos em Pelé

Mais de 1200 gols na carreira profissional e amadora, mais de trinta títulos, onze vezes artilheiro do Estadual de São Paulo...

Marcas e marcas que o tornam inigualável. Assistam o filme "Pelé Eterno", uma obra prima para quem gosta de futebol, e quem tem alguma dúvida de quem é o Rei do Futebol, lá as respostas serão fulminantes: - Não tem pra ninguém!

Obrigado Pelé

O Futebol chora sua passagem na vida, mas sempre se alegrará quando ver o seu legado, espetacular!

Simplesmente o maior de todos!

#peleeterno

#camisa10


TEXTO DE:

Marcelo Diniz


Paulo Guedes, o economista da era da pedra lascada

 

Disponível na internet, o resumo do documento elaborado pela equipe de transição é uma peça espantosa, um livro de terror. Dá a medida de como será difícil a reconstrução do Brasil e o tamanho do desafio que o governo Lula terá de enfrentar.

Pela leitura do diagnóstico, não é possível apontar em que área da máquina federal houve maiores retrocessos, se na saúde, na educação, na segurança, nas políticas sociais, no meio ambiente, nas relações internacionais, na ciência ou na cultura. Mostra um país cujas instituições estão falidas e minadas por dentro, como se tivesse passado por uma guerra.

Futuro ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, acumulando a função com a Vice-Presidência, Geraldo Alckmin já havia revelado o tom do relatório numa entrevista: "Desde que entrei na vida pública nunca vi nada parecido. Os dados dão a entender que o governo Bolsonaro aconteceu na idade da pedra, em que não havia palavras ou números". Por mais chocante, a declaração de Alckmin não é novidade para quem sobreviveu aos últimos quatro anos.

Bolsonaro não poderia atuar de forma diferente. Ao não entregar a faixa presidencial, é o capitão de sempre, cujo tempo no Planalto foi mero disfarce para o projeto de poder autoritário que o moveu em todos os seus atos. Um dos mais recentes foi a aposentadoria, aos 47 anos e com salário integral, do ex-diretor da PRF, um prêmio por ter transformado a instituição em milícia eleitoral agindo por influência e a favor do golpista que agora tem duas coisas a fazer: chorar as pitangas e preocupar-se com a Justiça.

Um livro que acaba de sair - "Eles Não São Loucos", do jornalista João Borges – narra os bastidores da transição FHC-Lula em 2002, que teve início ainda durante a disputa que indicava o petista como favorito. O ambiente era outro; os adversários também. Ninguém naquela época pensava em explodir bomba em aeroporto.


LEIA MAIS EM:

https://tinyl.io/7awv

Pelé ( 1940-2012 )

 

Faleceu o Atleta do Século XX - o do XXI, ainda não temos certeza ou talvez nem tenha surgido ainda. 

O brasileiro mais conhecido do mundo.

Ao lado de nomes como Oscar Niemeyer, Tom Jobim, Carmen Miranda, Glauber Rocha, Lula e Paulo Coelho, dentre outros, Pelé foi um embaixador do Brasil na Terra. O maior de todos eles. 

Também o maior jogador de futebol de todos os tempos. Todos, sem exceção, sem necessidade de teoremas confusos e verborragia barata. Com todo respeito aos que discordam desta sentença, não tenho tempo a perder. 

Dentre os gigantes da história do futebol, Pelé foi o maior porque nenhum outro fez mais de 1.200 gols, nem ganhou três Copas do Mundo, nem municiou sete dos dez maiores artilheiros da história de um clube de futebol, somando mais de 1.700 gols. Nenhum outro dos maiores craques de todos os tempos tem geniais gols perdidos como ele na conquista de um título mundial - basta lembrar das jogadas maravilhosas contra a Tchecoslováquia e Uruguai no México em 1970 (quando o Brasil deu o troco de 1950), frequentemente reprisadas 50 anos depois. Está tudo no YouTube, felizmente.

Até 1958, o Brasil era um ponto de interrogação no mundo, frequentemente ligado às zombarias da Disney. A infeliz derrota de 1950 nos fragilizou a ponto de Nelson Rodrigues denunciar o complexo de vira-latas como um paradigma brasileiro. A imortal vitória na Suécia transformou a nossa imagem diante do mundo, e o país experimentou uma euforia jamais vista: numa só tacada, vieram à luz a Bossa Nova, o Cinema Novo, o Teatro Brasileiro de Comédia, o futebol brasileiro, o Concretismo, o desenvolvimento à vista, a reforma gráfica nos jornais começada pelo Jornal do Brasil (com Janio de Freitas, ele mesmo) e os sinais de que finalmente o país daria certo. 

Entre 1958 e 1970, Pelé deu as cartas no futebol. Fez centenas de gols, liderou o Santos à gloria mundial - lotando o Maracanã com 250 mil torcedores em dois dias - e escreveu boa parte das melhores histórias da Seleção Brasileira.

Ao lado do gênio Garrincha, Pelé disputou 40 partidas com a camisa amarela. Nunca perdeu um jogo. 

Há muitos dados que poderiam caber aqui, mas tudo é pequeno diante da despedida do Rei. Ele está para o esporte assim como Miles Davis está para o jazz, Pablo Picasso para as artes plásticas, Saramago para a literatura e Bob Dylan para a canção. Gente que, diante de tanta gente espetacular, teve em si as vírgulas para sobressair. 

Ademir da Guia, Dicá, Rivellino, Zico, Sócrates, Falcão, Messi, Maradona, Di Stéfano, Didi, Gerson, Dirceu Lopes, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Cruyff, Paulo Cezar Caju, Platini, Puskás e tantos monstros do futebol mundial, jogadores colossais, ficam todos no pódio com a prata. O ouro é do Rei. Quem tiver dúvidas, deixe de lado a teimosia e se delicie no YouTube

Para fechar, gostaria de recontar uma história testemunhada por meu querido amigo, o sociólogo Marcelo Rodrigues Lessa , que por muitos anos foi vizinho de Altair, lateral esquerdo do Fluminense, campeão mundial de 1962 pela Seleção. Durante anos, a filha de Altair teve um sério problema de saúde que exigia uma caríssima medicação trazida do estrangeiro. Por anos a fio, Pelé bancou a importação regular dos remédios. Esta é apenas uma de centenas de iniciativas que jamais ganharam as páginas dos jornais porque, claro, a prioridade é das notícias ruins, muitas vezes manobradas. 

Há pouco, Lula e Gilberto Gil se manifestaram sobre a passagem de Pelé. Torcedores comovidos ocupam o Museu do Futebol em São Paulo e o Maracanã, no Rio. Noticiários do mundo inteiro anunciam a relevância do Rei. Populares lamentam nos ônibus e trens. 

Vai-se embora um homem que desafiou definições, conquistou o planeta e escreveu uma história vitoriosa. Humano, errou e acertou, acertou muito mais do que seus detratores. Um homem que jamais foi visto em público com agressividade, falta de educação e elegância. Um homem negro que ganhou a admiração e o respeito de milhões de homens brancos, negros, amarelos, de todas as matizes e diversidades. Um homem que encantou o olhar adolescente de meu pai. 

Um homem que, a seu modo, mudou o mundo. 


TEXTO DE:

Paulo-Roberto Andel

Escritor

@pauloandel

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Posse de Lula: Ameaça Terrorista é Risco à Segurança Nacional

 

A prisão do terrorista que pretendia explodir bombas em Brasília, deveria ter ligado o sinal de alerta em relação à segurança da posse do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva.

Porém, parece que a PEC da transição, que garante recursos para atender a população mais pobre e pagar contas inclusive do atual governo (contas terríveis, graças a política econômica mequetrefe do pústula Paulo Guedes)  preocupa muito mais do que as prováveis consequências do assassinato de um presidente eleito.

A imprensa hegemônica trata com desdém os casos de ameaça a cerimônia da posse, e prefere atacar as decisões econômicas e administrativas do futuro governo.

A imprensa alternativa ligada à esquerda prefere matérias de ridicularização do candidato derrotado, permanecendo em um eterno clima de jocosidade. Tratam os manifestantes como meros imbecis úteis, e fecham os olhos ao fato de que por trás destes acampamentos existe um financiamento econômico sólido e uma organização que aponta não para de organizações militares como as Forças Armadas ou as Polícias, mas para a presença de agentes que, fora do serviço, dão apoio e treinamento aos manifestantes. Toda a logística ligada a esses movimentos não dá o direito ao desprezo nem por parte da imprensa e nem das forças responsáveis pela segurança.

Outra parte da imprensa alternativa, ligada ao bolsonarismo, continua alimentando a sanha de uma turba de fanáticos que pensam em levar para as ruas uma provável luta armada pela libertação do Brasil de uma fantasmagórica ameaça comunista.

A cada dia, o clima de desespero vem tomando conta nos acampamentos bolsonaristas. A cada mentira criada sobre reações de Bolsonaro em relação à eleição de Lula desmentida, outra precisa ser criada na esteira, para não arrefecer o ânimo dos manifestantes.

Primeiro, eram as 72 horas que sucederam à apuração dos votos. Nenhuma fraude foi comprovada. Teorias mentirosas sobre violação das urnas ou uso de algoritmos foram seguidamente derrubadas.

Depois a tese sobre a influência do Supremo Tribunal Militar e a mentirosa teoria de que este tribunal que é responsável por julgar única e exclusivamente crimes militares, poderia anular as eleições respaldados em uma interpretação mambembe do Artigo 142 da Constituição Federal. Tese imbecil levantada e defendida por Ives Gandra Martins e seu filho de mesmo nome, que é ridicularizada no meio jurídico, mas defendida pelos bolsonaristas como verdade absoluta.

As Forças Armadas precisaram negar através de comunicados oficiais (dúbios e mal redigidos, diga-se), a participação em qualquer tipo de ação para anulação das eleições, o que levou a pronta reação dos movimentos bolsonaristas: tratavam-se de militares melancia, verdes por fora, mas vermelhos por dentro (fazendo referência ao comunismo, óbvio).

Ainda houve a tentativa criminosa do Partido Liberal (PL) da anulação de parte das urnas usadas no segundo turno, que levou a sigla a uma multa milionária.

Sem desistir, nasceu então a teoria da diplomação. Baseados na interpretação mais uma vez mambembe da Constituição Federal (Art. 14 parágrafo 10) . Bolsonaro neste caso, precisava esperar a diplomação da chapa Lula/Alckimin, para simplesmente depois impugnar a chapa e permanecer com presidente. A tese é tão absurda que o prazo para pedidos de recurso de impugnação expirou na terça-feira, dia 27, sem que a Justiça Eleitoral houvesse recebido um mísero recurso.

O tempo está se esgotando para os bolsonaristas mais fanáticos. A simples notícia de que Bolsonaro pode viajar para os EUA antes do fim do ano, para não estar na cerimônia de posse e não precisar passar a faixa, cria uma tensão perigosa no meio dos acampamentos montados em frente a quarteis.

E aí, voltamos ao início. O silêncio de Bolsonaro não tem nada de covardia, como alega a grande parte da imprensa alternativa ligada à esquerda. Esse silêncio é entendido como uma autorização para a realização de atos terroristas contra a cerimônia de posse e contra a vida do presidente eleito.

A Força Nacional de Segurança será usada em parceria com a Polícia Federal para prestar segurança no dia 1 de janeiro. Mas, será suficiente?

Como o terrorista preso tinha posse de armas de longo alcance, precisão e era treinado como atirador de elite (sniper), a recomendação é de que Lula use carro blindado ao invés de carro aberto no desfile de posse.

Todo cuidado é pouco. Ainda mais quando a informação de que o terrorista preso teve facilitada sua entrada no Senado Federal e manteve contato com figuras ilustres da política, foi revelada pela Polícia.

Que a Polícia Federal atue como sempre fez, e leve todos os responsáveis por esse terrorismo descarado -para trás das grades.


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terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Senti Vergonha por Você, Bolsonaro

 

Eu senti vergonha de ver no comando do país, um elemento sem qualquer qualificação educacional, sem qualquer habilidade política e sem qualquer senso de responsabilidade;

Eu senti vergonha das palavras ofensivas, carregadas de ódio, impropérios e palavrões ditos sem qualquer respeito para quem os ouvia;

Eu senti vergonha do chefe do executivo se esconder atrás da tela de um computador, para destilar seu ódio, disseminar mentiras, ofender e fugir da imprensa;

Eu senti vergonha ao ver o total descaso, desleixo, negação e descrédito quando da necessidade no combate para a maior crise sanitária mundial;

Eu senti vergonha no negacionismo do mandatário, na sua incredulidade, na ocultação da verdade para o tratamento da pandemia, apelidado por ele como “gripezinha”;

Eu senti vergonha do presidente do país em sua total falta de compaixão, empatia e solidariedade com as famílias de mais de 670 mil irmãos brasileiros mortos;

Eu senti vergonha de ver o mandatário do país tripudiando das pessoas doentes, com imitações criminosas da ausência de ar ou de tosse;

Eu senti vergonha de assistir um despreparado dirigir a saúde do país, sem saber ao menos do que se trata uma seringa ou balão de oxigênio;

Eu senti vergonha do meu país, ter uma quadrilha oficial para contrabandear árvores e madeiras da floresta nativa de nossa terra;

Eu senti vergonha de ver um lobista financeiro internacional defender as grandes corporações e fortunas, para destruir as pequenas e médias empresas que movimentam o Brasil;

Eu senti vergonha em ver que MERCADORES DA FÉ, APÓSTOLOS DO CAOS abandonaram sua gente, durante a pandemia, sem demonstrar qualquer sentimento de compaixão, solidariedade ou fé;

Eu senti vergonha em assistir uma reunião ministerial, recheada de ódio, falsidade e canalhice, sem qualquer respeito com o cerimonial executivo e com a liturgia dos cargos ocupados;

Eu senti vergonha em ver o presidente do país atacar e ofender mulheres, o maior património da vida, sem qualquer motivo ou fundamento no mínimo razoáveis;

Eu senti vergonha em ver o mandatário atacar, ofender e discriminar brasileiros por causa da cor da sua pele ou de sua origem étnica ou por sua orientação sexual ou pelo seu peso corporal;

Eu senti vergonha pela disseminação diária por parte do executivo de falsas promessas, mentiras ideológicas, filosofias criminosas e ataques infundados contra a imprensa;

Eu senti vergonha de ver florescer o maior pacote de corrupção financeira oficial via algo vergonhoso, secreto e despudorado;

Eu senti vergonha de um governo que pregou transparência e coloca sigilo de 100 anos em todas as suas falcatruas;

Eu senti vergonha de ver o Exército de Duque de Caxias e de meu pai - um herói de guerra, ser subjugado pela ideologia e por interesses diversos;

Eu senti vergonha de ter feito uma formação militar, ao ver o Exército acomunado com o partidarismo ideológico;

Eu senti vergonha ao ver a EDUCAÇÃO, a maior ferramenta do desenvolvimento social, ser jogada no lixo, por um governo absolutamente incompetente;

Eu senti vergonha em saber que a CULTURA, a força da expressão de um povo, ser abandonada e escanteada por elementos sem qualquer qualificação para sua gestão ou preparação emocional;

Eu senti vergonha em ver a CIÊNCIA, o ápice da educação de um povo, ser achincalhada e atacada pelo presidente do país e seus asseclas, imbecis de paletó e gravata;

Eu senti vergonha de ver a bandeira do Brasil, maior símbolo nacional, ser utilizado como capa de chuva ou capa de tampa de motores automotivos, por gente que não faz a menor ideia do valor do pavilhão nacional;

Eu sinto vergonha pela cegueira ideológica e apologia de um lema fascista na idolatria fundamentalista de um tema de campanha partidária, absolutamente extremista em tratar DEUS, PÁTRIA e FAMÍLIA de forma distante da realidade. DEUS nunca está acima de nós, pois como Ele ensina na própria oração, sempre está no meio de nós; a PÁTRIA é a Re-União de todo agrupamento social de um país, sem qualquer tipo de distinção, discriminação ou diferenças; FAMÍLIA é a união de pessoas em torno da explosão do amor, sem a necessidade de qualquer formatação ou modelo e, absolutamente livre de qualquer conceito ou preconceito por causa do sexo, cor da pele, formação cultural, característica étnica ou capacidade financeira; 

Eu sinto vergonha de ver amigos e parentes, obcecados pelo ódio e corrompidos pelo fanatismo ideológico, fazerem manifestações imbecis por um golpe militar, quando não fazem a menor ideia do que se trata um Estado de Exceção; uma situação de restrição de direitos e concentração de poderes que, durante sua vigência, aproxima o País sob regime democrático do autoritarismo;

Eu sinto vergonha de depois de 4 anos deste governo, o BRASIL ser tratado como um lixo de nação, um pária e de ver a população sem qualquer conquista de valor e ainda termos milhões de irmãos desesperados pela fome.

Que eu possa ter nos próximos 4 anos, um pouco mais de possibilidades de não sentir tanta vergonha de ser brasileiro.


TEXTON DE:

MARCELO KIELING

Jornalista, Bacharel em Ciências Contábeis, Cursos de Extensão em Comunicação, Gestão, Comércio Exterior, Administração, Marketing e 2º Tenente R2 do Exército Brasileiro.